A Dinâmica da Mensagem de Deus – Uma leitura do Livro de Hebreus
novembro 10, 2008 às 11:15 am | Publicado em Thiago Azevedo | Deixe um comentárioTags: Dinâmica da Mensagem de Deus
“Muitas vezes e de modos diversos falou Deus, outrora, aos Pais pelos profetas; agora, nestes dias que são os últimos, falou-nos por meio do Filho…” (Hb 1.1,2 – Bíblia de Jerusalém), assim começa o livro de Hebreus, manifestando o movimento dessa mensagem, pois a proposta do autor é mostrar que essa dinâmica da palavra de Deus se mantém presente para sua atualidade e aqueles que leram ou ouvem essa mensagem devem levar em consideração a proposta desse evangelho de Cristo.
Primeiramente devemos entender Hebreus como um compêndio Cristológico e uma defesa de uma fé que está acima de todos os princípios religiosos ou ritualísticos que conhecemos na história do cristianismo. Se pudéssemos resumir o conteúdo do livro, podemos usar “Empenhemo-nos, portanto, por entrar nesse repouso, para que este mesmo exemplo de indocilidade não leve ninguém a cair”.
O processo religioso constrói em nós um sentimento de escravidão, pois o objetivo é mostrar cada vez mais a lei do pecado que habita em nós e com isso agir motivado pelo medo e não por amor, nesse sentido, não há como achar o descanso que Deus nos promete, justamente porque não nos empenhamos nesse repouso de Deus e isso só pode acontecer mediante a fé. Daí, vemos um grande caminho explanado pelo escritor em defender que esse repouso foi alcançado pelos antepassados mediante a fé.
A escravidão era uma característica freqüente e marcante na história do povo de Israel e espelhado nessa história, vemos o esforço de Cristo em libertar seu povo dessa escravidão, quando ele faz a opção pelos excluídos, por aqueles em que a religião deveria incluir, trazer para próximo de si. Nesse exercício, uma das conversas mais profundas e marcantes sobre essa luta entre a liberdade da fé a escravidão da religião, vemos o diálogo entre Jesus e Nicodemos, quando o Mestre afirma que para entender a mensagem do Reino de Deus é importante nascer de novo e para isso deve-se libertar das amarras da religião, coisa que Nicodemos não compreendia, pois estava preso ao dogma da religiosidade Judaica. Nesse argumento o autor de Hebreus chama de rudimento elementar (Hb 6.1) e para avançar na fé deve-se ir em direção a esse princípio.
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Crise da Teologia Batista Brasileira
novembro 4, 2008 às 5:09 pm | Publicado em Thiago Azevedo | Deixe um comentárioTags: Crise da Teologia Batista Brasileira
Os novos desafios que o cristianismo enfrenta hoje é justamente em encontrar qual o papel da teologia diante das mudanças no cenário mundial. Para esses desafios, temos como temas a cultura, a ecologia, as questões raciais, a política, a economia e a de como fazer com que a reflexão teológica possa ser uma rotina na igreja e que o conhecimento da Palavra de Deus possa direcionar à práxis.
No contexto atual das igrejas, digo principalmente as igrejas Batistas, onde em sua história foi marcada por posturas de reflexões bíblicas, dando valor ao ensino da Palavra de Deus com o objetivo de formar líderes, membros que demonstrem mudança de postura na sociedade e saibam se posicionar diante dos desafios que os séculos apresentavam, tal qual era o desafio dos primeiros cristãos, onde na produção teológica dos escritos do Novo Testamento a ocupação era de montar um perfil de pensamento levando em consideração as novas posturas sociais que se apresentava, já que a característica que a nova religião possuia não mais se enquadrava no perfil judaico, mas sim, apresentava características de um mundo completamente universal, por isso católico.
Com a estatização do cristianismo, o seu caminho foi de uniformizar a fé e podemos ver isso como um problema, pois essa posição ocidental fez com que a reflexão teológica não fosse de criar teologia, mas de absorver teologia. Mas o que isso tem haver conosco?
Primeiro porque como batistas, fomos colonizados por uma estrutura fundamentalista do sul dos Estados Unidos, onde a tendência era de homogeneizar as pessoas, devido ao medo exacerbado de se criar uma apostasia da denominação como aconteceu diversas vezes na história e também por se ter uma forma de manter o controle sobre os novos na fé, com metodologias engessadas que não possibilitam gerar teologia a partir da realidade local, mas sim de realidades já pré-estabelecidas pelo colonizador.
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