Tempos de Transição

janeiro 16, 2009 às 12:14 pm | Publicado em Neb PIB | 2 Comentários
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Nos séculos X e XI, Israel estabeleceu e manteve a mais poderosa monarquia de toda a sua história. Nem antes nem depois a nação teve tão extensas fronteiras e nutriu tanto respeito internacional. Tal expansão foi possível em grande medida a causa da não interferência que podia ter-lhe chegado desde as extremidades do Crescente Fértil durante esta época de sua história.

As nações vizinhas

Egito tinha declinado a uma posição de fraqueza. Ramsés III (1198-1167 a.C.), o Faraó da Cruz Dinastia que tinha sido o bastante forte como para rejeitar todos os invasores, morreu em mãos de um assassino. Sob Ramsés IV-XII (perto de 1167-1085 a.C.), o poder dos reis egípcios sucumbiu gradativamente à política agressiva da família sacerdotal [1]. Por volta de 1085 a.C. Heri-Hor, o sumo sacerdote, começou a governar Egito desde Karnak em Tebas, enquanto que príncipes da família controlavam Tânis. A perda de prestígio do Egito se reflete no tratamento menosprezível que se permitiu Wen-Amon [2] em sua jornada rumo a Biblos, como enviado egípcio (por volta de 1080 a.C.). não foi senão até o quarto ano de Roboão (927 a.C.), que o Egito esteve em posição de invadir a Palestina (1 Reis 14.25-26). Continue Lendo Tempos de Transição…

Primeiros Passos para a Monarquia

janeiro 7, 2009 às 11:05 am | Publicado em Thiago Azevedo | 2 Comentários

Por Thiago Azevedo

“E disse o SENHOR a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não te têm rejeitado a ti, antes a mim me têm rejeitado, para eu não reinar sobre eles.1 Samuel 8.7

Nesse trimestre vamos iniciar uma jornada que não é muito positiva para a vida de Israel, pois a monarquia foi um passo definitivo para o desvio e a sua sucessão de exílios, sua vida religiosa será marcada por um dogmatismo inconseqüente e a justiça será algo que dependerá da gestão econômica do rei e com isso Israel desenvolverá um amplo abismo social, mas para isso vamos definir o conceito de monarquia.

Para definirmos monarquia, utilizamos Balancin que diz o seguinte:

“A palavra monarquia quer dizer “governo de uma só pessoa”, isto é, do rei. Ele possui toda a autoridade em suas mãos. É ele quem faz as leis que devem ser observadas e, ao mesmo tempo, é o juiz que decide e dá a sentença. O rei é chamado de “pai da nação”, e é considerado como o representante de Deus na terra. As suas decisões são as decisões do próprio Deus.

Quando um rei morre, ele é substituído no poder por um de seus filhos. Essa sucessão de pai para filho no trono chama-se dinastia. Assim, uma só família se perpetua no governo do país, a não ser que haja revolta; e então começa a governar outra família ou dinastia. A dinastia de Davi foi a que mais durou em Israel.

A cidade na qual o rei mora se torna a capital do país. Aí fica o palácio real, a corte, isto é, a família real e os administradores, ministros, oficiais. É também nessa cidade que é construído o templo principal ou único, para indicar que Deus está sempre perto do rei, que é seu representante.” (BALANCIN, História do Povo de Deus, Paulus, 1989, p. 20)

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