Sal da Terra e Sustentabilidade

julho 13, 2009 às 3:39 pm | Publicado em Thiago Azevedo | Deixe um comentário
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Thiago Azevedo

“Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que o salgaremos? Para nada mais serve, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens.” Mateus 5.13

O que nos passa à cabeça quando lemos este texto de Jesus afirmando que somos o sal da terra? Mas antes, devemos pensar o que significava o sal para o mundo antigo e a partir disso entenderemos que ser sal é mais do que ser testemunha, mas implica em uma missão que nos foi designada:

a. No mundo antigo o sal era símbolo de pureza e fidelidade.
b. O sal tinha um alto valor mercadológico, tanto que os soldados romanos eram pagos com sal, por isso se oriunda o termo salário;
c. No AT as alianças eram feitas com o uso do sal – 2Cr 13.5;
d. Deus prescreveu o sal como parte necessária dos sacrifícios – Lv 2.13;
e. Até hoje, as batatas e ovos cozidos servidos no Pessach, a Páscoa Judaica, são regados com água salgada que simbolizava as lágrimas derramadas pelos judeus na fuga do Egito.

O sal é um elemento primordial para o equilíbrio do corpo e do planeta, com isso chegamos ao que Jesus de fato queria nos propor com esse texto, de que na verdade, deveríamos ser o equilíbrio da terra, parafraseando ficaria assim:

“Vós sois o equilíbrio da terra. Ora, se vocês se tornarem desequilibrados, como a equilibraremos? Para nada mais serve, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens.”

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Intolerantes em nome de Deus

julho 13, 2009 às 3:36 pm | Publicado em Rosinda Miranda, Thiago Azevedo | Deixe um comentário
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Thiago Azevedo e Rosinda Miranda

“Felizes os que agem em prol da paz; eles serão chamados filhos de Deus” Mateus 5.9

Vivemos num mundo carregado de intolerâncias, seja religiosa, ou simplesmente de opinião sobre qualquer coisa e a semelhança entre esses processos está no fato de que todos asseguram pra si a detenção da verdade e a falta de solidariedade com o diferente é outro aspecto muito forte nesses casos de intolerância. Mas afinal o que significa intolerância?

Segundo o dicionário Michaelis, Intolerância, intolerante, e intolerável é a qualidade de não ser tolerante ou de ser insuportável. Resolvi ir um pouco além e verificar o significado de insuportável que além dos títulos acima citados, acrescente muito incômodo ou molesto e por aí se segue a grande lista de classificações para o ser que é intolerante.

O 11 de setembro é marcado por atos de intolerância de ambas as partes, tanto dos que atingiram as torres gêmeas, quanto da população que passou a discriminar os de origem mulçumana e principalmente do governo que declarou guerra a todo ao Afeganistão, levando uma onda de terror ainda maior para um povo que já sofria as conseqüências da intolerância de seu governo opressor, Al Quaeda.

Ou também na Irlanda quando Protestantes e Católicos se massacram em nome de Deus, nesse caso temos Bono Vox cantando Sunday Blood Sunday, ou seja Domingo de Sangue, ou sangrento, onde estamos dispostos a derramar sangue, do outro, em nome de Deus. Nas cruzadas temos cristãos matando mulçumanos, na inquisição uma perseguição declarada aos precursores do Iluminismo. No Brasil temos a perseguição aos cultos afros na Bahia, onde terreiros são destruídos, e pessoas violentadas e mortas em nome de um deus intolerante também com a cultura. Índios foram mortos em nome de Deus, por não se “converterem” ao deus ocidental cristão.
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Os Bem-aventurados do Reino

julho 6, 2009 às 10:23 pm | Publicado em Thiago Azevedo | 2 Comentários
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Thiago Azevedo

“Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.” Mateus 5.11

Quando pensamos em Bem-aventuranças logo pensamos em uma mensagens positivas e que nos remete ao que devemos fazer para sermos melhores cristãos e sermos felizes diantes de Deus. Mas no contexto de Mateus e Lucas, essas Bem-aventuranças tem algo muito maior do conselhos que nos orientam a um caminho rumo a felicidade.

Primeiro devemos observar o contexto social dos judeus no período em que este discurso fora pronunciado. Os Judeus em sua maioria eram de posses muito modestas e entre eles havia um número muito grande de mendigos e desempregados. O mundo judeu havia se modificado largamente em virtude da helenização que aconteceu durante os 400 anos após o período de Malaquias, isso pode ser confirmado na leitura dos livros Deuterocanônico dos Macabeus, onde ali é registrado a formação do movimento farisaico e a resistência contra a helenização judaica. Nesse sentido, o conceito de bem-aventurança grego era baseado justamente nos bens materiais. Entre os judeus também havia uma grande expectativa na libertação tanto política quanto espiritual e eram feitas orações diárias em prol desse objetivo, como se pode ver:

“Toca o trombone para nossa libertação e levanta o pendão para a reunião de nossos exilados… Traze de volta nossos juízes, como anteriormente e nossos conselheiros como no início, sê rei sobre nós, unicamente tu” (Contexto e Ambiente do Novo Testamento – Eduard Lohse, Paulinas)

Vale lembrar que antes do estabelecimento da monarquia em Israel o modo de governo era através do sistema Tribal, que valorizava um processo mais igualitário na divisão de terras e de trabalho e o culto não se centralizava no templo. E quando a monarquia se estabeleceu, tudo se centralizou, do poder ao culto e com isso, o povo se viu oprimido e também o aumento em grande escala das desigualdades sociais que desembocaram no contexto vivido por Jesus.
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Ética do Sermão do Monte

julho 1, 2009 às 7:52 pm | Publicado em Thiago Azevedo | Deixe um comentário
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Thiago Azevedo

“E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; E, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo:” Mateus 5.1, 2

Geralmente quando lemos o sermão da montanha nos concentramos muito nas palavras iniciais, que representam um ar mais esperançoso para a humanidade e o pior ainda é que nos concentramos somente em Mateus, que dá um sentido mais espiritual/transcendente para essa primeiras palavras, mas esquecemos que em Lucas também há pontos desse sermão e com alguns acréscimos não tidos em Mateus que nos leva a uma outra conclusão.

O que fazer quando Jesus nos leva a entender mais sobre nossos deveres diante de Deus do que nossos direitos? De que este sermão é direcionado a pessoas como Jesus, sem teto, sem perspectiva na vida, sem dinheiro, sem esperança. Nesse sentido ele fala dos pobres, tanto que em Lucas não há os pobres de espírito, apenas pobres e junto com esse bem aventurado, há um ai, que é deveras preocupante para nosso momento pós-moderno ultra-capitalista.

“E, levantando ele os olhos para os seus discípulos, dizia: Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus. Mas ai de vós, ricos! porque já tendes a vossa consolação.
Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis fartos. Ai de vós, os que estais fartos, porque tereis fome.
Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque haveis de rir. Ai de vós, os que agora rides, porque vos lamentareis e chorareis.
Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem e quando vos separarem, e vos injuriarem, e rejeitarem o vosso nome como mau, por causa do Filho do homem.
Folgai nesse dia, exultai; porque eis que é grande o vosso galardão no céu, pois assim faziam os seus pais aos profetas. Ai de vós quando todos os homens de vós disserem bem, porque assim faziam seus pais aos falsos profetas.” Lucas 6.20-26

Alterei a ordem dos textos colocando os ais junto com as bem aventuranças, mas lendo assim, é melhor voltar pra Mateus e ignorar o livro de Lucas certo? Errado, pois se montarmos em conjunto esse sermão em Mateus e Lucas, teremos em seguida o Sal da terra e luz do mundo. Portanto, enquanto enfatizamos que ser sal e luz é dar testemunho da mensagem de Jesus, e dentro do contexto religioso isso soa bastante demagogo, pois representa apenas as palavras, o ato de ser apenas um cristão em busca de não cometer pecados morais (beber, fumar, transar e por aí vai) e não os aspectos éticos de ser sal e luz. Se observarmos melhor esse sermão nos dois evangelhos, Jesus nos convoca para uma nova ética. A ética do outro. Continue Lendo Ética do Sermão do Monte…

A Parábola dos Peixes

junho 23, 2009 às 1:00 pm | Publicado em Thiago Azevedo | Deixe um comentário
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Thiago Azevedo

“E Jesus, andando junto ao mar da Galiléia, viu a dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores; E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Então eles, deixando logo as redes, seguiram-no. E, adiantando-se dali, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, num barco com seu pai, Zebedeu, consertando as redes; E chamou-os; eles, deixando imediatamente o barco e seu pai, seguiram-no.” Mateus 4.18-22

Quando se trabalha com educação cristã, você deve estar aberto a todas as possibilidades que lhe ensinem também, numa das aulas que estava ministrando na Escola Bíblica Dominical, preparei uma dinâmica que havia participado numa Jornada Ecumênica em Mendes em 2005 e achei bastante estimulante aplicá-la em sala de aula, dividi em duas etapas e a próxima que finalizará a reflexão ficará para a próxima aula, mas essa em especial me levou a pensar numa parábola ou mitologia da evolução dos peixes. A dinâmica acontecia da seguinte forma. Entregava vários peixes de papel em branco, para que os alunos escrevessem suas experiências com Deus e depois trocassem uns com os outros para que todos lessem e assim todos puderam conhecer a história de cada um e também ver que a relação com o sagrado não pode ser normatizada, pois todos se relacionam com ele de forma individual e única. O livro que estamos estudando é o livro de Atos dos apóstolos.

Essa dinâmica me levou a escrever o seguinte texto:

“Certa vez um cardume de peixes do mar estavam em uma grande conversa sobre o futuro e seus desejos. Até que em um dado momento um deles falou: “Quero continuar no oceano e viver a nadar sem rumo”. Outro logo afirmou: “Quero sair do mar e ser um lindo peixe dentro do aquário e ser admirado por todos, por causa da minha beleza”. E o terceiro afirmou que queria evoluir, mas não sabia como, mas de uma coisa tinha certeza, queria fazer algo realmente importante.

Passado alguns dias daquela conversa, eles nadavam alegremente até que certo ponto os três viram uma rede e o que queria ficar no oceano disse que não iria. O que queria ir para o aquário ficou com medo e desistiu e o que queria evoluir falou para os outros dois: “Não sei o que vai acontecer, mas creio que essa é a oportunidade que precisava para fazer algo importante”, então foi em direção as redes. Continue Lendo A Parábola dos Peixes…

Primeiros Passos para a Monarquia

janeiro 7, 2009 às 11:05 am | Publicado em Thiago Azevedo | 2 Comentários

Por Thiago Azevedo

“E disse o SENHOR a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não te têm rejeitado a ti, antes a mim me têm rejeitado, para eu não reinar sobre eles.1 Samuel 8.7

Nesse trimestre vamos iniciar uma jornada que não é muito positiva para a vida de Israel, pois a monarquia foi um passo definitivo para o desvio e a sua sucessão de exílios, sua vida religiosa será marcada por um dogmatismo inconseqüente e a justiça será algo que dependerá da gestão econômica do rei e com isso Israel desenvolverá um amplo abismo social, mas para isso vamos definir o conceito de monarquia.

Para definirmos monarquia, utilizamos Balancin que diz o seguinte:

“A palavra monarquia quer dizer “governo de uma só pessoa”, isto é, do rei. Ele possui toda a autoridade em suas mãos. É ele quem faz as leis que devem ser observadas e, ao mesmo tempo, é o juiz que decide e dá a sentença. O rei é chamado de “pai da nação”, e é considerado como o representante de Deus na terra. As suas decisões são as decisões do próprio Deus.

Quando um rei morre, ele é substituído no poder por um de seus filhos. Essa sucessão de pai para filho no trono chama-se dinastia. Assim, uma só família se perpetua no governo do país, a não ser que haja revolta; e então começa a governar outra família ou dinastia. A dinastia de Davi foi a que mais durou em Israel.

A cidade na qual o rei mora se torna a capital do país. Aí fica o palácio real, a corte, isto é, a família real e os administradores, ministros, oficiais. É também nessa cidade que é construído o templo principal ou único, para indicar que Deus está sempre perto do rei, que é seu representante.” (BALANCIN, História do Povo de Deus, Paulus, 1989, p. 20)

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ESCOLA DOMINICAL CONVENCIONAL x A NOVA ESCOLA DOMINICAL

dezembro 15, 2008 às 2:19 am | Publicado em Thiago Azevedo | Deixe um comentário
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Instituições e pessoas que não se adequam às novas realidades, acabam ficando obsoletas e ultrapassadas. Isto não é diferente em se tratando de Escola Dominical. Contextualizar-se sem secularizar-se é fator vital para uma organização de ensino que espera continuar relevante em pleno século XXI. Dois tipos de Escolas Dominicais co-existem atualmente: A Escola Dominical convencional e a Nova Escola Dominical.

Observemos as principais diferenças entre esses dois tipos de escolas:

- ED CONVENCIONAL: O Dirigente/Superintendente decide só. Prevalece o autoritarismo.
- A NOVA ED: As decisões são feitas em conjunto com membros da liderança, corpo docente e discente.

- ED CONVENCIONAL: Só funciona aos Domingos pela manhã.
- A NOVA ED: Ajusta-se às peculiaridades de cada região e localidade.

- ED CONVENCIONAL: Não se admite outro espaço para funcionamento, a não ser o templo.
- A NOVA ED: Admite outras possibilidades de espaços físicos (escolas, associações, etc.) mais adequados.

- ED CONVENCIONAL: Se conforma com dirigentes e professores ultrapassados, descontextualizados e fossilizados.
- A NOVA ED: Investe e incentiva a formação inicial e continuada da liderança e dos professores.

- ED CONVENCIONAL: Os professores são os donos da verdade e detentores do conhecimento.
- A NOVA ED: Professores e alunos participam na busca pela verdade e na construção do conhecimento.

- ED CONVENCIONAL: Os alunos aprendem em silêncio.
- A NOVA ED: Os alunos participam ativamente das aulas.

- ED CONVENCIONAL: A tradição e os costumes estão acima da Bíblia.
- A NOVA ED: A Bíblia é a palavra final acerca de tradição e costumes. Continue Lendo ESCOLA DOMINICAL CONVENCIONAL x A NOVA ESCOLA DOMINICAL…

Descanso da Alma: A Certeza do que se Espera

dezembro 14, 2008 às 6:01 pm | Publicado em Thiago Azevedo | 1 Comentário
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“Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.” Hebreus 12.1,2

Escrevi certa vez sobre a dinâmica da mensagem do livro de Hebreus e como essa mensagem refletia na contemporaneidade através da ação. Vale recapitular que o principal objetivo da epístola é mostrar a superioridade de Cristo sobre todo o sistema judaico e que essa superioridade nos conduz a um único objetivo: O Descanso da Alma.

Esse processo de descansar a alma é defendido no capítulo 4 e que mesmo que essa seja a vontade de Deus, pela teimosia e ganância de alguns, esse descanso é impedido de chegar nos corações dos crentes, justamente porque ele foge da métrica religiosa e procura trabalhar com princípios que fogem a lógica, mas esse descansar em Deus, Jesus já havia focado no seu ministério quando afirma nas em Mateus 11.28 “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.”, outra vez falou sobre o fardo.

“Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” Mateus 11.29, 30

Jesus afirmou isso devido a dureza do coração dos religiosos de sua época que colocavam sobre os mais pobres, fardos que eram impossíveis de carregar:

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A Dinâmica da Mensagem de Deus – Uma leitura do Livro de Hebreus

novembro 10, 2008 às 11:15 am | Publicado em Thiago Azevedo | Deixe um comentário
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Muitas vezes e de modos diversos falou Deus, outrora, aos Pais pelos profetas; agora, nestes dias que são os últimos, falou-nos por meio do Filho…” (Hb 1.1,2 – Bíblia de Jerusalém), assim começa o livro de Hebreus, manifestando o movimento dessa mensagem, pois a proposta do autor é mostrar que essa dinâmica da palavra de Deus se mantém presente para sua atualidade e aqueles que leram ou ouvem essa mensagem devem levar em consideração a proposta desse evangelho de Cristo.

Primeiramente devemos entender Hebreus como um compêndio Cristológico e uma defesa de uma fé que está acima de todos os princípios religiosos ou ritualísticos que conhecemos na história do cristianismo. Se pudéssemos resumir o conteúdo do livro, podemos usar “Empenhemo-nos, portanto, por entrar nesse repouso, para que este mesmo exemplo de indocilidade não leve ninguém a cair”.

O processo religioso constrói em nós um sentimento de escravidão, pois o objetivo é mostrar cada vez mais a lei do pecado que habita em nós e com isso agir motivado pelo medo e não por amor, nesse sentido, não há como achar o descanso que Deus nos promete, justamente porque não nos empenhamos nesse repouso de Deus e isso só pode acontecer mediante a fé. Daí, vemos um grande caminho explanado pelo escritor em defender que esse repouso foi alcançado pelos antepassados mediante a fé.

A escravidão era uma característica freqüente e marcante na história do povo de Israel e espelhado nessa história, vemos o esforço de Cristo em libertar seu povo dessa escravidão, quando ele faz a opção pelos excluídos, por aqueles em que a religião deveria incluir, trazer para próximo de si. Nesse exercício, uma das conversas mais profundas e marcantes sobre essa luta entre a liberdade da fé a escravidão da religião, vemos o diálogo entre Jesus e Nicodemos, quando o Mestre afirma que para entender a mensagem do Reino de Deus é importante nascer de novo e para isso deve-se libertar das amarras da religião, coisa que Nicodemos não compreendia, pois estava preso ao dogma da religiosidade Judaica. Nesse argumento o autor de Hebreus chama de rudimento elementar (Hb 6.1) e para avançar na fé deve-se ir em direção a esse princípio.

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Crise da Teologia Batista Brasileira

novembro 4, 2008 às 5:09 pm | Publicado em Thiago Azevedo | Deixe um comentário
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Os novos desafios que o cristianismo enfrenta hoje é justamente em encontrar qual o papel da teologia diante das mudanças no cenário mundial. Para esses desafios, temos como temas a cultura, a ecologia, as questões raciais, a política, a economia e a de como fazer com que a reflexão teológica possa ser uma rotina na igreja e que o conhecimento da Palavra de Deus possa direcionar à práxis.

No contexto atual das igrejas, digo principalmente as igrejas Batistas, onde em sua história foi marcada por posturas de reflexões bíblicas, dando valor ao ensino da Palavra de Deus com o objetivo de formar líderes, membros que demonstrem mudança de postura na sociedade e saibam se posicionar diante dos desafios que os séculos apresentavam, tal qual era o desafio dos primeiros cristãos, onde na produção teológica dos escritos do Novo Testamento a ocupação era de montar um perfil de pensamento levando em consideração as novas posturas sociais que se apresentava, já que a característica que a nova religião possuia não mais se enquadrava no perfil judaico, mas sim, apresentava características de um mundo completamente universal, por isso católico.

Com a estatização do cristianismo, o seu caminho foi de uniformizar a fé e podemos ver isso como um problema, pois essa posição ocidental fez com que a reflexão teológica não fosse de criar teologia, mas de absorver teologia. Mas o que isso tem haver conosco?

Primeiro porque como batistas, fomos colonizados por uma estrutura fundamentalista do sul dos Estados Unidos, onde a tendência era de homogeneizar as pessoas, devido ao medo exacerbado de se criar uma apostasia da denominação como aconteceu diversas vezes na história e também por se ter uma forma de manter o controle sobre os novos na fé, com metodologias engessadas que não possibilitam gerar teologia a partir da realidade local, mas sim de realidades já pré-estabelecidas pelo colonizador.

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