Momentos de beleza – Teologia e MPB a partir de Tillich

fevereiro 17, 2009 às 1:25 pm | Publicado em Neb PIB | 1 Comentário
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Carlos Eduardo B. Calvani

Resumo

O presente artigo destaca a importância dos pressupostos abertos por Tillich com sua proposta de uma Teologia da Cultura, particularmente no tocante á abordagem de obras de arte. O texto apresenta brevemente os princípios metodológicos de Tillich, destacando sua abertura ao mistério. Também aponta as possibilidades abertas pela abordagem referencial bem como seus limites, buscando pistas para abordagens não-referenciais das obras de arte, a partir da única “resposta” que as mesmas podem nos oferecer: “momentos de beleza”.

Palavras chave: teologia da cultura, arte, mistério, mensagem referencial, mensagem não-referencial.

Abstract

This essay points out the importance of Tillich´s presuppositions in his theology of culture, especially in relation to the work of art. This texts shows briefly Tillich´s methodological principles with emphasis on mystery. It also deals with referential messages and their limits and looks for non-referential approaches to art works, starting from the unique answer they can offer us, i. e., “moments of beauty”.

Key words: theology of culture, art, mystery, referential message, non-referential message.

Introdução

Recentemente li dois trabalhos sobre Teologia e música. Em 2001, a revista Concilium publicou um artigo de Ola Sigurdson intitulado “Cantos do desejo: sobre música pop e a questão de Deus”. A autora, professora da Universidade de Lund, na Suécia, abordar música pop a partir da célebre frase de Agostinho: “tu nos criaste para Ti, e nosso coração estará inquieto enquanto não repousar em Ti”. A música pop, para ela, expressaria o desejo, o anseio, uma espécie de insatisfação da pessoa em relação à vida e a busca por Deus como fonte capaz de saciar a infinita fome de realização plena. Em seu artigo, Sigurdson avalia letras de canções de Madonna, Beatles, Bruce Springsten, U2 e Bon Jovi. Em 2000 foi publicado um interessante livro de Jeremy Begbie, Theology, Music and Time. O autor é músico profissional, e tem atuado em concertos como pianista, oboísta e regente. Além disso, é professor de Teologia sistemática e Vice-Reitor da Faculdade de Teologia, Ridley Hall da Universidade de Cambridge. São quase 400 páginas procurando identificar e interpretar temas teológicos na obra de Beethoven, Pierre Boulez, John Cage. Stravinsky e, naturalmente, Mozart. Begbie deixa de lado a música marcadamente associada com palavras, textos, narrativas ou liturgia e trata mais da música que possa colocar em relevo as propriedades peculiares dos sons musicais que ele deseja salientar e o modo distinto como os sons operam. Dentro disso, a área de concentração do autor é a temporalidade. “A música é uma arte temporal”. “A música nos oferece uma forma particular de participação na temporalidade do mundo e desse modo, ela tem a capacidade de evocar alguma coisa da natureza dessa temporalidade e nosso envolvimento na mesma”.

Em ambos os textos, não há nenhuma menção a Paul Tillich. Isso talvez sinalize para algo significativo: se Tillich de certo modo inaugurou a abordagem que veio a ser conhecida como “Teologia da Cultura”, hoje é necessário ir além dos postulados por ele erigidos. À luz dessas considerações, pretendo esboçar algumas idéias básicas do que considero ainda relevante na obra de Tillich, bem como apresentar minhas atuais suspeitas de suas limitações. Desenvolverei meu tema ilustrando com algumas canções da MPB: Continue Lendo Momentos de beleza – Teologia e MPB a partir de Tillich…

O Futuro Não Será Protestante

fevereiro 9, 2009 às 11:19 am | Publicado em Rosinda Miranda | 1 Comentário
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Por Rosinda Miranda

RESENHA CRÍTICA

MARIANO, Ricardo. O futuro não será protestante. SP, USP. 1999.

1 CREDENCIAIS DO AUTOR

Ricardo Mariano é doutor em sociologia pela Universidade de São Paulo, professor do programa de pós-graduação em ciências socias da PUCRS e pesquisador do CNPQ. Realiza pesquisas na área de sociologia da religião, focando especialmente o movimento pentecostal no Brasil. Entre outras temáticas, pesquisou a corrente Neopentecostal, sobre a qual publicou o livro Neopentecostais:sociologia do novo pentecostalismo no Brasil(edições loyola), o crescimento pentecostal no País, a reação dos evangélicos ao novo código civil, a demonização pentecostal dos cultos afro-brasileiros, a teologia da prosperidade. Atualmente desenvolve pesquisas sobre a atuação política dos evangélicos

2 RESUMO DA OBRA

Neste artigo conforme bibliografia acima, Ricardo Mariano contesta a idéia de que a América Latina estaria se tornando protestante, e defende o contrário, para ele, a América latina está em um processo de declínio do protestantismo histórico, por isso, afirma que: “Questiono, em suma sua capacidade e seu potencial para transformar a cultura, os valores e a economia Latino-Americanos”(p.90). Por estas palavras percebe-se um descrédito no crescimento do protestantismo latino a partir de uma análise feita no Brasil. Na visão de Mariano quem avança na verdade é o pentecostalismo, pois ele cada vez mais se torna independente da influência das “matrizes religiosas Norte-Americanas”, pois, os grupos pentecostais abandonam as práticas ascéticas e sectárias e ganham novos espaços, que passam pelo processo de reconhecer a cultura local como sua aliada, ou seja, “está mais vulnerável a antropofagia brasileira”. Continue Lendo O Futuro Não Será Protestante…

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