Nem pastores põem mais fé na EBD

Outubro 21, 2009 at 5:25 pm | In Neb PIB | 2 Comments
Tags: , , ,

O teólogo e médico Angelo Gagliardi Júnior, 53 anos, escreveu o livro Você acredita em Escola Dominical? no fim dos anos 1990, no qual debatia a crise desse modelo de ensino. Em entrevista à CRISTIANISMO HOJE, ele mostra que o tema continua atual.

CRISTIANISMO HOJE: Que tipo de experiências o motivaram a escrever o livro “Você acredita em Escola Dominical?”

Amor desde a infância pelo estudo da Bíblia e inconformismo pela forma com que as nossas Escolas Dominicais  vinham desempenhando o seu ministério  em nossas Igrejas desde sempre , o tipo de  “formação” , o tipo de “crente” que ela vinha “preparando” , frágeis , imaturos,inexperientes, desmotivados.

A visível prática em nossas Escolas Dominicais da Anti-Reforma Protestante , afastando a Bíblia das mãos do povo , desestimulando o seu estudo , meditação e prática.  A ênfase prioritária às metodologias eclesiásticas já caducas, o aferrar-se às revistas ralas da denominação para “manter” o controle doutrinário.

O abandono completo de um sério investimento em material para pesquisa , formação , e instrução do corpo docente , bem como de uma escolha responsável e criteriosa do mesmo . Continue reading Nem pastores põem mais fé na EBD…

Sal da Terra e Sustentabilidade

Julho 13, 2009 at 3:39 pm | In Thiago Azevedo | Leave a Comment
Tags: , , , ,

Thiago Azevedo

“Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que o salgaremos? Para nada mais serve, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens.” Mateus 5.13

O que nos passa à cabeça quando lemos este texto de Jesus afirmando que somos o sal da terra? Mas antes, devemos pensar o que significava o sal para o mundo antigo e a partir disso entenderemos que ser sal é mais do que ser testemunha, mas implica em uma missão que nos foi designada:

a. No mundo antigo o sal era símbolo de pureza e fidelidade.
b. O sal tinha um alto valor mercadológico, tanto que os soldados romanos eram pagos com sal, por isso se oriunda o termo salário;
c. No AT as alianças eram feitas com o uso do sal – 2Cr 13.5;
d. Deus prescreveu o sal como parte necessária dos sacrifícios – Lv 2.13;
e. Até hoje, as batatas e ovos cozidos servidos no Pessach, a Páscoa Judaica, são regados com água salgada que simbolizava as lágrimas derramadas pelos judeus na fuga do Egito.

O sal é um elemento primordial para o equilíbrio do corpo e do planeta, com isso chegamos ao que Jesus de fato queria nos propor com esse texto, de que na verdade, deveríamos ser o equilíbrio da terra, parafraseando ficaria assim:

“Vós sois o equilíbrio da terra. Ora, se vocês se tornarem desequilibrados, como a equilibraremos? Para nada mais serve, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens.”

Continue reading Sal da Terra e Sustentabilidade…

Intolerantes em nome de Deus

Julho 13, 2009 at 3:36 pm | In Rosinda Miranda, Thiago Azevedo | Leave a Comment
Tags: , , , ,

Thiago Azevedo e Rosinda Miranda

“Felizes os que agem em prol da paz; eles serão chamados filhos de Deus” Mateus 5.9

Vivemos num mundo carregado de intolerâncias, seja religiosa, ou simplesmente de opinião sobre qualquer coisa e a semelhança entre esses processos está no fato de que todos asseguram pra si a detenção da verdade e a falta de solidariedade com o diferente é outro aspecto muito forte nesses casos de intolerância. Mas afinal o que significa intolerância?

Segundo o dicionário Michaelis, Intolerância, intolerante, e intolerável é a qualidade de não ser tolerante ou de ser insuportável. Resolvi ir um pouco além e verificar o significado de insuportável que além dos títulos acima citados, acrescente muito incômodo ou molesto e por aí se segue a grande lista de classificações para o ser que é intolerante.

O 11 de setembro é marcado por atos de intolerância de ambas as partes, tanto dos que atingiram as torres gêmeas, quanto da população que passou a discriminar os de origem mulçumana e principalmente do governo que declarou guerra a todo ao Afeganistão, levando uma onda de terror ainda maior para um povo que já sofria as conseqüências da intolerância de seu governo opressor, Al Quaeda.

Ou também na Irlanda quando Protestantes e Católicos se massacram em nome de Deus, nesse caso temos Bono Vox cantando Sunday Blood Sunday, ou seja Domingo de Sangue, ou sangrento, onde estamos dispostos a derramar sangue, do outro, em nome de Deus. Nas cruzadas temos cristãos matando mulçumanos, na inquisição uma perseguição declarada aos precursores do Iluminismo. No Brasil temos a perseguição aos cultos afros na Bahia, onde terreiros são destruídos, e pessoas violentadas e mortas em nome de um deus intolerante também com a cultura. Índios foram mortos em nome de Deus, por não se “converterem” ao deus ocidental cristão.
Continue reading Intolerantes em nome de Deus…

O Sal da Terra

Julho 11, 2009 at 10:31 pm | In Neb PIB | Leave a Comment
Tags: , , , , , ,

Por que dediquei toda uma postagem a falar do sal? Fiz isso para que a sua importância ficasse clara, e assim fosse mais fácil entender a nossa grande responsabilidade! Há um trabalho a ser feito nesta Terra, nesta vida, e ele só pode ser feito por nós mesmos. Nos cabe fazer tudo que estiver ao nosso alcance para tornar esta vida melhor, e este mundo um lugar melhor. Por que somos como o sal da Terra.

Qual é o valor do sal? Apesar da sua grande importância, o sal por si só não tem qualquer valor; ele não é, sozinho, alimento. O sal é uma substância que, isolada, não tem nenhuma qualidade. Se consumido puro, destrói o paladar. Se colocado na terra, a esteriliza. Em contato prolongado com a pele, a corrói. O sal não tem cor. Não tem cheiro. Não tem forma. Desaparece nos líquidos. – Sua grande utilidade e serventia está em ressaltar o sabor dos alimentos. No entanto, em excesso essa substância se torna danosa.

Mas o sal, quando misturado, vem a ser a alma do mundo! A vida não existiria sem o sal. A vida não teria forma, os alimentos não teriam sabor. A própria terra necessita do sal para produzir. O sal é indispensável à vida: a água de dentro dos tecidos vivos movimenta-se pelas diferenças de concentração do sal; o corpo humano retém a água devido ao sal que contém; as células vivas preservam uma concentração de sal. – E o Cristo nos diz que somos nós o Sal da Terra!

Somos o sal da Terra. Como o sal, o ser humano precisa se misturar, – com os outros, com o mundo e com a vida, – para fazer sentido. Toda a sua imensa potencialidade só tem valor se ele interagir com a vida. Concentrado em si mesmo, pode se tornar destrutivo. O homem que vive enclausurado dentro de si, apenas para os seus pensamentos, isolado em seus desejos e manias, torna-se como um escravo, um destruidor da Terra. Mas, misturado, interagindo com os outros seres, mesmo que em pequenas quantidades, torna-se capaz de executar grandes coisas, grandes “obras”, que sem ele não existiriam! Como o sal, somos nós que damos sabor à Terra! E, assim como o sal, se não nos relacionarmos com tudo e com todos, perdemos o sentido do ser!
Continue reading O Sal da Terra…

Os Bem-aventurados do Reino

Julho 6, 2009 at 10:23 pm | In Thiago Azevedo | 2 Comments
Tags: , ,

Thiago Azevedo

“Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.” Mateus 5.11

Quando pensamos em Bem-aventuranças logo pensamos em uma mensagens positivas e que nos remete ao que devemos fazer para sermos melhores cristãos e sermos felizes diantes de Deus. Mas no contexto de Mateus e Lucas, essas Bem-aventuranças tem algo muito maior do conselhos que nos orientam a um caminho rumo a felicidade.

Primeiro devemos observar o contexto social dos judeus no período em que este discurso fora pronunciado. Os Judeus em sua maioria eram de posses muito modestas e entre eles havia um número muito grande de mendigos e desempregados. O mundo judeu havia se modificado largamente em virtude da helenização que aconteceu durante os 400 anos após o período de Malaquias, isso pode ser confirmado na leitura dos livros Deuterocanônico dos Macabeus, onde ali é registrado a formação do movimento farisaico e a resistência contra a helenização judaica. Nesse sentido, o conceito de bem-aventurança grego era baseado justamente nos bens materiais. Entre os judeus também havia uma grande expectativa na libertação tanto política quanto espiritual e eram feitas orações diárias em prol desse objetivo, como se pode ver:

“Toca o trombone para nossa libertação e levanta o pendão para a reunião de nossos exilados… Traze de volta nossos juízes, como anteriormente e nossos conselheiros como no início, sê rei sobre nós, unicamente tu” (Contexto e Ambiente do Novo Testamento – Eduard Lohse, Paulinas)

Vale lembrar que antes do estabelecimento da monarquia em Israel o modo de governo era através do sistema Tribal, que valorizava um processo mais igualitário na divisão de terras e de trabalho e o culto não se centralizava no templo. E quando a monarquia se estabeleceu, tudo se centralizou, do poder ao culto e com isso, o povo se viu oprimido e também o aumento em grande escala das desigualdades sociais que desembocaram no contexto vivido por Jesus.
Continue reading Os Bem-aventurados do Reino…

Os perdedores – Evangelho de Mateus 5:1-16

Julho 5, 2009 at 9:13 pm | In Neb PIB | Leave a Comment
Tags: , , , ,

O sermão da montanha é uma das passagens mais conhecidas do evangelho, mas nem sempre é corretamente interpretado. Primeiro, ele é dirigido aos discípulos que se aproximaram de Jesus, não à multidão.

Em segundo lugar, não se trata de uma lista de coisas para você fazer para ser salvo ou se tornar discípulo de Jesus. Ele está falando das características daqueles que, em todas as épocas, se submetem a Jesus.

“Reino dos céus” significa um reino que não é da terra, é dos céus, cujo rei esteve aqui, foi rejeitado e agora está nos céus. Quando Jesus diz “bem-aventurados estes ou aqueles”, é como se dissesse “felizes estes ou aqueles” que são assim. Como assim? Assim como? Perdedores assim.

Sim, porque se o próprio rei do reino dos céus, Jesus, foi um perdedor neste mundo, como você espera que sejam os seus seguidores? Aí vem alguém e diz:

“Ué, mas eu pensei que fosse justamente o contrário, porque vi na TV alguém dizer que se você vai a Jesus seus problemas desaparecem, seus negócios melhoram, você paga suas dívidas, resolve problemas conjugais, é curado de todas as doenças e até compra carro importado”.
Continue reading Os perdedores – Evangelho de Mateus 5:1-16…

Ética do Sermão do Monte

Julho 1, 2009 at 7:52 pm | In Thiago Azevedo | Leave a Comment
Tags: , , , ,

Thiago Azevedo

“E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; E, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo:” Mateus 5.1, 2

Geralmente quando lemos o sermão da montanha nos concentramos muito nas palavras iniciais, que representam um ar mais esperançoso para a humanidade e o pior ainda é que nos concentramos somente em Mateus, que dá um sentido mais espiritual/transcendente para essa primeiras palavras, mas esquecemos que em Lucas também há pontos desse sermão e com alguns acréscimos não tidos em Mateus que nos leva a uma outra conclusão.

O que fazer quando Jesus nos leva a entender mais sobre nossos deveres diante de Deus do que nossos direitos? De que este sermão é direcionado a pessoas como Jesus, sem teto, sem perspectiva na vida, sem dinheiro, sem esperança. Nesse sentido ele fala dos pobres, tanto que em Lucas não há os pobres de espírito, apenas pobres e junto com esse bem aventurado, há um ai, que é deveras preocupante para nosso momento pós-moderno ultra-capitalista.

“E, levantando ele os olhos para os seus discípulos, dizia: Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus. Mas ai de vós, ricos! porque já tendes a vossa consolação.
Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis fartos. Ai de vós, os que estais fartos, porque tereis fome.
Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque haveis de rir. Ai de vós, os que agora rides, porque vos lamentareis e chorareis.
Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem e quando vos separarem, e vos injuriarem, e rejeitarem o vosso nome como mau, por causa do Filho do homem.
Folgai nesse dia, exultai; porque eis que é grande o vosso galardão no céu, pois assim faziam os seus pais aos profetas. Ai de vós quando todos os homens de vós disserem bem, porque assim faziam seus pais aos falsos profetas.” Lucas 6.20-26

Alterei a ordem dos textos colocando os ais junto com as bem aventuranças, mas lendo assim, é melhor voltar pra Mateus e ignorar o livro de Lucas certo? Errado, pois se montarmos em conjunto esse sermão em Mateus e Lucas, teremos em seguida o Sal da terra e luz do mundo. Portanto, enquanto enfatizamos que ser sal e luz é dar testemunho da mensagem de Jesus, e dentro do contexto religioso isso soa bastante demagogo, pois representa apenas as palavras, o ato de ser apenas um cristão em busca de não cometer pecados morais (beber, fumar, transar e por aí vai) e não os aspectos éticos de ser sal e luz. Se observarmos melhor esse sermão nos dois evangelhos, Jesus nos convoca para uma nova ética. A ética do outro. Continue reading Ética do Sermão do Monte…

A Parábola dos Peixes

Junho 23, 2009 at 1:00 pm | In Thiago Azevedo | Leave a Comment
Tags: , ,

Thiago Azevedo

“E Jesus, andando junto ao mar da Galiléia, viu a dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores; E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Então eles, deixando logo as redes, seguiram-no. E, adiantando-se dali, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, num barco com seu pai, Zebedeu, consertando as redes; E chamou-os; eles, deixando imediatamente o barco e seu pai, seguiram-no.” Mateus 4.18-22

Quando se trabalha com educação cristã, você deve estar aberto a todas as possibilidades que lhe ensinem também, numa das aulas que estava ministrando na Escola Bíblica Dominical, preparei uma dinâmica que havia participado numa Jornada Ecumênica em Mendes em 2005 e achei bastante estimulante aplicá-la em sala de aula, dividi em duas etapas e a próxima que finalizará a reflexão ficará para a próxima aula, mas essa em especial me levou a pensar numa parábola ou mitologia da evolução dos peixes. A dinâmica acontecia da seguinte forma. Entregava vários peixes de papel em branco, para que os alunos escrevessem suas experiências com Deus e depois trocassem uns com os outros para que todos lessem e assim todos puderam conhecer a história de cada um e também ver que a relação com o sagrado não pode ser normatizada, pois todos se relacionam com ele de forma individual e única. O livro que estamos estudando é o livro de Atos dos apóstolos.

Essa dinâmica me levou a escrever o seguinte texto:

“Certa vez um cardume de peixes do mar estavam em uma grande conversa sobre o futuro e seus desejos. Até que em um dado momento um deles falou: “Quero continuar no oceano e viver a nadar sem rumo”. Outro logo afirmou: “Quero sair do mar e ser um lindo peixe dentro do aquário e ser admirado por todos, por causa da minha beleza”. E o terceiro afirmou que queria evoluir, mas não sabia como, mas de uma coisa tinha certeza, queria fazer algo realmente importante.

Passado alguns dias daquela conversa, eles nadavam alegremente até que certo ponto os três viram uma rede e o que queria ficar no oceano disse que não iria. O que queria ir para o aquário ficou com medo e desistiu e o que queria evoluir falou para os outros dois: “Não sei o que vai acontecer, mas creio que essa é a oportunidade que precisava para fazer algo importante”, então foi em direção as redes. Continue reading A Parábola dos Peixes…

Representações críticas da monarquia em Israel

Março 27, 2009 at 12:07 pm | In Uncategorized | Leave a Comment
Tags:

por Júlio Paulo Tavares Zabatiero

Mesa Redonda

Resumo

No Antigo Oriente era comum os reis serem representados como portadores da imagem dos deuses, representantes dos deuses, e mesmo filhos dos deuses. Em Israel, de acordo com os textos a nós legados nas Escrituras judaicas, havia representações contrárias do rei. Em textos como os Salmos 2 e 72, provavelmente usados em cerimônias de instalação monárquica, o rei é representado como filho de Deus, salvador do povo, defensor dos pobres, e em II Samuel 7 uma profecia declara a perenidade da dinastia davídica. Por outro lado, encontram-se textos que apresentam críticas ao monarca e à monarquia, igualmente considerados canônicos e pertencentes às Escrituras judaicas. Focarei três desses textos para nosso debate hoje: o apólogo de Joatão (Jz 9) que, narrando um debate entre as árvores sobre quem deveria ser rei sobre elas, representa o rei como o espinheiro – inútil, de vida curta e maléfico. O segundo texto está em I Samuel capítulo 8, que narra as origens da monarquia em Israel como uma afronta ao reinado de Deus e representa o rei como explorador do povo. No chamado Código Deuteronômico há uma lei específica sobre o rei (cap 17,14ss), única no período no Antigo Oriente, que representa o rei como um estudioso da Torá (Lei) que não irá acumular esposas, riquezas, bens. A interpretação desses textos representa um interessante desafio ao historiador de Israel, a começar pela sua datação e terminar com o alcance de sua crítica à monarquia. Continue reading Representações críticas da monarquia em Israel…

SOBRE ECONOMIA NO ANTIGO ISRAEL E NO ESPELHO DE TEXTOS DA BÍBLIA HEBRAICA

Março 27, 2009 at 12:04 pm | In Neb PIB | Leave a Comment
Tags: ,

Por HAROLDO REIMER

Não faz muito tempo que questões de economia, relações econômico-sociais, políticas, etc. ocupavam intensamente os debates teológicos. Isso se verificava sobretudo nas discussões e práticas no contexto de teologias da libertação, sobretudo na América Latina, mas também em outros contextos. Crises políticas e sociais na década passada, relativas a crises ideológicas, aparentemente, levaram tais discussões a certo ostracismo. As reflexões e novas experiências, sobretudo no âmbito da gestação de uma “economia solidária”[1], relacionadas com o Fórum Mundial Econômico e com a subida ao poder de governos populares, parecem reacender discussões relativas a alternativas econômicas dentro do pensamento geral de que “um outro mundo é possível”, no qual a vida para toda a criação seja um valor ético efetivamente fundamental.

“Questões de ecologia, ética e espiritualidade são recorrentes nos debates dos últimos tempos. Todas elas refletem a crise de civilização pela qual estamos passando. Todas elas também visam oferecer elementos para um novo paradigma civilizatório que está emergindo e que pode dar sentido à nova fase da humanidade, a fase planetária”.[2] Com estas palavras, o teólogo e filósofo Leonardo Boff introduz sua discussão em torno do tema “Ética da Vida”. Este tema não é somente um tema adicional nos debates atuais, mas constitui a conteúdo central que estrutura (ou: deve estruturar) a vida das pessoas dentro do seu mundo, em suas diversas dimensões, âmbitos e níveis. Trata-se do esboço de heterotopias socias de vida plena para toda a criação. Continue reading SOBRE ECONOMIA NO ANTIGO ISRAEL E NO ESPELHO DE TEXTOS DA BÍBLIA HEBRAICA…

Próxima Página »

Blog no WordPress.com. | Theme: Pool by Borja Fernandez.
Entries and comments feeds.