<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
	>

<channel>
	<title>Escola Bíblica Dominical da Pib-PA</title>
	<atom:link href="http://nebpibpa.wordpress.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://nebpibpa.wordpress.com</link>
	<description>Estudando a Palavra de Deus</description>
	<lastBuildDate>Sun, 19 Jun 2011 10:25:11 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-br</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.com/</generator>
<cloud domain='nebpibpa.wordpress.com' port='80' path='/?rsscloud=notify' registerProcedure='' protocol='http-post' />
<image>
		<url>http://s2.wp.com/i/buttonw-com.png</url>
		<title>Escola Bíblica Dominical da Pib-PA</title>
		<link>http://nebpibpa.wordpress.com</link>
	</image>
	<atom:link rel="search" type="application/opensearchdescription+xml" href="http://nebpibpa.wordpress.com/osd.xml" title="Escola Bíblica Dominical da Pib-PA" />
	<atom:link rel='hub' href='http://nebpibpa.wordpress.com/?pushpress=hub'/>
		<item>
		<title>Nem pastores põem mais fé na EBD</title>
		<link>http://nebpibpa.wordpress.com/2009/10/21/nem-pastores-poem-mais-fe-na-ebd/</link>
		<comments>http://nebpibpa.wordpress.com/2009/10/21/nem-pastores-poem-mais-fe-na-ebd/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 17:25:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nebpibpa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Neb PIB]]></category>
		<category><![CDATA[EBD]]></category>
		<category><![CDATA[Ensino]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Nem pastores põem mais fé na EBD]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://nebpibpa.wordpress.com/?p=135</guid>
		<description><![CDATA[O teólogo e médico Angelo Gagliardi Júnior, 53 anos, escreveu o livro Você acredita em Escola Dominical? no fim dos anos 1990, no qual debatia a crise desse modelo de ensino. Em entrevista à CRISTIANISMO HOJE, ele mostra que o tema continua atual. CRISTIANISMO HOJE: Que tipo de experiências o motivaram a escrever o livro [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nebpibpa.wordpress.com&amp;blog=4711942&amp;post=135&amp;subd=nebpibpa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" title="Entrevista" src="http://cristianismohoje.com.br/wp-content/uploads/2009/10/Ebd2-195x300.jpg" alt="" width="195" height="300" />O teólogo e médico Angelo Gagliardi Júnior, 53 anos, escreveu o livro <em>Você acredita em Escola Dominical? </em>no fim dos anos 1990, no qual debatia a crise desse modelo de ensino. Em entrevista à CRISTIANISMO HOJE, ele mostra que o tema continua atual.</p>
<p><strong> </strong><strong> </strong></p>
<p><strong>CRISTIANISMO HOJE: Que tipo de experiências o motivaram a escrever o livro “Você acredita em Escola Dominical?”</strong></p>
<p>Amor desde a infância pelo estudo da Bíblia e inconformismo pela forma com que as nossas Escolas Dominicais  vinham desempenhando o seu ministério  em nossas Igrejas desde sempre , o tipo de  “formação” , o tipo de “crente” que ela vinha “preparando” , frágeis , imaturos,inexperientes, desmotivados.</p>
<p>A visível prática em nossas Escolas Dominicais da Anti-Reforma Protestante , afastando a Bíblia das mãos do povo , desestimulando o seu estudo , meditação e prática.  A ênfase prioritária às metodologias eclesiásticas já caducas, o aferrar-se às revistas ralas da denominação para “manter” o controle doutrinário.</p>
<p>O abandono completo de um sério investimento em material para pesquisa , formação , e instrução do corpo docente , bem como de uma escolha responsável e criteriosa do mesmo .<span id="more-135"></span></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Um dos grandes questionamentos da nossa matéria também é o formato convencional da EBD que muitas igrejas se recusam em adotar, você acha que isso é motivo para que não tenham esse ministério?</strong></p>
<p>Nunca enfatizei o formato, nem o apego a uma exclusiva metodologia , ou sequer a um único material didático acessório ou complementar.   A  Escola está posta como ministério na Igreja para promover o conhecimento de Deus, revelado em Cristo Jesus , a instrução , a formação , a maturação do povo de Deus através do ensino , da meditação , do compartilhar da <strong>Palavra de Deus</strong> , em pequenos grupos homogêneos ( separados por maturidade cristã ou interesses comuns), com a possibilidade da troca de informações e experiências , num ensino ordenado, progressivo , didático e conduzido pelo E.Santo , através de vidas piedosas e comprometidas com o ministério do ensino . Gente sendo salva e entendendo que seus propósitos de vida com Deus incluem adorá-Lo  , reunirem-se em família cristã , desenvolverem algum (ou alguns) ministério(s) na comunidade , crescerem e amadurecerem sadiamente , e evangelizarem a outros .</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Quais as principais mudanças da EBD de 30 anos atrás para a de hoje?</strong></p>
<p>Vejo apenas esforços aqui e ali no sentido de tentar vencer as enormes dificuldades estruturais e de logística que as EBD enfrentam, mas sem muito resultados positivos .  Basicamente os problemas são os mesmos com o agravante de que, 30 anos depois, o Evangelho é apresentado hoje numa visão mais utilitária , superficial , hedonista , sem ênfase ao necessário conhecimento da Palavra , ao arrependimento , à mudança de vida e ao compromisso com o Senhor .</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Aponte os principais pontos que evoluíram e os que regrediram na EBD?</strong></p>
<p>A Escola Dominical é uma escola , e como tal tem que ser pensada , e trabalhada . Até as mudanças , quando realizadas, não podem ser mumificadas , cristalizadas , dogmatizadas. Creio que evoluiu o fato de hoje haver bem mais igrejas , comunidades , denominações , questionando-se , e pensando em buscar soluções e alternativas . Isto era impensável há 30 anos atrás , matava-se o povo de fome com absoluta frieza e dureza , em nome da tradição denominacional. O que regrediu, foi o cada vez maior desapego ao ensino e manuseio da Bíblia , ela mesma , como material central de estudo da Escola.</p>
<p>Até aquelas igrejas que fizeram mudanças na EBD , equivocaram-se ao substituírem o estudo das Escrituras por livros , apostilas , testemunhos , etc…  É contudo a Bíblia a Palavra de Deus , o alimento , a espada , o mel , o fel , a lâmpada … Ela é insubstituível como instrumento de Revelação de Deus .</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Quais são os maiores benefícios que esse ministério proporciona à Igreja?</strong></p>
<p>A Educação Religiosa faz-se prioritariamente ( ainda que não exclusivamente) na Igreja por meio da EBD. Púlpito , células , sociedades internas , reuniões de oração , retiros , congressos , seminários , são <strong>parte </strong>deste processo educacional , mas <strong>nada disto substitui a EBD</strong> .  Ela evangeliza , instrui , gera crescimento e amadurecimento , estimula, desafia , corrige , exorta , integra etc..  A  EBD não é uma das sociedades internas da Igreja , e por isto não pode competir com estas , por tempo,pessoal,recursos etc…  A  EBD é a Igreja sendo instruída , trabalhada , amadurecida , preparada , para servir às sociedades internas .  Ela <strong>só pode ser tratada como prioridade na Igreja</strong>.  Uma EBD forte , eficiente , Bíblica , inevitavelmente proporciona uma comunidade sadia, viva , quente , madura , evangelística , missionária , integrada. Muitos pensam que boas e ativas sociedades internas ou até mesmo um fervilhante , útil e necessário projeto de células na Igreja podem tornar irrelevante ou dispensável o ministério da EBD . Isto é um sofisma , um “canto de sereia” podendo conduzir igrejas ao naufrágio da raleza , desnutrição e do ativismo. Há sim características semelhantes entre estes ministérios como trabalhar em  pequenos grupos , a oportunidade de testemunhos e participações individuais , bem como acompanhamento e “pastoreio” de indivíduos,aliviando a centralização desta missão e responsabilidade de estar exclusivamente sobre o pastor da comunidade. Por que não investimos também tempo na escolha e preparação de líderes para professores da EBD ?  Por que não podemos deixar os alunos da EBD sob o pastoreio dos seus professores e secretários das classes da EBD ( assemelhando-se ao que Filipe e Barnabé faziam no relato de Atos dos Apóstolos) ?  Por que não possuir uma estrutura ou um projeto de EBD  com classes semanais <strong>substituindo ou complementando</strong> a EBD dos domingos ?  São alternativas que podem complementar os ministérios desenvolvidos pelas sociedades internas e pelas células.  Só a EBD pode trabalhar com grupos mais homogêneos , e ela mesmo homogeneizar ( com os mesmos conhecimentos básicos ) toda a comunidade .</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Quando o senhor fala no livro a respeito de credibilidade, questiona a respeito da nomenclatura do ministério. Muitas igrejas têm usado essa estratégia, mas são criticadas, pois além da mudança do nome, também fazem mudanças na estrutura, o que o senhor pensa sobre isso?</strong></p>
<p>Não se trata de mudar apenas porque é preciso mudar . Não basta simplesmente mudar o nome, ou o material didático , ou a grade de horários e temática ! Talvez frequentemente vá ter que passar por aí também , mas a questão é muitissimo mais profunda , é uma questão de visão , de importância , de prioridades , de filosofia . Sem que estas coisas mudem primeiro , nada dará resultado.  São vinhos novos (às vezes) em odres velhos !  São conceitos e princípios intimamente , celularmente entranhados  ! Ninguém mais põe fé na EBD , nem os pastores !   O tempo decorrido , as experiências inúmeras fracassadas , as estruturas paleontológicas mumificadas , as tentativas transformadoras que também não foram aperfeiçoadas ou revisadas , os parcos e ultrapassados recursos didáticos e pedagógicos disponibilizados , os modismos , as enormes necessidades administrativas <strong>X</strong> tempo escasso dos pastores , a Biblicamente profetizada frieza espiritual , a escassez de líderes , o ativismo na Igreja  , os inúmeros compromissos de trabalho secular que envolvem hoje as famílias, os variados teleevangelistas ,  lutam em favor do esvaziamento da EBD.  Há projetos novos , alternativos , bem formatados , prontos para consumo , contando com bons argumentos Bíblicos,que,como já disse anteriormente,parecem substituir a contento ( até com vantagens na visão de alguns) a EBD .</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Como é possível resgatar no coração dos cristãos a importância/utilidade da EBD?</strong></p>
<p>Só com a participação verdadeira e comprometida dos líderes e pastores das comunidades. O púlpito exalta o pregador . As sociedades internas e as células são, administrativamente falando, mais fáceis de serem operadas , municiadas , gerenciadas e aliviam grande parte do descomunal peso transferido equivocadamente para as costas do pastor . Contam ainda,como já disse anteriormente , com fortes argumentos Bíblicos a seu favor e estrutura e material já prontos . Mas quem proverá o ensino da Palavra de forma cuidadosa , metódica , ordenada , progressiva (do leite progredindo ao sólido) , clara e inteligível , administrada adequadamente ( a cada um segundo a sua necessidade e/ ou interesse) , para grupos homogêneos ( não por endereço ou por apreço a determinado líder) , planejada e revisada segundo as necessidades contemporâneas de cada  comunidade ?  SÓ  UMA  BOA  ESCOLA  DOMINICAL!  Todos os avivamentos apresentados em especial no V.T. , possuem, como instrumento de Deus ,<strong>a Sua Palavra .</strong> Esta ,anunciada, pregada , ensinada , desde que ouvida e entendida , acompanhada sempre pela presença e pelo sopro do E. Santo<strong> </strong>. É só investir um tempinho de meditação nos textos muito conhecidos de :   II Rs 22 e 23 ;   Ne 8 a 10     ;  Ez 37: 1 – 15 . Quem quer experimentar Avivamento?  Só através do ouvir da Palavra anunciada com a unção do E. Santo.</p>
<p><strong>O senhor acredita que um dos maiores problemas da EBD atual é a falta de competência dos ministros? A geração Y (da Internet) não se contenta com formatos tradicionais e pessoas despreparadas?</strong></p>
<p>A Wikipédia nos socorre : A Geração Y é um conceito em <a href="http://cristianismohoje.com.br/ch/%e2%80%9cnem-os-pastores-poem-mais-fe-na-ebd%e2%80%9d-2/%3Chttp://pt.wikipedia.org/wiki/Sociologia%3E">Sociologia </a>que se refere, segundo alguns autores, aos nascidos após <a href="http://cristianismohoje.com.br/ch/%e2%80%9cnem-os-pastores-poem-mais-fe-na-ebd%e2%80%9d-2/%3Chttp://pt.wikipedia.org/wiki/1980%3E">1980</a> e, segundo outros, de meados da década de <a href="http://cristianismohoje.com.br/ch/%e2%80%9cnem-os-pastores-poem-mais-fe-na-ebd%e2%80%9d-2/%3Chttp://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%A9cada_de_1970%3E">1970</a> em diante.</p>
<p>Esta geração desenvolveu-se numa época de grandes avanços tecnológicos e prosperidade econômica. Os seus pais, não querendo repetir o abandono das gerações anteriores, encheram-nos de presentes, atenções e atividades, fomentando a sua auto-estima. Cresceram vivendo em ação, estimulados por atividades, fazendo tarefas múltiplas. Lidando com Power point e Netbooks . Acostumados a sempre conseguirem o que querem. Eles tem se tornado o público-alvo do consumo de novos serviços e na difusão de novas tecnologias,público exigente e ávido por inovações.</p>
<p>Claro está que uma Escola pedagogicamente atrasada , deficiente em instalações e conforto , recursos didáticos paupérrimos( lousa,giz ou Pilot ) ,ministrando sobre um livro que já foi escrito há mais de 2000 anos, só pode obter sucesso se seus ministradores forem gente de Deus , comprometidos , piedosos , ungidos e bem preparados , falando aos corações e mentes com clareza , propriedade,adequação e utilidade , sob a graça e o poder de Deus. Quando há graça,unção e poder ,até mesmo a falta de recursos didáticos torna-se imperceptível. Assim creio que falta de unção agrava muitíssimo a falta de competência pedagógica .</p>
<p>Onde estão estes ministradores ungidos e preparados ?  Aí estão as grandes chances de encontramos uma EBD relevante . Agora organizemo-la e vamos supri-la com o que de mais moderno e atual podemos contar em termos de recursos didáticos , em ambiente agradável e tão confortável quanto a comunidade possa prover e a temática ministrada mereça .</p>
<p><strong>Por que há falta de dedicação por parte da igreja e de seus líderes no investimento da EBD?</strong></p>
<p>Por todas as enormes dificuldades envolvidas em encontrar e formar um corpo docente competente e confiável , responsável e comprometido , disponível e envolvido . Pelas dificuldades em estruturar e gerir uma EBD relevante ( logística,currículo , material didático , corpo docente e discente , etc ). Pelas muitas frentes de investimento dentro da Igreja a consumir os freqüentemente poucos recursos, limitando o aparelhamento dos espaços e a compra de material didático . Pela tradicional história de absenteísmo e ineficiência da EBD .Pelo tipo de evangelho pregado em muitas igrejas evangélicas , priorizando o púlpito e os cultos públicos , em detrimento do estudo metódico, em pequenos grupos,das Escrituras . Pela moderna alternativa , bem apresentada e preparada , do trabalho de pequenos grupos semanais , entendida por uma minoria (ao meu ver equivocadamente) como substituta da EBD . Mas sobre tudo isto ,uma enorme necessidade de Avivamento espiritual no meio do povo de Deus.</p>
<p>Via <a href="http://cristianismohoje.com.br/ch/%E2%80%9Cnem-os-pastores-poem-mais-fe-na-ebd%E2%80%9D-2/" target="_blank">Cristianismo Hoje</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/nebpibpa.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/nebpibpa.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/nebpibpa.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/nebpibpa.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/nebpibpa.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/nebpibpa.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/nebpibpa.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/nebpibpa.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/nebpibpa.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/nebpibpa.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/nebpibpa.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/nebpibpa.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/nebpibpa.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/nebpibpa.wordpress.com/135/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nebpibpa.wordpress.com&amp;blog=4711942&amp;post=135&amp;subd=nebpibpa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://nebpibpa.wordpress.com/2009/10/21/nem-pastores-poem-mais-fe-na-ebd/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
	
		<media:content url="" medium="image">
			<media:title type="html">nebpibpa</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://cristianismohoje.com.br/wp-content/uploads/2009/10/Ebd2-195x300.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">Entrevista</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Sal da Terra e Sustentabilidade</title>
		<link>http://nebpibpa.wordpress.com/2009/07/13/sal-da-terra-e-sustentabilidade/</link>
		<comments>http://nebpibpa.wordpress.com/2009/07/13/sal-da-terra-e-sustentabilidade/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2009 15:39:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>azevedothiago1981</dc:creator>
				<category><![CDATA[Thiago Azevedo]]></category>
		<category><![CDATA[Sal]]></category>
		<category><![CDATA[Sal da Terra e Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia da Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Terra]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://nebpibpa.wordpress.com/?p=131</guid>
		<description><![CDATA[Thiago Azevedo “Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que o salgaremos? Para nada mais serve, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens.” Mateus 5.13 O que nos passa à cabeça quando lemos este texto de Jesus afirmando que somos o sal da terra? Mas antes, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nebpibpa.wordpress.com&amp;blog=4711942&amp;post=131&amp;subd=nebpibpa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight:bold;">Thiago Azevedo</span></p>
<blockquote><p>“Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que o salgaremos? Para nada mais serve, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens.” <span style="font-weight:bold;">Mateus 5.13</span></p></blockquote>
<p>O que nos passa à cabeça quando lemos este texto de Jesus afirmando que somos o sal da terra? Mas antes, devemos pensar o que significava o sal para o mundo antigo e a partir disso entenderemos que ser sal é mais do que ser testemunha, mas implica em uma missão que nos foi designada:</p>
<p><span style="font-weight:bold;">a.</span> No mundo antigo o sal era símbolo de pureza e fidelidade.<br />
<span style="font-weight:bold;">b.</span> O sal tinha um alto valor mercadológico, tanto que os soldados romanos eram pagos com sal, por isso se oriunda o termo salário;<br />
<span style="font-weight:bold;">c.</span> No AT as alianças eram feitas com o uso do sal – <span style="font-weight:bold;">2Cr 13.5</span>;<br />
<span style="font-weight:bold;">d.</span> Deus prescreveu o sal como parte necessária dos sacrifícios – <span style="font-weight:bold;">Lv 2.13</span>;<br />
<span style="font-weight:bold;">e.</span> Até hoje, as batatas e ovos cozidos servidos no Pessach, a Páscoa Judaica, são regados com água salgada que simbolizava as lágrimas derramadas pelos judeus na fuga do Egito.</p>
<p>O sal é um elemento primordial para o equilíbrio do corpo e do planeta, com isso chegamos ao que Jesus de fato queria nos propor com esse texto, de que na verdade, deveríamos ser o equilíbrio da terra, parafraseando ficaria assim:</p>
<blockquote><p>“Vós sois o equilíbrio da terra. Ora, se vocês se tornarem desequilibrados, como a equilibraremos? Para nada mais serve, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens.”</p></blockquote>
<p><span id="more-131"></span></p>
<blockquote><p>“Anda!<br />
Quero te dizer nenhum segredo<br />
Falo nesse chão, da nossa casa<br />
Bem que tá na hora de arrumar&#8230;”</p></blockquote>
<p>Max Weber em sua excelente análise, Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, mostram o quão “importante” foi nossa filosofia asceta e dedicação ao trabalho como uma benção de Deus auxiliou na construção desse capitalismo que conhecemos e que hoje está em colapso. Vemos o planeta em decomposição, não porque está perdendo sua vida, mas porque estamos tirando sua vida. Muita coisa nele está em pleno desequilíbrio e somos contribuintes para essa degradação, quando relutamos em nos envolver nesta luta em prol de nossa terra, de nossa natureza, das pessoas que aqui estão, como diz esta estrofe da música. “Bem que tá na hora de arrumar&#8230;”.</p>
<blockquote><p>“Tempo!<br />
Quero viver mais duzentos anos<br />
Quero não ferir meu semelhante<br />
Nem por isso quero me ferir”</p></blockquote>
<p>Uma das maiores lutas da ciência hoje é da preservação da vida, fazer com que os homens vivam mais, mas pra qual objetivo? Para poder assistir de camarote a destruição de tudo? Ou ser um contribuinte desta destruição? Lutamos em vencer o tempo, mas não temos mais tempo para o que é mais simples da vida, queremos ganhar tempo para poder ganhar mais dinheiro, para consumir mais e nem por isso, encontramos o caminho da felicidade, muito pelo contrário, estamos cada vez mais infelizes, cada vez mais com uma vida sem sentido, acabamos ferindo a todos, inclusive a nós mesmos, com nossa falta de sensibilidade diante da vida, inclusive nós cristãos somos vítimas de nossas próprias buscas.</p>
<p>Enquanto o concreto armado dos templos forem nosso único refúgio de nossos próprios conflitos, de nossos próprios demônios, não aprenderemos a viver no mundo em função do semelhante, sempre vamos ver o outro como um potencial inimigo, nossas intolerâncias na verdade representam o medo mascarado em nossos corações, por isso preferimos nos esconder e não encarar mais o mundo, as pessoas, justamente porque não queremos enfrentar os problemas do mundo, pois basta os nossos próprios problemas e nesse cristianismo individualizado e individualizante, o mundo acaba perecendo doente de sua própria maldade.</p>
<blockquote><p>
“Vamos precisar de todo mundo<br />
Prá banir do mundo a opressão<br />
Para construir a vida nova<br />
Vamos precisar de muito amor<br />
A felicidade mora ao lado<br />
E quem não é tolo pode ver&#8230;”</p></blockquote>
<p>E chegamos aqui num momento crucial dessa jornada, o sal não pode fazer nada se estiver sozinho, pois para ter utilidade é necessário que ele se misture e perca sua forma, perca sua identidade, para dar vida, dar sabor aos outros. Ele deve se fundir com os alimentos para que dê sabor, crie a diferença entre os alimentos. Por isso, é impossível ser uma igreja individualizada, ser uma igreja apenas focada nos seus próprios afazeres, como uma espécie de sociedade anônima. Na verdade, ser igreja representa justamente em se mostrar para o mundo, como uma proposta diferencial desse caos instituído que é o mundo, mas para isso, a igreja deve agir de forma equilibrada, agir com objetivo, que é ser um agente do Reino de Deus na terra, e ser esse agente não é meramente ser membro de um templo, denominação, ou religião, e propagar as “verdades” de Jesus, pautada numa lei construída por homens, mas ser agente de Deus na terra é lutar para que haja justiça, baseada na igualdade entre os homens, pois pelo menos em uma coisa somos todos iguais, em relação ao pecado.</p>
<p>Fala-se muito em ato profético, mas na verdade, pouco se entende sobre quem eram de fato os profetas e sua missão. Devemos lembrar que os profetas atuaram no período da monarquia em Israel e seu discurso era pautado em lutar pelos que eram oprimidos pelo sistema monárquico em Israel, lutavam contra a corrupção do templo e daqueles que transformavam o mal por bem e o bem por mal (<span style="font-weight:bold;">Is 5.8, 11, 18, 20, 21, 22; Hc 2.6, 9, 12, 15, 19; Am 5.18</span>) e com isso, devemos nos perguntar, o que é então um ato profético?</p>
<p>O mundo é oprimido todos os dias, não apenas pelos demônios que insistimos serem os únicos responsáveis pelo mal que ocorre no mundo, justamente porque defendemos com unhas e dentes, que o mundo é do maligno, mas se pensarmos bem, ele se tornou do maligno, justamente porque entregamos o mundo em suas mãos. Como diz Martin Luther King, quando os justos se calam, a opressão prevalece. Cruzamos nossos braços enquanto os homens decidem sobre nosso próprio destino e o destino da terra, extraviam as terras, os alimentos, a moradia, a saúde, a educação, o sustento básico para todos e com isso nos confortamos unicamente em orar, para que sempre Deus mande o messias para salvar os que sofrem, mas como já havia dito em outro texto, esqueçam, Deus não mandará um milagre que ele já mandou, nós somos o milagre de Deus, o sal da terra.</p>
<p>Só podemos exercer esse ministério se entendermos que o equilíbrio do mundo só pode ocorrer através do amor, pois nele está o diferencial em ser cristão, viver através e pelo amor. Que segundo o apóstolo Paulo é maior do que a fé e a esperança, justamente porque estes dois se sustentam através do amor. Nesse sentido, não há como ser cristão sem amor, e esse amor é que move o mundo, move nossas ações para transformar o mundo, e é nesse amor que podemos renovar nossas mentes todos os dias (<span style="font-weight:bold;">Rm 12.1, 2</span>). E o amor não acontece sozinho e é muito mais do que um sentimento, mas é ação pura e desprendida, basta ler I Coríntios 13 para se constatar seus atributos.</p>
<blockquote><p>“A paz na Terra, amor<br />
O pé na terra<br />
A paz na Terra, amor<br />
O sal da&#8230;</p>
<p>Terra!<br />
És o mais bonito dos planetas<br />
Tão te maltratando por dinheiro<br />
Tu que és a nave nossa irmã”</p></blockquote>
<p>A paz na Terra é o que clama o nosso planeta, cansado e aflito por causa das injustiças, da ganância, do descaso. Desde o Éden, deveríamos ser responsáveis pela manutenção de tudo e da prática da justiça diante do sofrimento dos homens, mas não assumimos esse papel, justamente porque estamos apenas nos preocupamos com um céu que não começa na terra, mas que inicia e termina no céu. Jesus na verdade proclama que é chegado o Reino dos céus na Terra (<span style="font-weight:bold;">Mt 6.9, 10; Lc 11.2</span>). Mas como agentes do Reino de Deus devemos agregar mais a responsabilidade de zeladores do mundo e com isso, o cuidado com a terra não é parte de uma mera militância contra da depredação do meio ambiente, pelo fato de ele estar sendo destruído, mas também porque é uma criação feita por Deus, que Ele considerou bom (<span style="font-weight:bold;">Gn 1</span>), somos responsáveis por causa da negligência ante a eminente destruição daquilo é bom, daquilo que Deus se dedicou a criar para que pudéssemos usufruir e gerenciar. Mas a ganância e o orgulho, tem sido armas letais contra a sobrevivência da Terra e tudo que nele há, pois todos são explorados em grandes proporções, dos recursos naturais, aos recursos humanos, seja através de vias legais, onde cada vez mais entrego meu tempo para que outro ganhe o lucro em detrimento do sacrifício humano, seja também através da escravidão, que pasmem, ainda existe em diversas partes do mundo.</p>
<p>Devemos sim lutar por um mundo melhor, ainda podemos acreditar que há chances de fazer a diferença, de mostrar que ainda há possibilidades da Terra encontrar um equilíbrio, precisamos acreditar que ser sal da terra é o caminho para um mundo melhor, um mundo possível para todos. De viver um cristianismo verdadeiramente livre, sem as marcas das guerras travadas pela história, matando ou morrendo em nome de deus, de um deus exclusivista e excludente, que no fundo não se importa com nada, apenas em manter essas “guerras santas”. Mas o Deus de Jesus Cristo é diferente, pois é amoroso e se importa ardorosamente com sua criação, tanto que chora por ela</p>
<blockquote><p>
&#8220;E, quando ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela, dizendo: Ah! se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! Mas agora isto está encoberto aos teus olhos. Porque dias virão sobre ti, em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te estreitarão de todos os lados; E te derrubarão, a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o tempo da tua visitação.&#8221; <span style="font-weight:bold;">Lucas 19.41-44</span></p></blockquote>
<blockquote><p>“Canta!<br />
Leva tua vida em harmonia<br />
E nos alimenta com seus frutos<br />
Tu que és do homem, a maçã&#8230;</p>
<p>Vamos precisar de todo mundo<br />
Um mais um é sempre mais que dois<br />
Prá melhor juntar as nossas forças<br />
É só repartir melhor o pão<br />
Recriar o paraíso agora<br />
Para merecer quem vem depois&#8230;”</p></blockquote>
<p>Isso não pode ser feito sozinho, como já disse acima, o sal sozinho nada pode fazer, o livro de eclesiastes fala sobre o cordão de três dobras (<span style="font-weight:bold;">Ec 4.9-12</span>), Jesus fala de sua presença quando estiverem dois ou três em seu nome, Ele estará lá. Tudo começa em nossa vida, ela deve estar equilibrada, e isso é possível quando buscamos a Deus com sinceridade e de forma livre e sem a prisão dos intitucionalismos, isso é possível, basta lermos os evangelhos e vemos que Jesus andava no meio do povo, mostrando o caminho até Deus, lembrem da mulher samaritana (<span style="font-weight:bold;">Jo 4</span>) e Nicodemos (<span style="font-weight:bold;">Jo 3</span>), eles buscavam uma resposta pronta baseada na religião, mas Jesus mostrou um caminho que é cheio de vida e liberdade. Só é possível ser sal da terra se agirmos assim.</p>
<p>Deus nos chamou para repartir e compartilhar, e vemos isso através da comunidade vivida em Atos (<span style="font-weight:bold;">At 4.32-37</span>), que entre eles não havia necessitado algum, pois tudo era compartilhado e com isso havia harmonia naquela comunidade, pois eles abriam mão das disputas, das guerras, do poder, entre eles o que era válido era o sentimento de igualdade e o prazer de estar junto. E com isso chegamos a consequencia desse ato.</p>
<blockquote><p>“Deixa nascer, o amor<br />
Deixa fluir, o amor<br />
Deixa crescer, o amor<br />
Deixa viver, o amor<br />
O sal da terra”</p></blockquote>
<p>Apesar do título e do conteúdo não se ter falado a palavra sustentabilidade, ela faz parte de tudo que foi apresentado aqui. Devemos lembrar que a salvação é pela graça e não por obras, mas isso não nos isenta de nossas responsabilidades diante desse Reino de Deus na terra, basta lermos a epístola de Tiago e constatar isso. Sejam o sal da terra!</p>
<p>Que Deus nos abençoe.</p>
<p>Via <a href="http://descansodaalma.blogspot.com/2009/07/sal-da-terra-e-sustentabilidade.html" target="_blank">Descanso da Alma</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/nebpibpa.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/nebpibpa.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/nebpibpa.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/nebpibpa.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/nebpibpa.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/nebpibpa.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/nebpibpa.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/nebpibpa.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/nebpibpa.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/nebpibpa.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/nebpibpa.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/nebpibpa.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/nebpibpa.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/nebpibpa.wordpress.com/131/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nebpibpa.wordpress.com&amp;blog=4711942&amp;post=131&amp;subd=nebpibpa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://nebpibpa.wordpress.com/2009/07/13/sal-da-terra-e-sustentabilidade/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="" medium="image">
			<media:title type="html">azevedothiago1981</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Intolerantes em nome de Deus</title>
		<link>http://nebpibpa.wordpress.com/2009/07/13/intolerantes-em-nome-de-deus/</link>
		<comments>http://nebpibpa.wordpress.com/2009/07/13/intolerantes-em-nome-de-deus/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2009 15:36:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>azevedothiago1981</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rosinda Miranda]]></category>
		<category><![CDATA[Thiago Azevedo]]></category>
		<category><![CDATA[Em nome de Deus]]></category>
		<category><![CDATA[Intolerantes em nome de Deus]]></category>
		<category><![CDATA[Intolerância]]></category>
		<category><![CDATA[Pacificadores]]></category>
		<category><![CDATA[Preconceito]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://nebpibpa.wordpress.com/?p=129</guid>
		<description><![CDATA[Thiago Azevedo e Rosinda Miranda “Felizes os que agem em prol da paz; eles serão chamados filhos de Deus” Mateus 5.9 Vivemos num mundo carregado de intolerâncias, seja religiosa, ou simplesmente de opinião sobre qualquer coisa e a semelhança entre esses processos está no fato de que todos asseguram pra si a detenção da verdade [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nebpibpa.wordpress.com&amp;blog=4711942&amp;post=129&amp;subd=nebpibpa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight:bold;">Thiago Azevedo e Rosinda Miranda</span></p>
<blockquote><p>“Felizes os que agem em prol da paz; eles serão chamados filhos de Deus” <span style="font-weight:bold;">Mateus 5.9</span></p></blockquote>
<p>Vivemos num mundo carregado de intolerâncias, seja religiosa, ou simplesmente de opinião sobre qualquer coisa e a semelhança entre esses processos está no fato de que todos asseguram pra si a detenção da verdade e a falta de solidariedade com o diferente é outro aspecto muito forte nesses casos de intolerância. Mas afinal o que significa intolerância?</p>
<p>Segundo o dicionário Michaelis, Intolerância, intolerante, e intolerável é a qualidade de não ser tolerante ou de ser insuportável. Resolvi ir um pouco além e verificar o significado de insuportável que além dos títulos acima citados, acrescente muito incômodo ou molesto e por aí se segue a grande lista de classificações para o ser que é intolerante.</p>
<p>O 11 de setembro é marcado por atos de intolerância de ambas as partes, tanto dos que atingiram as torres gêmeas, quanto da população que passou a discriminar os de origem mulçumana e principalmente do governo que declarou guerra a todo ao Afeganistão, levando uma onda de terror ainda maior para um povo que já sofria as conseqüências da intolerância de seu governo opressor, Al Quaeda.</p>
<p>Ou também na Irlanda quando Protestantes e Católicos se massacram em nome de Deus, nesse caso temos Bono Vox cantando Sunday Blood Sunday, ou seja Domingo de Sangue, ou sangrento, onde estamos dispostos a derramar sangue, do outro, em nome de Deus. Nas cruzadas temos cristãos matando mulçumanos, na inquisição uma perseguição declarada aos precursores do Iluminismo. No Brasil temos a perseguição aos cultos afros na Bahia, onde terreiros são destruídos, e pessoas violentadas e mortas em nome de um deus intolerante também com a cultura. Índios foram mortos em nome de Deus, por não se “converterem” ao deus ocidental cristão.<br />
<span id="more-129"></span><br />
Nas metrópoles temos inúmeros casos de intolerâncias cruéis contra centros espíritas, contra os homossexuais, contra tudo e a todos, até mesmo evangélicos brigando entre si por um pedaço maior neste bolo, e já basta o que já sofremos nas mãos da ditadura militar, através da intolerância contra a liberdade de se pensar e viver. Agora agimos através da ditadura da fé, com nossas militâncias armadas, seja através de violência física ou psicológica, no fim, os tempos de inquisição nunca acabaram só mudaram de nome. Sempre há quem se perseguir em nome de Deus. Realmente o título do livro, Caçadores de Deus, faz sentido, pois o mundo se tornou uma grande savana, onde o diferente é alvo de nossas “armas espirituais”, pronto para ser atocaiado e morto para ter exposta “sua cabeça” como um troféu nas paredes de nossas igrejas.</p>
<p>O contexto de Jesus também é marcado por intolerâncias, principalmente por parte daqueles que se diziam zelosos para com a lei, que sempre armavam contra Jesus e encontra-lo em contradição, mas por outro lado o mestre, através do sermão do monte mostra que esse estado de intolerância é nocivo à fé, pois é baseada numa questão pessoal e de vaidade, pois nesse processo me torno incapaz seguir o maior e mais inviolável dos mandamentos de Deus, amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.</p>
<p>O sermão do monte serve também como um tratado para uma verdadeira vida religiosa, não baseada nos institucionalismos, mas no religare, ou seja, do religar a Deus. E lendo as bem-aventuranças vemos que há um processo condicional em todas as outras, pois para ser pacificador, antes você deve ter um espírito misericordioso e para isso, deve-se se fazer um pobre em espírito, aquele que não usurpa pra si autoridade de ser alguém, ser um detentor absoluto da verdade, mas ser aquele que dialoga e faz empatia pelo outro, e isso não quer dizer abrir mão do que pensa, mas aceitar que existe outra forma de pensar diferente da sua. So lemb</p>
<p>Pense um pouco, em todos os problemas que temos hoje no mundo não são ocasionados pela intolerância de alguém? A fome, a miséria, a destruição do planeta, as mortes ocasionadas em nome tanto de ideais, ou mesmo em nome de deus? Não é conseqüência de sempre haver aqueles que são proprietários únicos de alguma coisa? Da terra, do dinheiro, dos alimenos, dos bens e até de deus? Agora imagine se todos parassem de digladiar em nome de Deus e resolvêssemos agir em prol desses problemas do mundo, o nome de Cristo não seria mais exaltado no mundo e ele acabaria sendo já conhecido em toda a Terra?</p>
<p>Se brigamos com o ateísmo da forma como o fazemos é justamente por que no fundo, no fundo eles tem razão, Deus deixa de existir justamente porque somos intolerantes demais para poder fazer o mundo descobrir que esse Deus é amor e deixamos de viver pelo princípio básico da fé que está no sermão do monte. Acabamos utilizando esta mensagem apenas como um manual para sermos felizes na terra, mas não como algo que deve ser feito pela terra, entre uma coisa e outra existe uma diferença gritante.</p>
<p>Deus nos colocou como responsáveis pela terra, por isso devemos ser sal e a luz do mundo, pois o sal representa equilíbrio, o que na verdade não somos e nem de fato buscamos ser, se existisse equilíbrio entre os cristãos, estaríamos juntos lutando em prol desse Reino de Deus na terra e não divididos, no fim, estamos fazendo aquilo que Jesus disse sobre o reino dividido.</p>
<blockquote><p>&#8220;E, se um reino se dividir contra si mesmo, tal reino não pode subsistir; E, se uma casa se dividir contra si mesma, tal casa não pode subsistir.&#8221;<br />
<span style="font-weight:bold;">Marcos 3.24, 25</span></p></blockquote>
<p>Agir nesse processo de desequilíbrio não faz de nós merecedores do Reino, justamente porque não somos capazes de nos amar, muito pelo contrário, sempre estamos armados esperando o próximo golpe e simplesmente não aceitamos o fato de que exista alguém que possa pensar diferente de nós. As pessoas não vão se convencer por causa de nossa agressividade, ou da nossa argumentação áspera sobre as coisas de Deus, ou da tal sã doutrina que na nossa forma de falá-la ou vivencia-la não tem nada de sã, mas através do que fazemos em prol do outro. Isso faz toda a diferença no Reino. Se Jesus tivesse simplesmente se detido em ficar discutindo com os fariseus e saduceus, tentando provar o que era o reino de Deus, as pessoas não seriam transformadas por sua ação.</p>
<p>Não é atoa que a primeira bem-aventurança é ser pobre em espírito, justamente porque, não há como ser as demais se eu não me colocar na condição de miserável em espírito, ou seja, é aquilo que chamamos de tratado socrático: “Só sei que nada sei”. Devemos assumir isso diante de Deus, pois segundo Isaías, não podemos conhecer os procedimentos de Deus, ou dizer que isso é ou não de Deus, apenas devemos amar. Quando os discípulos quiseram impedir outros discípulos que não andavam com ele ou com João Batista de batizar Jesus agiu de outra forma, utilizando a tolerância com o outro. Temos outros casos onde Jesus teve que agir de forma pacificadora ensinando os discípulos a não serem intolerantes.</p>
<p>Há muito a ser feito, o próprio Cristo disse isso, mas poucos estão dispostos a se abdicar de seu “direito de ter razão” sobre a verdade que apregoam a si, seja em forma de denominação, ou seja em forma de posição pessoal, mas todas nocivas à fé e ao exercício do amor. Se me perguntarem, sou contra aos institucionalismos, mas no fundo, acabam sendo necessários, para se organizar nossas ações. Agora, quando adotamos a mesma postura que torcidas de futebol, que agem de forma agressiva em relação a outros times, a outras denominações, deixamos Deus de lado e agimos em causa própria.</p>
<p>Lembro-me de quando era novo na fé, e acreditava piamente que ela só se desenvolvia através de uma religião, uma denominação, e isso me tornou uma pessoa extremamente intolerante para com todos, seja os próprios membros de minha igreja, pois não aceitavam pessoas que não agissem da mesma forma como agia, minha família, queria que eles aceitassem à força “minha verdade” e que eram destinados ao inferno por causa disso, outras denominações justamente porque pensava que minha interpretação bíblica era a mais adequada e mais verdadeira e com isso fiz inimigos, me encontrei num esgotamento espiritual muito grande e me tornei intolerante comigo mesmo, isso trouxe muitos problemas a minha vida e nunca havia encontrado a paz.</p>
<p>Hoje, procuro viver uma fé que se desenvolve a partir da existência de outros que são diferentes de mim e tentar ver em tudo isso o que Paulo chama de “multiforme Graça”, justamente porque devemos encarar a eclesia como um corpo, muitas partes e nenhuma igual a outra, nenhuma melhor do que a outra, todas necessárias para a existência da vida. Nesse espírito se faz aqueles que são pacificadores, assim Deus não se torna um deus de confusão.</p>
<p>Enquanto estivermos espalhando, não podemos ver o nome de Cristo crescer na Terra e assim o sofrimento do mundo se torna maior, pois a crise do mundo começa com o desequilíbrio do órgão vivo de Cristo, a igreja. Quando deixamos de fazer diferença no mundo através do que fazemos e não do que falamos, nos tornamos o sal dispensável, pois se torna insosso, incapaz de dar sabor, incapaz de dar equilíbrio as coisas.</p>
<blockquote><p>&#8220;E, respondendo João, disse: Mestre, vimos um que em teu nome expulsava os demônios, e lho proibimos, porque não te segue conosco. E Jesus lhes disse: Não o proibais, porque quem não é contra nós é por nós.&#8221; <strong>Lucas 9.49, 50</strong></p></blockquote>
<p>Jesus nos convida a viver uma vida com equilíbrio, pois o amor de Deus é baseado nisso, um amor que é inclusivo, nos aceita da forma que somos e como estamos, mesmo através da diversidade existente nesse mundo cristão, e nos remete ao que Atanásio diz em seu credo: “Unidade na diversidade”, para que assim vivamos o resultado da oração de Jesus por nós, “Para que todos sejam um” no amor e no espírito de Cristo. Quando agirmos assim, o reino com toda a certeza, será algo palpável neste mundo, pois ele se iniciará no coração de todos e não apenas para um futuro próximo na vinda de nosso amado Mestre.</p>
<p>“Eis que estou à porta e bato&#8230;” é o que diz para nós hoje, igreja e não para os que não conhecem a mensagem do reino, será que isso não é uma mensagem forte demais para sabermos que da forma como agimos, Cristo não está em nós e nós Nele?</p>
<p>O grande desejo de Jesus não era que todos o conheçam apenas, mas que aprendamos a viver em unidade de espírito, apesar das diferenças, apesar de sermos humanos, vivermos irmanados em paz.</p>
<p>“Felizes os que agem em prol da paz; eles serão chamados filhos de Deus”.</p>
<p>Que Deus nos abençoe</p>
<p>Via <a href="http://descansodaalma.blogspot.com/2009/07/intolerantes-em-nome-de-deus.html" target="_blank">Descanso da Alma</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/nebpibpa.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/nebpibpa.wordpress.com/129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/nebpibpa.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/nebpibpa.wordpress.com/129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/nebpibpa.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/nebpibpa.wordpress.com/129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/nebpibpa.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/nebpibpa.wordpress.com/129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/nebpibpa.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/nebpibpa.wordpress.com/129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/nebpibpa.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/nebpibpa.wordpress.com/129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/nebpibpa.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/nebpibpa.wordpress.com/129/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nebpibpa.wordpress.com&amp;blog=4711942&amp;post=129&amp;subd=nebpibpa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://nebpibpa.wordpress.com/2009/07/13/intolerantes-em-nome-de-deus/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="" medium="image">
			<media:title type="html">azevedothiago1981</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>O Sal da Terra</title>
		<link>http://nebpibpa.wordpress.com/2009/07/11/o-sal-da-terra/</link>
		<comments>http://nebpibpa.wordpress.com/2009/07/11/o-sal-da-terra/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2009 22:31:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nebpibpa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Neb PIB]]></category>
		<category><![CDATA[Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[diferença]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus]]></category>
		<category><![CDATA[O Sal da Terra]]></category>
		<category><![CDATA[Sal]]></category>
		<category><![CDATA[Terra]]></category>
		<category><![CDATA[testemunho]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://nebpibpa.wordpress.com/?p=125</guid>
		<description><![CDATA[Por que dediquei toda uma postagem a falar do sal? Fiz isso para que a sua importância ficasse clara, e assim fosse mais fácil entender a nossa grande responsabilidade! Há um trabalho a ser feito nesta Terra, nesta vida, e ele só pode ser feito por nós mesmos. Nos cabe fazer tudo que estiver ao [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nebpibpa.wordpress.com&amp;blog=4711942&amp;post=125&amp;subd=nebpibpa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='550' height='340' src='http://www.youtube.com/embed/-9BLSiDKCCQ?version=3&amp;rel=1&amp;fs=1&amp;showsearch=0&amp;showinfo=1&amp;iv_load_policy=1&amp;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span>
<p>Por que dediquei toda uma postagem a falar do sal? Fiz isso para que a sua importância ficasse clara, e assim fosse mais fácil entender a nossa grande responsabilidade! Há um trabalho a ser feito nesta Terra, nesta vida, e ele só pode ser feito por nós mesmos. Nos cabe fazer tudo que estiver ao nosso alcance para tornar esta vida melhor, e este mundo um lugar melhor. Por que somos como o sal da Terra.</p>
<p>Qual é o valor do sal? Apesar da sua grande importância, o sal por si só não tem qualquer valor; ele não é, sozinho, alimento. O sal é uma substância que, isolada, não tem nenhuma qualidade. Se consumido puro, destrói o paladar. Se colocado na terra, a esteriliza. Em contato prolongado com a pele, a corrói. O sal não tem cor. Não tem cheiro. Não tem forma. Desaparece nos líquidos. &#8211; Sua grande utilidade e serventia está em ressaltar o sabor dos alimentos. No entanto, em excesso essa substância se torna danosa.</p>
<p>Mas o sal, quando misturado, vem a ser a alma do mundo! A vida não existiria sem o sal. A vida não teria forma, os alimentos não teriam sabor. A própria terra necessita do sal para produzir. O sal é indispensável à vida: a água de dentro dos tecidos vivos movimenta-se pelas diferenças de concentração do sal; o corpo humano retém a água devido ao sal que contém; as células vivas preservam uma concentração de sal. &#8211; E o Cristo nos diz que somos nós o Sal da Terra!</p>
<p>Somos o sal da Terra. Como o sal, o ser humano precisa se misturar, &#8211; com os outros, com o mundo e com a vida, &#8211; para fazer sentido. Toda a sua imensa potencialidade só tem valor se ele interagir com a vida. Concentrado em si mesmo, pode se tornar destrutivo. O homem que vive enclausurado dentro de si, apenas para os seus pensamentos, isolado em seus desejos e manias, torna-se como um escravo, um destruidor da Terra. Mas, misturado, interagindo com os outros seres, mesmo que em pequenas quantidades, torna-se capaz de executar grandes coisas, grandes &#8220;obras&#8221;, que sem ele não existiriam! Como o sal, somos nós que damos sabor à Terra! E, assim como o sal, se não nos relacionarmos com tudo e com todos, perdemos o sentido do ser!<br />
<span id="more-125"></span><br />
Devemos viver de verdade a vida na Terra, intensamente, plenamente; &#8211; abundantemente, como diz o mesmo Mestre. &#8211; Devemos nos relacionar uns com os outros. Nos relacionamentos é que se manifesta o valor do Sal da Terra. De nada adianta sermos o sal se não dermos sabor à vida&#8230; De que serviria a vida se não fosse vivida, &#8211; de que serviria o sal insosso?</p>
<p>&#8220;Vós sois o sal da Terra, se o sal for insípido, com que se há de salgar?&#8221; &#8211; Como sempre costuma fazer, e por isso é tão inquietante, Jesus deixa essa pergunta propositalmente sem resposta. Se não fosse o homem no mundo, o que existiria? Com que se haveria de salgar este planeta Terra?.. O mundo existe em relação à nossa consciência; sem o ser humano não há existência! O Cristo diz que esse relacionamento não pode ser insípido, não pode ser morno: deve ser frio ou quente! Este é o tempero da Terra.</p>
<p>Porém, as grandes quantidades de sal tornam tudo estéril, como estamos vendo em nossos dias, quando tanta gente tenta afogar suas mágoas em seus próprios desejos, vivendo só para si, sem se relacionar com os outros ou com o mundo. Vivemos a era do egoísmo, do culto ao deus &#8220;eu&#8221;, uma época em que todos novamente se dizem uns aos outros: &#8220;Carpe diem!&#8221; &#8211; Aproveite! Compre! Consuma! Pense em si mesmo! Você merece! &#8211; Era exatamente o que se diziam os cidadãos romanos no período da decadência do Império Romano. Eles se divertiam, praticavam esportes, iam aos teatros, festejavam a individualidade em grandes orgias, se empanturravam de comida e de vinho&#8230; mas todo o Império estava desmoronando!.. Seu modo de vida foi se tornando cada vez mais individualista, cada vez mais fútil e superficial. E breve tudo ruiu, porque não havia mais nada por dentro dos cidadãos, tudo estava fundamentado na casca, e quando a casca é priorizada, o interior definha.</p>
<p>Quando o homem perde a conexão consigo mesmo e com o seu próximo, quando passa a acreditar que a sua felicidade está na satisfação dos seus desejos físicos e egóicos, é sinal que a ruína está próxima. A alma-ânima se vai; o Sal da Terra perde o sabor. &#8211; O homem existe para dar finalidade e beleza a tudo que existe, para ser o tempero e o sabor do mundo e da vida. Se ele não se misturar com o seu próximo e com o mundo, torna-se insosso, deixa de ter valor, deixa de ter sentido, torna-se destrutivo. Da mesma forma que uma montanha de sal.</p>
<p>Por pouco que nos consideremos, se este pouco for misturado, com Verdade e com Amor, aos outros e até às coisas deste mundo, faremos com que tudo seja grande e belo, que tudo tenha sentido. Da mesma forma que uma pitada de sal torna o alimento saboroso, mesmo o pouco que o homem seja capaz de fazer já é suficiente para fazer toda a diferença, transformar todas as coisas deste mundo.</p>
<p>O ser humano, enquanto ego, não vale nada por si mesmo; na medida em que se julgue &#8220;importante&#8221; vai se tornando como um monte de sal insosso. Precisamos urgente encontrar o nosso sentido na Vida, deixar de querer existir apenas para nós mesmos; esta é a raiz de toda a nossa infelicidade.</p>
<p>Jesus, o Cristo, nos diz:</p>
<p>&#8220;Ouvistes o que disseram os sábios: &#8216;O inferno são os outros&#8217;. Eu, porém, vos digo: O poder de criar o inferno está em vós mesmos. Se desejais viver o Paraíso, procurai-o nos vossos próximos.&#8221;</p>
<p>Não adianta procurar na Bíblia. Estas palavras não estão escritas lá, ao menos não textualmente. Mas está nas entrelinhas. Interpretar a Bíblia, sem olhar a realidade da vida, é o mesmo que manter o sal fora da comida, a semente fora da terra, a luz debaixo da mesa. É como um galho sem o tronco, um rio sem leito, os olhos sem o cérebro. Pois a Bíblia não é o primeiro livro que Deus nos escreveu, nem o mais importante. O primeiro livro é a Natureza, criada pela Palavra de Deus: são os fatos, os acontecimentos, é a História, tudo que existe e tudo que aconteceu, desde o princípio do Universo até hoje; é a realidade que nos envolve. Deus quer comunicar-se conosco através da vida que vivemos. E por meio dela nos transmite a sua Mensagem de Amor e Justiça. Há um outro livro sagrado que o Mestre nos dá a ler, todos os dias, e quem quiser pode ler esta e muitas outras preciosidades: o livro sagrado da alma, o livro sagrado das nossas consciências, o Livro da Vida Divina. E nesse livro sagrado, Jesus nos diz palavras preciosas, a cada um de nós.</p>
<p>Agostinho resumiu tudo isso da seguinte maneira:</p>
<p>&#8220;A Bíblia, o segundo livro de Deus, foi escrita para nos ajudar a decifrar o mundo, para nos devolver o olhar da fé e da contemplação, e para transformar toda a Realidade numa grande revelação de Deus.&#8221;</p>
<p>Por isso, quem lê e estuda a Bíblia, mas não olha a realidade do próximo que pede ajuda e nem vive pela justiça e pela fraternidade, é infiel a Deus e não segue a Jesus Cristo. É semelhante aos fariseus, que sabiam a Bíblia de cor mas não a praticavam. Quantos assim você conhece? Mas não nos cabe julgá-los, e sim mudar o mundo pelo nosso exemplo.</p>
<p>Tudo o que existe no mundo não valeria de nada, não teria finalidade, não teria sentido se não fosse o &#8220;Sal da Terra&#8221;. Que a nossa vida seja uma eterna Ação de Graças ao Deus do Amor e da Vida, pela oportunidade de viver, de nos relacionarmos, de fazermos parte do Todo, de estarmos envolvidos em qualquer coisa que nos relacione como todos e com tudo. O pior de todos os males é a inércia. É o não fazer nada. É dispor dos dons de Deus sem usá-los, não usar os talentos de que dispomos. Vamos à luta de cada dia, enfrentemos as nossas dificuldades relacionado-nos com as pessoas e com o mundo, em paz, gerando harmonia à nossa volta.</p>
<p>&#8220;Vós sois o sal da terra! Para que se misturem, para que interajam, para que dêem sabor à Terra e à Vida! Vós sois o Sal da Terra e a Luz do Mundo! E a lâmpada não se coloca embaixo da mesa, mas no lugar mais alto, para que brilhe e ilumine a todos os que dela se aproximarem. Essa honra e essa responsabilidade são vossas! Ao trabalho!</p>
<p>Via <a href="http://artedartes.blogspot.com/2008/10/o-sal-da-terra-concluso.html" target="_blank">A Arte das Artes</a> no <a href="http://descansodaalma.blogspot.com/2009/07/o-sal-da-terra.html" target="_blank">Descanso da Alma</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/nebpibpa.wordpress.com/125/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/nebpibpa.wordpress.com/125/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/nebpibpa.wordpress.com/125/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/nebpibpa.wordpress.com/125/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/nebpibpa.wordpress.com/125/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/nebpibpa.wordpress.com/125/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/nebpibpa.wordpress.com/125/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/nebpibpa.wordpress.com/125/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/nebpibpa.wordpress.com/125/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/nebpibpa.wordpress.com/125/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/nebpibpa.wordpress.com/125/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/nebpibpa.wordpress.com/125/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/nebpibpa.wordpress.com/125/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/nebpibpa.wordpress.com/125/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nebpibpa.wordpress.com&amp;blog=4711942&amp;post=125&amp;subd=nebpibpa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://nebpibpa.wordpress.com/2009/07/11/o-sal-da-terra/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
	
		<media:content url="" medium="image">
			<media:title type="html">nebpibpa</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Os Bem-aventurados do Reino</title>
		<link>http://nebpibpa.wordpress.com/2009/07/06/os-bem-aventurados-do-reino/</link>
		<comments>http://nebpibpa.wordpress.com/2009/07/06/os-bem-aventurados-do-reino/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 22:23:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>azevedothiago1981</dc:creator>
				<category><![CDATA[Thiago Azevedo]]></category>
		<category><![CDATA[Bem-aventurados]]></category>
		<category><![CDATA[Os Bem-aventurados do Reino]]></category>
		<category><![CDATA[Reino]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://nebpibpa.wordpress.com/?p=123</guid>
		<description><![CDATA[Thiago Azevedo &#8220;Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.&#8221; Mateus 5.11 Quando pensamos em Bem-aventuranças logo pensamos em uma mensagens positivas e que nos remete ao que devemos fazer para sermos melhores cristãos e sermos felizes diantes de Deus. Mas no contexto de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nebpibpa.wordpress.com&amp;blog=4711942&amp;post=123&amp;subd=nebpibpa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Thiago Azevedo</strong></p>
<blockquote><p>&#8220;Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.&#8221; <strong>Mateus 5.11</strong></p></blockquote>
<p>Quando pensamos em Bem-aventuranças logo pensamos em uma mensagens positivas e que nos remete ao que devemos fazer para sermos melhores cristãos e sermos felizes diantes de Deus. Mas no contexto de Mateus e Lucas, essas Bem-aventuranças tem algo muito maior do conselhos que nos orientam a um caminho rumo a felicidade.</p>
<p>Primeiro devemos observar o contexto social dos judeus no período em que este discurso fora pronunciado. Os Judeus em sua maioria eram de posses muito modestas e entre eles havia um número muito grande de mendigos e desempregados. O mundo judeu havia se modificado largamente em virtude da helenização que aconteceu durante os 400 anos após o período de Malaquias, isso pode ser confirmado na leitura dos livros Deuterocanônico dos Macabeus, onde ali é registrado a formação do movimento farisaico e a resistência contra a helenização judaica. Nesse sentido, o conceito de bem-aventurança grego era baseado justamente nos bens materiais. Entre os judeus também havia uma grande expectativa na libertação tanto política quanto espiritual e eram feitas orações diárias em prol desse objetivo, como se pode ver:</p>
<blockquote><p>&#8220;Toca o trombone para nossa libertação e levanta o pendão para a reunião de nossos exilados&#8230; Traze de volta nossos juízes, como anteriormente e nossos conselheiros como no início, sê rei sobre nós, unicamente tu&#8221; <strong>(Contexto e Ambiente do Novo Testamento &#8211; Eduard Lohse, Paulinas)</strong></p></blockquote>
<p>Vale lembrar que antes do estabelecimento da monarquia em Israel o modo de governo era através do sistema Tribal, que valorizava um processo mais igualitário na divisão de terras e de trabalho e o culto não se centralizava no templo. E quando a monarquia se estabeleceu, tudo se centralizou, do poder ao culto e com isso, o povo se viu oprimido e também o aumento em grande escala das desigualdades sociais que desembocaram no contexto vivido por Jesus.<br />
<span id="more-123"></span><br />
As bem-aventuranças não eram ensinos novos, mas já se empregavam fórmulas de felicidade no Antigo Testamento falando de piedade, sabedoria e prosperidade:</p>
<blockquote><p>&#8220;Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.<br />
Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. &#8211; <strong>Salmo 1.1, 2</strong>;<br />
Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o SENHOR, e o povo ao qual escolheu para sua herança. &#8211; <strong>Salmo 33.12</strong>;<br />
Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não serão confundidos, mas falarão com os seus inimigos à porta. &#8211; <strong>Salmo 127.5, 6</strong>;<br />
Bem-aventurado aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos. &#8211; <strong>Salmo 128.1</strong>&#8220;</p></blockquote>
<p>E várias dessas bem-aventuranças são compilações de ensinamentos baseados no Antigo Testamento (Sf 2.3; Sl 37.11; Sl 126.5; Is 61.2, 3 e Is 51.1). Isso não faz de Jesus menos original, mas mostra que ele estava plenamente fundamentado e que conhecia plenamente a palavra de Deus, pois vale lembrar que dois grupos que se dedicavam à leitura e a interpretação das escrituras eram os Fariseus e os Saduceus e com isso o povo na sua maioria seguiam as suas orientações, nesse sentido eles punham nos ombros do povo um fardo muito pesado de se carregar.</p>
<p>Fazendo um passeio nos evangelhos de Mateus e Lucas, podemos encontrar ainda outras bem-aventuranças relacionadas a outros temas e em outros contextos (Mt 11.6; Mt 13.16; Mt 16.17; Mt 24.46; Lc 11.27, 28) e nesse sentido as bem-aventuranças contrariam o conceito grego de felicidade que era baseada nos bens materiais. Nessa sociedade vivida por Jesus, os pobres e excluidos viam aqueles mais favorecidos como bem-aventurados de Deus e eles acabavam se vendo como amaldiçoados e esquecidos.</p>
<p>Nesse sentido as Bem-aventuranças de Jesus trazem uma nova proposta que subverte e aproxima Deus daqueles que não se viam abençoados e com isso temos o paralelo com as encontradas em Lucas 6.20-26.</p>
<p>Durante todo o ministério de Jesus se vê muitos momentos onde o mestre prioriza os pobres em detrimento dos ricos, o que se pode ver em vários textos como por exemplo em Lc 14.7-14 e Lc 16.19-31 (outros textos Lc 4.18; Mt 11.5; Lc 14.7-14; Tg 2.5) e que esse reino de Deus veio para aqueles a quem o mundo excluiu. Em contra partida os ais encontrados em Lucas são relacionados com os ais dos profetas com um grande aspecto de justiça e equidade social (Is 5.8, 11, 18, 20, 21, 22; Hc 2.6, 9, 12, 15, 19; Am 5.18).</p>
<p>Jesus queria mostrar que os que são aprovados por Deus são justamente aqueles que são desaprovados pelo mundo, que o sucesso a custo da injustiça e da corrupção. Que aqueles que são aprovados por Deus devem se fazer pobres, ou seja, miseráveis em espírito, mendigos (mesmo termo utilizado em Lc 16.20, 22 e em Mt 5.3). Significando que para se achegar a Deus não devemos agir com presunção, pois conforme Romanos 3 ninguém é apto para o Reino.</p>
<p>As bem-aventuranças são um contraste gritante ao modo de vida social e religioso de sua época, justamente porque fugia da regra da interpretação da lei que eles aplicavam e aproximava Deus de um grupo totalmente desprovido de acolhimento daqueles grupos mais favorecidos.</p>
<p>Se formos separar as características das Bem-aventuranças vamos ver que o bem-aventurado de Deus é justamente Cristo, que se fez mendigo por nós, observe as características: Pobres em Espírito; Mansos; Aflitos; Fome e sede de Justiça; Misericordiosos; Puros de Coração; Perseguidos em nome da Justiça e por causa de Deus (Cristo). Analisando cada característica o único que preenche todos esses requisitos é justamente Ele. E com isso não corresponde ao que alcançamos, mais um ideal para ser almejado por todos, pois junto a essas bem-aventuranças temos em paralelo os frutos do Espírito encontrados em Gl 5.22, 23 que complementam essas características.</p>
<p>As bem-aventuranças representam um modelo de cristão pautado justamente naquilo que há de contrario ao mundo, pois Deus trabalha a partir dessa perspectiva, contrariando a lógica do mundo e Cristo mostra isso em seu ministério através da inversão dos conceitos e vivendo o contraste: Ricos-Pobres/Primeiros-Ultimos/Maior-Menor/Senhor-Servo.</p>
<p>As Bem-aventuranças não são apenas marcas para o cristão, mas um espelho para um ideal a ser alcançado por todos.</p>
<p>Que Deus nos abençoe a procurar vivenciar a cada dia esse ideal.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/nebpibpa.wordpress.com/123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/nebpibpa.wordpress.com/123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/nebpibpa.wordpress.com/123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/nebpibpa.wordpress.com/123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/nebpibpa.wordpress.com/123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/nebpibpa.wordpress.com/123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/nebpibpa.wordpress.com/123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/nebpibpa.wordpress.com/123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/nebpibpa.wordpress.com/123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/nebpibpa.wordpress.com/123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/nebpibpa.wordpress.com/123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/nebpibpa.wordpress.com/123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/nebpibpa.wordpress.com/123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/nebpibpa.wordpress.com/123/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nebpibpa.wordpress.com&amp;blog=4711942&amp;post=123&amp;subd=nebpibpa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://nebpibpa.wordpress.com/2009/07/06/os-bem-aventurados-do-reino/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
	
		<media:content url="" medium="image">
			<media:title type="html">azevedothiago1981</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Os perdedores &#8211; Evangelho de Mateus 5:1-16</title>
		<link>http://nebpibpa.wordpress.com/2009/07/05/os-perdedores-evangelho-de-mateus-51-16/</link>
		<comments>http://nebpibpa.wordpress.com/2009/07/05/os-perdedores-evangelho-de-mateus-51-16/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 21:13:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nebpibpa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Neb PIB]]></category>
		<category><![CDATA[Evangelho]]></category>
		<category><![CDATA[Mateus 5:1-16]]></category>
		<category><![CDATA[Os perdedores]]></category>
		<category><![CDATA[Os perdedores - Evangelho]]></category>
		<category><![CDATA[Os perdedores - Evangelho de Mateus 5:1-16]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://nebpibpa.wordpress.com/?p=120</guid>
		<description><![CDATA[O sermão da montanha é uma das passagens mais conhecidas do evangelho, mas nem sempre é corretamente interpretado. Primeiro, ele é dirigido aos discípulos que se aproximaram de Jesus, não à multidão. Em segundo lugar, não se trata de uma lista de coisas para você fazer para ser salvo ou se tornar discípulo de Jesus. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nebpibpa.wordpress.com&amp;blog=4711942&amp;post=120&amp;subd=nebpibpa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='550' height='340' src='http://www.youtube.com/embed/5iRoWDxOwhM?version=3&amp;rel=1&amp;fs=1&amp;showsearch=0&amp;showinfo=1&amp;iv_load_policy=1&amp;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span>
<p><span>O sermão da montanha é uma das passagens mais conhecidas do evangelho, mas nem sempre é corretamente interpretado. Primeiro, ele é dirigido aos discípulos que se aproximaram de Jesus, não à multidão.</p>
<p>Em segundo lugar, não se trata de uma lista de coisas para você fazer para ser salvo ou se tornar discípulo de Jesus. Ele está falando das características daqueles que, em todas as épocas, se submetem a Jesus.</p>
<p>&#8220;Reino dos céus&#8221; significa um reino que não é da terra, é dos céus, cujo rei esteve aqui, foi rejeitado e agora está nos céus. Quando Jesus diz &#8220;bem-aventurados estes ou aqueles&#8221;, é como se dissesse &#8220;felizes estes ou aqueles&#8221; que são assim. Como assim? Assim como? Perdedores assim.</p>
<p>Sim, porque se o próprio rei do reino dos céus, Jesus, foi um perdedor neste mundo, como você espera que sejam os seus seguidores? Aí vem alguém e diz:</p>
<p>&#8220;Ué, mas eu pensei que fosse justamente o contrário, porque vi na TV alguém dizer que se você vai a Jesus seus problemas desaparecem, seus negócios melhoram, você paga suas dívidas, resolve problemas conjugais, é curado de todas as doenças e até compra carro importado&#8221;.<br />
<span id="more-120"></span><br />
Bem, quem vai a Jesus pensando nisso é igual a quem se casa por interesse, sabe como é, dá o golpe do baú. Se você está atrás de Jesus para receber alguma outra coisa que não seja o perdão de seus pecados e a salvação, é bom pensar melhor. Ou você acha que Deus é bobo, que não enxerga suas intenções?</p>
<p>Veja quem são os bem-aventurados aqui: os pobres de espírito, os que choram, os mansos, os injustiçados ou cansados das injustiças, os de coração mole que sentem pena dos outros, os que promovem a paz, os perseguidos por agir corretamente ou por sua fé em Jesus&#8230;</p>
<p>Percebeu? Tudo oposto às bem-aventuranças deste mundo, onde são bem-aventurados os auto-suficientes, os que riem, os poderosos, os que se dão bem com as injustiças, os que pisam nos outros, que promovem a guerra, perseguem e que, obviamente, querem passar bem longe daquele que neste mundo foi o maior dos perdedores: Jesus.</p>
<p>Só que Deus está chamando os perdedores para o seu reino, não os campeões. Prostitutas, ladrões, cegos, aleijados &#8211; que tipo de pessoa você acha que Jesus veio chamar? E depois de salvos de seus pecados pelo que Jesus fez na cruz, e não por suas próprias obras, em que você acha que se transformaram? Nesses bem-aventurados segundo o conceito de Deus, não dos homens.</p>
<p>Quer estar entre eles? Quer ser bem-aventurado eternamente? Então creia em Jesus, não em um Jesus bem sucedido e capa de revista, mas no Jesus crucificado. </span></p>
<p><span>Fonte: <a href="http://www.stories.org.br/" target="_blank">Evangelho em 3 minutos</a><br />
</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/nebpibpa.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/nebpibpa.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/nebpibpa.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/nebpibpa.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/nebpibpa.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/nebpibpa.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/nebpibpa.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/nebpibpa.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/nebpibpa.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/nebpibpa.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/nebpibpa.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/nebpibpa.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/nebpibpa.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/nebpibpa.wordpress.com/120/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nebpibpa.wordpress.com&amp;blog=4711942&amp;post=120&amp;subd=nebpibpa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://nebpibpa.wordpress.com/2009/07/05/os-perdedores-evangelho-de-mateus-51-16/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
	
		<media:content url="" medium="image">
			<media:title type="html">nebpibpa</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Ética do Sermão do Monte</title>
		<link>http://nebpibpa.wordpress.com/2009/07/01/etica-do-sermao-do-monte/</link>
		<comments>http://nebpibpa.wordpress.com/2009/07/01/etica-do-sermao-do-monte/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 19:52:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nebpibpa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Thiago Azevedo]]></category>
		<category><![CDATA[Ética]]></category>
		<category><![CDATA[Ética do Sermão do Monte]]></category>
		<category><![CDATA[Monte]]></category>
		<category><![CDATA[Sermão]]></category>
		<category><![CDATA[Sermão do Monte]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://nebpibpa.wordpress.com/?p=118</guid>
		<description><![CDATA[Thiago Azevedo &#8220;E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; E, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo:&#8221; Mateus 5.1, 2 Geralmente quando lemos o sermão da montanha nos concentramos muito nas palavras iniciais, que representam um ar mais esperançoso para a humanidade e o pior ainda [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nebpibpa.wordpress.com&amp;blog=4711942&amp;post=118&amp;subd=nebpibpa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Thiago Azevedo</strong></p>
<div>
<blockquote><p>&#8220;E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; E, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo:&#8221; <strong>Mateus 5.1, 2</strong></p></blockquote>
<p>Geralmente quando lemos o sermão da montanha nos concentramos muito nas palavras iniciais, que representam um ar mais esperançoso para a humanidade e o pior ainda é que nos concentramos somente em Mateus, que dá um sentido mais espiritual/transcendente para essa primeiras palavras, mas esquecemos que em Lucas também há pontos desse sermão e com alguns acréscimos não tidos em Mateus que nos leva a uma outra conclusão.</p>
<p>O que fazer quando Jesus nos leva a entender mais sobre nossos deveres diante de Deus do que nossos direitos? De que este sermão é direcionado a pessoas como Jesus, sem teto, sem perspectiva na vida, sem dinheiro, sem esperança. Nesse sentido ele fala dos pobres, tanto que em Lucas não há os pobres de espírito, apenas pobres e junto com esse bem aventurado, há um ai, que é deveras preocupante para nosso momento pós-moderno ultra-capitalista.</p>
<blockquote><p>&#8220;E, levantando ele os olhos para os seus discípulos, dizia: Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus. Mas ai de vós, ricos! porque já tendes a vossa consolação.<br />
Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis fartos. Ai de vós, os que estais fartos, porque tereis fome.<br />
Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque haveis de rir. Ai de vós, os que agora rides, porque vos lamentareis e chorareis.<br />
Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem e quando vos separarem, e vos injuriarem, e rejeitarem o vosso nome como mau, por causa do Filho do homem.<br />
Folgai nesse dia, exultai; porque eis que é grande o vosso galardão no céu, pois assim faziam os seus pais aos profetas. Ai de vós quando todos os homens de vós disserem bem, porque assim faziam seus pais aos falsos profetas.&#8221; <strong>Lucas 6.20-26</strong></p></blockquote>
<p>Alterei a ordem dos textos colocando os ais junto com as bem aventuranças, mas lendo assim, é melhor voltar pra Mateus e ignorar o livro de Lucas certo? Errado, pois se montarmos em conjunto esse sermão em Mateus e Lucas, teremos em seguida o Sal da terra e luz do mundo. Portanto, enquanto enfatizamos que ser sal e luz é dar testemunho da mensagem de Jesus, e dentro do contexto religioso isso soa bastante demagogo, pois representa apenas as palavras, o ato de ser apenas um cristão em busca de não cometer pecados morais (beber, fumar, transar e por aí vai) e não os aspectos éticos de ser sal e luz. Se observarmos melhor esse sermão nos dois evangelhos, Jesus nos convoca para uma nova ética. A ética do outro.<span id="more-118"></span></p>
<p>A ética do outro, vai muito mais além de uma simples ética de aspectos morais, mas também envolve aspectos sociais, onde todos devem buscar o bem estar de todos de igual modo, para que se diminua as desigualdades, lembram do Jovem Rico?</p>
<blockquote><p>&#8220;E eis que, aproximando-se dele um jovem, disse-lhe: Bom Mestre, que bem farei para conseguir a vida eterna? E ele disse-lhe: Por que me chamas bom? Não há bom senão um só, que é Deus. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos. Disse-lhe ele: Quais? E Jesus disse: Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho; Honra teu pai e tua mãe, e amarás o teu próximo como a ti mesmo. Disse-lhe o jovem: Tudo isso tenho guardado desde a minha mocidade; que me falta ainda? Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-me.<br />
E o jovem, ouvindo esta palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades.&#8221; <strong>Mateus 19.16-22</strong></p></blockquote>
<p>Nesse texto, muitos tentam justificar o jovem rico, dizendo que não é impossível o rico ir para o reino de Deus, mas que Jesus queria dizer outra coisa e blá, blá, blá. Devemos lembrar que se percorrermos as palavras de Jesus nos evangelhos, o povo que andava com Jesus, eram justamente os pobres, os miseráveis, os descamisados, sem terra, sem pátria e discriminados. Um rico pode se arrepender? Claro que pode, pois Cristo mesmo disse que para Deus nada é impossível, mas o preço que este rico deve pagar é alto para ele, pois qual rico tem coragem de se desfazer de tudo que lhe impede de caminhar mais leve, para uma vida mais desapegada? Com excessão de Zaqueu, não vi outro exemplo no Novo Testamento de ricos se desfazendo dos bens em função da justiça social de Jesus.</p>
<p>Jesus se assemelhava ao discurso dos profetas, pois no período da monarquia em Israel, as injustiças sociais eram de proporções monstruosas. Os ricos extorquiam os pobres e os religiosos era estelionatários e falavam em favor apenas do rei, nunca do povo. Um dos profetas que se manifestou dessa forma fora Isaías, utilizando Ais semelhantes aos usados por Jesus.</p>
<blockquote><p><strong>5.8</strong> Ai dos que ajuntam casa a casa, reúnem campo a campo, até que não haja mais lugar, e fiquem como únicos moradores no meio da terra!<br />
<strong>5.18</strong> Ai dos que puxam a iniqüidade com cordas de vaidade, e o pecado com tirantes de carro! <strong>19</strong> E dizem: Avie-se, e acabe a sua obra, para que a vejamos; e aproxime-se e venha o conselho do Santo de Israel, para que o conheçamos.<br />
<strong>5.20</strong> Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!<br />
<strong>5.21</strong> Ai dos que são sábios a seus próprios olhos, e prudentes diante de si mesmos!<br />
<strong>5.22</strong> Ai dos que são poderosos para beber vinho, e homens de poder para misturar bebida forte; <strong>23</strong> Dos que justificam ao ímpio por suborno, e aos justos negam a justiça!</p></blockquote>
<p>Alguns podem pensar que estou fazendo apologia à pobreza, não, não estou, mas estou fazendo apologia ao que hoje chamamos de justiça social, pois se olharmos para todo o discurso de Jesus e dos profetas, era isso que eles queriam, justamente porque esse é o desejo de Deus, &#8220;Para que todos sejam um&#8221;.</p>
<p>Essa busca exagerada por dinheiro e &#8220;Bem estar&#8221;, que sinceramente até agora não sei o que é, pois quando chegamos a um determinado patamar, queremos logo outro, essa é a nossa filosofia do consumo indiscriminado, nos deixa cegos para que possamos agir conforme a ética proposta por Jesus e com isso, aprendemos a nos conformar que a salvação é individual, que todos devem buscar consciência de Deus e aí nos enclausuramos nos nossos mosteiros pessoais, olhando para os céus para que Deus envie a solução para as mazelas do mundo. Esqueçam! Deus não vai enviar a solução, pois ele já enviou.</p>
<blockquote><p>&#8220;Jesus, porém, lhes disse: Não é mister que vão; DAI-LHES VÓS DE COMER.&#8221; <strong>Mateus 14.16</strong></p></blockquote>
<p>Queremos um milagre na terra, na verdade o milagre só irá se concretizar quando nós que &#8220;temos consciência de Deus e Cristo&#8221; nos aliarmos e agir em prol disso, quando deixarmos de brigar com o demônio que tenta nos espetar a bunda com seu tridente, para lutar contra o demônio que somos nós, pois somos egoístas camuflados em uma máscara de &#8220;piedade cristã&#8221;, quando deixarmos a hipocrisia do serviço à Deus dentro das sinagogas modernas (igrejas) para irmos ao mar para pescar os homens e agir conforme fora o desejo do mestre, que sejamos pescadores de homens.</p>
<p>Desejamos ser discípulos de Cristo e queremos andar como Ele andou, mas apenas vemos o aspecto do Cristo que não cometeu pecado, mas esquecemos do Cristo que foi solidário ao sofrimento humano e não ficou apenas olhando para ele e pediu ao Pai que enviasse alguém, mas arregaçou as mangas e foi até eles, tocou neles, abraçou cada um deles.</p>
<p>Se quisermos realmente ser semelhantes à Cristo, que sejamos nisso, pois não o seremos quanto ao pecado, mas podemos ser quanto a ação e nisso devemos buscar cotidianamente. Como já falei, esqueçam de ficar paranóicos lutando contra o pecado da alma, pois para este, você não pode fazer nada, pois para pecar, basta estar vivo, mas devemos lutar contra o pecado que consome e destrói o mundo, que é justamente o da falta de ética moral e social, que se resume numa única coisa, a falta de amor por Deus e pelo próximo.</p>
<p>Que Deus tenha misericórdia de nós por nossa omissão.</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/nebpibpa.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/nebpibpa.wordpress.com/118/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/nebpibpa.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/nebpibpa.wordpress.com/118/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/nebpibpa.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/nebpibpa.wordpress.com/118/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/nebpibpa.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/nebpibpa.wordpress.com/118/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/nebpibpa.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/nebpibpa.wordpress.com/118/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/nebpibpa.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/nebpibpa.wordpress.com/118/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/nebpibpa.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/nebpibpa.wordpress.com/118/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nebpibpa.wordpress.com&amp;blog=4711942&amp;post=118&amp;subd=nebpibpa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://nebpibpa.wordpress.com/2009/07/01/etica-do-sermao-do-monte/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="" medium="image">
			<media:title type="html">nebpibpa</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>A Parábola dos Peixes</title>
		<link>http://nebpibpa.wordpress.com/2009/06/23/a-parabola-dos-peixes/</link>
		<comments>http://nebpibpa.wordpress.com/2009/06/23/a-parabola-dos-peixes/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 13:00:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>azevedothiago1981</dc:creator>
				<category><![CDATA[Thiago Azevedo]]></category>
		<category><![CDATA[A Parábola dos Peixes]]></category>
		<category><![CDATA[Parábola]]></category>
		<category><![CDATA[Peixes]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://nebpibpa.wordpress.com/?p=116</guid>
		<description><![CDATA[Thiago Azevedo &#8220;E Jesus, andando junto ao mar da Galiléia, viu a dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores; E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Então eles, deixando logo as redes, seguiram-no. E, adiantando-se dali, viu outros dois irmãos, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nebpibpa.wordpress.com&amp;blog=4711942&amp;post=116&amp;subd=nebpibpa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Thiago Azevedo</strong></p>
<blockquote><p>&#8220;E Jesus, andando junto ao mar da Galiléia, viu a dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores; E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Então eles, deixando logo as redes, seguiram-no. E, adiantando-se dali, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, num barco com seu pai, Zebedeu, consertando as redes; E chamou-os; eles, deixando imediatamente o barco e seu pai, seguiram-no.&#8221; <strong>Mateus 4.18-22</strong></p></blockquote>
<p>Quando se trabalha com educação cristã, você deve estar aberto a todas as possibilidades que lhe ensinem também, numa das aulas que estava ministrando na Escola Bíblica Dominical, preparei uma dinâmica que havia participado numa Jornada Ecumênica em Mendes em 2005 e achei bastante estimulante aplicá-la em sala de aula, dividi em duas etapas e a próxima que finalizará a reflexão ficará para a próxima aula, mas essa em especial me levou a pensar numa parábola ou mitologia da evolução dos peixes. A dinâmica acontecia da seguinte forma. Entregava vários peixes de papel em branco, para que os alunos escrevessem suas experiências com Deus e depois trocassem uns com os outros para que todos lessem e assim todos puderam conhecer a história de cada um e também ver que a relação com o sagrado não pode ser normatizada, pois todos se relacionam com ele de forma individual e única. O livro que estamos estudando é o livro de Atos dos apóstolos.</p>
<p>Essa dinâmica me levou a escrever o seguinte texto:</p>
<p>&#8220;Certa vez um cardume de peixes do mar estavam em uma grande conversa sobre o futuro e seus desejos. Até que em um dado momento um deles falou: &#8220;Quero continuar no oceano e viver a nadar sem rumo&#8221;. Outro logo afirmou: &#8220;Quero sair do mar e ser um lindo peixe dentro do aquário e ser admirado por todos, por causa da minha beleza&#8221;. E o terceiro afirmou que queria evoluir, mas não sabia como, mas de uma coisa tinha certeza, queria fazer algo realmente importante.</p>
<p>Passado alguns dias daquela conversa, eles nadavam alegremente até que certo ponto os três viram uma rede e o que queria ficar no oceano disse que não iria. O que queria ir para o aquário ficou com medo e desistiu e o que queria evoluir falou para os outros dois: &#8220;Não sei o que vai acontecer, mas creio que essa é a oportunidade que precisava para fazer algo importante&#8221;, então foi em direção as redes.<span id="more-116"></span></p>
<p>Ele mergulhou e foi pesacado e viu que sua vida estava prestes a mudar radicalmente, pois estava sem ar e próximo de morrer e neste momento tão difícil pensou: &#8220;Como posso evoluir assim? Como posso fazer algo realmente significativo se estiver morto?&#8221;. E assim se sucedeu, o peixe havia morrido no barco e foi encaminhado a uma feira que se localizava no porto.</p>
<p>Numa determinada hora do dia, um menino comprou aquele peixe junto com outros dois peixinhos e mais cinco pães. Aquele menino se dirigia a um monte, onde havia um homem que falava e era conhecido por fazer maravilhas em nome de Deus.</p>
<p>Nesse local havia um grande número de pessoas e como estavam longe de qualquer local, não queriam sair dali para buscar comida, pois desejavam ardentemente ouvir aquele homem, assim, todos estavam com muita fome, mas não havia comida. Então aquele menino chegou até aquele homem e disse: &#8220;Eu ofereço meus três peixes e cinco pães que acabei de comprar na feira do porto, para que o senhor alimente quantos puder&#8221;.</p>
<p>Então aquele homem pegou amorosamente aquela oferta de sacrifício do menino, pois ele ficaria também com fome e Ele o abençoou e olhou para a oferta em especial a um peixinho, pois conhecia os pensamentos e viu que naquela oferta estava o peixinho que queria fazer algo importante e lhe disse: &#8220;Ouvi o que você desejou pequeno peixinho e mesmo sendo pequeno, Deus o fará grande, pois vou atender o seu pedido. Você fará algo muito importante através do seu sacrifício e hoje evoluirás de peixe, para pescador de homens, pois na medida em que alimentares a cada um destes que me ouvem, serás um com eles nesta missão e através desse ato, evoluirás e viverás através deles&#8221;.</p>
<p>E assim foi feito com aquele peixinho, que se multiplicou e saciou a fome de todos aqueles que estavam no monte e foi um com eles, pescando pessoas e saciando a fome de todos, a fome de Deus. E com isso, o desejo daquele peixinho fora atendido pelo Pai, mas para isso, precisou se sacrificar para o mar e experimentar uma nova vida nas mãos daquele que multiplica as possibilidades para se fazer algo realmente grande para as pessoas e com isso aquele peixinho se fez menor para poder crescer e se multiplicar diante daquela multidão.&#8221;</p>
<p>Os peixes representam o que nós somos diante de Deus, muitas vezes nos restringimos a ficar no oceano nadando com o cardume, sem a possibilidade de fazer nada pelas pessoas, apenas seguindo o bando sem a possibilidade de refletir sobre a vida e nem sequer olhar para além do oceano e também na nossa ância por atenção, queremos viver num aquário, fazendo apenas espetáculo para ser admirados pela nossa beleza, esse aquário muitas vezes representa a igreja, com sua pompa e nossos cultos cheios de glamour, mas sem vida. Essa parábola representa a necessidade de atendermos ao chamado do grande pescador, para sermos peixes que alimentam multidões, nos colocar nas mãos daquele que cria a possibilidade, que não estava no aquário, mas no monte com os que precisam, com os que necessitam de alimento.</p>
<p>Que Deus nos abençoe.</p>
<p><strong>Origem</strong> <a href="http://descansodaalma.blogspot.com/2009/06/parabola-dos-peixes.html" target="_blank">www.descansodaalma.blogspot.com</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/nebpibpa.wordpress.com/116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/nebpibpa.wordpress.com/116/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/nebpibpa.wordpress.com/116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/nebpibpa.wordpress.com/116/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/nebpibpa.wordpress.com/116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/nebpibpa.wordpress.com/116/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/nebpibpa.wordpress.com/116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/nebpibpa.wordpress.com/116/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/nebpibpa.wordpress.com/116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/nebpibpa.wordpress.com/116/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/nebpibpa.wordpress.com/116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/nebpibpa.wordpress.com/116/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/nebpibpa.wordpress.com/116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/nebpibpa.wordpress.com/116/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nebpibpa.wordpress.com&amp;blog=4711942&amp;post=116&amp;subd=nebpibpa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://nebpibpa.wordpress.com/2009/06/23/a-parabola-dos-peixes/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="" medium="image">
			<media:title type="html">azevedothiago1981</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Representações críticas da monarquia em Israel</title>
		<link>http://nebpibpa.wordpress.com/2009/03/27/representacoes-criticas-da-monarquia-em-israel/</link>
		<comments>http://nebpibpa.wordpress.com/2009/03/27/representacoes-criticas-da-monarquia-em-israel/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2009 12:07:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nebpibpa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Representações críticas da monarquia em Israel]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://nebpibpa.wordpress.com/?p=113</guid>
		<description><![CDATA[por Júlio Paulo Tavares Zabatiero Mesa Redonda Resumo No Antigo Oriente era comum os reis serem representados como portadores da imagem dos deuses, representantes dos deuses, e mesmo filhos dos deuses. Em Israel, de acordo com os textos a nós legados nas Escrituras judaicas, havia representações contrárias do rei. Em textos como os Salmos 2 [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nebpibpa.wordpress.com&amp;blog=4711942&amp;post=113&amp;subd=nebpibpa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><!--[if gte mso 9]&gt;  Normal 0 21   false false false        MicrosoftInternetExplorer4  &lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;   &lt;![endif]--><!--[if !mso]&gt;--><strong><span style="font-family:Calibri;">por Júlio Paulo Tavares Zabatiero</span></strong></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;"><strong>Mesa Redonda</strong></span></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Calibri;">Resumo</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;">No Antigo Oriente era comum os reis serem representados como portadores da imagem dos deuses, representantes dos deuses, e mesmo filhos dos deuses. Em Israel, de acordo com os textos a nós legados nas Escrituras judaicas, havia representações contrárias do rei. Em textos como os Salmos 2 e 72, provavelmente usados em cerimônias de instalação monárquica, o rei é representado como filho de Deus, salvador do povo, defensor dos pobres, e em II Samuel 7 uma profecia declara a perenidade da dinastia davídica. Por outro lado, encontram-se textos que apresentam críticas ao monarca e à monarquia, igualmente considerados canônicos e pertencentes às Escrituras judaicas. Focarei três desses textos para nosso debate hoje: o apólogo de Joatão (Jz 9) que, narrando um debate entre as árvores sobre quem deveria ser rei sobre elas, representa o rei como o espinheiro – inútil, de vida curta e maléfico. O segundo texto está em I Samuel capítulo 8, que narra as origens da monarquia em Israel como uma afronta ao reinado de Deus e representa o rei como explorador do povo. No chamado Código Deuteronômico há uma lei específica sobre o rei (cap 17,14ss), única no período no Antigo Oriente, que representa o rei como um estudioso da Torá (Lei) que não irá acumular esposas, riquezas, bens. A interpretação desses textos representa um interessante desafio ao historiador de Israel, a começar pela sua datação e terminar com o alcance de sua crítica à monarquia. <span id="more-113"></span></span></p>
<h1><span style="font-family:Calibri;">Introdução</span></h1>
<p class="MsoBodyTextIndent"><span style="font-family:Calibri;">As representações do rei, no Antigo Oriente Médio, disponíveis para a pesquisa histórica apresentam-no com luz altamente positiva: filho de deus, imagem de deus, representante dos deuses na terra, protetores dos pobres, etc. Certamente havia oposição a essa visão, eficazmente reprimida, porém. Entretanto, nos textos sagrados de Israel e Judá foram preservados vários textos críticos dos reis e da monarquia enquanto tal. Analisar três desses textos é o objeto desta discussão, verificando as inter-relações com textos de outros países da época, bem como as peculiaridades dos textos vétero-israelitas.</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent"><span style="font-family:Calibri;">Um dos problemas complexos da pesquisa historiográfica do antigo Israel é o da datação das fontes preservadas nas Escrituras Sagradas dos judeus. Os textos que servem de base para nossa reflexão não fogem a essa regra. Em sua forma final, provavelmente, os três datam da primeira metade do século VI a.C., data consensualmente alocada à chamada Obra Histórica Deuteronomista que é composta dos livros bíblicos de Josué, Juízes, I e II Samuel, I e II Reis, com a introdução deslocada para o Pentateuco, no livro do Deuteronômio. Essa obra, contudo, não contém apenas textos e tradições do período de sua redação final, mas trabalhou a partir de tradições orais e textos mais antigos.</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent"><span style="font-family:Calibri;">Conquanto uma corrente de historiadores de Israel nos últimos 30 anos esteja argumentando pesadamente a favor de datações cada vez mais recentes para os textos escriturísticos dos judeus, o consenso de pesquisadores do antigo Israel ainda aponta para uma datação mais tardia dos textos e tradições que compõem a chamada OHD. No caso dos nossos três textos, a hipótese mais comum é a de que os textos de Juízes e Samuel seriam mais tardios, da segunda metade do século IX a. C. e a lei deuteronômica da segunda metade do VII ou primeira do VI século a. C. Essa discussão, todavia, pouco afeta de fato a nossa discussão, na medida em que as mudanças sócio-culturais nesse período de cerca de 300 anos foram de pouca monta, preservado o modo de produção tributário. A mudança mais significativa foi a do fim da existência independente de Judá, sob a dominação assíria e, mais tarde, babilônica, que, de fato, provocou uma ampla reflexão sobre a legitimidade da perda do reino e da dinastia davídica que, na ideologia da corte, seriam permanentemente garantidos pelo Deus dos judeus. Para nossa reflexão, portanto, optei por ler os textos no ambiente de sua redação “final”, pouco tempo depois do fim do estado independente de Judá, no início do VI século a. C., não me preocupando com as possíveis versões anteriores dos mesmos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;">1. O apólogo de Joatão (Juízes 9,7-21)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">7 E, dizendo-o a Jotão, foi e pôs-se no cume do monte de Gerizim, e levantou a sua voz, e clamou e disse-lhes: Ouvi-me, cidadãos de Siquém, e Deus vos ouvirá a vós;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">8 Foram uma vez as árvores a ungir para si um rei, e disseram à oliveira: Reina tu sobre nós.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">9 Porém a oliveira lhes disse: Deixaria eu a minha gordura, que Deus e os homens em mim prezam, e iria pairar sobre as árvores?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">10 Então disseram as árvores à figueira: Vem tu, e reina sobre nós.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">11 Porém a figueira lhes disse: Deixaria eu a minha doçura, o meu bom fruto, e iria pairar sobre as árvores?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">12 Então disseram as árvores à videira: Vem tu, e reina sobre nós.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">13 Porém a videira lhes disse: Deixaria eu o meu mosto, que alegra a Deus e aos homens, e iria pairar sobre as árvores?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">14 Então todas as árvores disseram ao espinheiro: Vem tu, e reina sobre nós.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">15 E disse o espinheiro às árvores: Se, na verdade, me ungis por rei sobre vós, vinde, e confiai-vos debaixo da minha sombra; mas, se não, saia fogo do espinheiro que consuma os cedros do Líbano.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">16 Agora, pois, se é que em verdade e sinceridade agistes, fazendo rei a Abimeleque, e se bem fizestes para com Jerubaal e para com a sua casa, e se com ele usastes conforme ao merecimento das suas mãos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">17 (Porque meu pai pelejou por vós, e desprezou a sua vida, e vos livrou da mão dos midianitas;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">18 Porém vós hoje vos levantastes contra a casa de meu pai, e matastes a seus filhos, setenta homens, sobre uma pedra; e a Abimeleque, filho da sua serva, fizestes reinar sobre os cidadãos de Siquém, porque é vosso irmão);</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">19 Pois, se em verdade e sinceridade usastes com Jerubaal e com a sua casa hoje, alegrai-vos com Abimeleque, e também ele se alegre convosco.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">20 Mas, se não, saia fogo de Abimeleque, e consuma aos cidadãos de Siquém, e a casa de Milo; e saia fogo dos cidadãos de Siquém, e da casa de Milo, que consuma a Abimeleque.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">21 Então partiu Jotão, e fugiu e foi para Beer; e ali habitou por medo de Abimeleque, seu irmão.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;">2. Rei humano é rejeição do Rei divino (I Samuel 8,1-22 )</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">1 E SUCEDEU que, tendo Samuel envelhecido, constituiu a seus filhos por juízes sobre Israel.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">2 E o nome do seu filho primogênito era Joel, e o nome do seu segundo, Abia; e foram juízes em Berseba.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">3 Porém seus filhos não andaram pelos caminhos dele, antes se inclinaram à avareza, e aceitaram suborno, e perverteram o direito.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">4 Então todos os anciãos de Israel se congregaram, e vieram a Samuel, a Ramá,</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent2"><span style="font-family:Calibri;">5 E disseram-lhe: Eis que já estás velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos; constitui-nos, pois, agora um rei sobre nós, para que ele nos julgue, como o têm todas as nações.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">6 Porém esta palavra pareceu mal aos olhos de Samuel, quando disseram: Dá-nos um rei, para que nos julgue. E Samuel orou ao SENHOR.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">7 E disse o SENHOR a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não te têm rejeitado a ti, antes a mim me têm rejeitado, para eu não reinar sobre eles.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">8 Conforme a todas as obras que fizeram desde o dia em que os tirei do Egito até ao dia de hoje, a mim me deixaram, e a outros deuses serviram, assim também fazem a ti.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">9 Agora, pois, ouve à sua voz, porém protesta-lhes solenemente, e declara-lhes qual será o costume do rei que houver de reinar sobre eles.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">10 E falou Samuel todas as palavras do SENHOR ao povo, que lhe pedia um rei.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">11 E disse: Este será o costume do rei que houver de reinar sobre vós; ele tomará os vossos filhos, e os empregará nos seus carros, e como seus cavaleiros, para que corram adiante dos seus carros.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">12 E os porá por chefes de mil, e de cinqüenta; e para que lavrem a sua lavoura, e façam a sua sega, e fabriquem as suas armas de guerra e os petrechos de seus carros.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">13 E tomará as vossas filhas para perfumistas, cozinheiras e padeiras.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">14 E tomará o melhor das vossas terras, e das vossas vinhas, e dos vossos olivais, e os dará aos seus servos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">15 E as vossas sementes, e as vossas vinhas dizimará, para dar aos seus oficiais, e aos seus servos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">16 Também os vossos servos, e as vossas servas, e os vossos melhores moços, e os vossos jumentos tomará, e os empregará no seu trabalho.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">17 Dizimará o vosso rebanho, e vós lhe servireis de servos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">18 Então naquele dia clamareis por causa do vosso rei, que vós houverdes escolhido; mas o SENHOR não vos ouvirá naquele dia.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">19 Porém o povo não quis ouvir a voz de Samuel; e disseram: Não, mas haverá sobre nós um rei.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">20 E nós também seremos como todas as outras nações; e o nosso rei nos julgará, e sairá adiante de nós, e fará as nossas guerras.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">21 Ouvindo, pois, Samuel todas as palavras do povo, as repetiu aos ouvidos do SENHOR.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">22 Então o SENHOR disse a Samuel: Dá ouvidos à sua voz, e constitui-lhes rei. Então Samuel disse aos homens de Israel: Volte cada um à sua cidade.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;">3. O rei sob o poder da Lei (Deuteronômio 17,14-20)<a name="_ednref1"></a><a href="http://israelantigo.blogspot.com/2005/08/representaes-crticas-da-monarquia-em.html#_edn1"></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">14 Quando entrares na terra que te dá o SENHOR teu Deus, e a possuíres, e nela habitares, e disseres: Porei sobre mim um rei, assim como têm todas as nações que estão em redor de mim;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">15 Porás certamente sobre ti como rei aquele que escolher o SENHOR teu Deus; dentre teus irmãos porás rei sobre ti; não poderás pôr homem estranho sobre ti, que não seja de teus irmãos.</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent2"><span style="font-family:Calibri;">16 Porém ele não multiplicará para si cavalos, nem fará voltar o povo ao Egito para multiplicar cavalos; pois o SENHOR vos tem dito: Nunca mais voltareis por este caminho.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">17 Tampouco para si multiplicará mulheres, para que o seu coração não se desvie; nem prata nem ouro multiplicará muito para si.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">18 Será também que, quando se assentar sobre o trono do seu reino, então escreverá para si num livro, um traslado desta lei, do original que está diante dos sacerdotes levitas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">19 E o terá consigo, e nele lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer ao SENHOR seu Deus, para guardar todas as palavras desta lei, e estes estatutos, para cumpri-los;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:60pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">20 Para que o seu coração não se levante sobre os seus irmãos, e não se aparte do mandamento, nem para a direita nem para a esquerda; para que prolongue os seus dias no seu reino, ele e seus filhos no meio de Israel.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Calibri;">Esta lei é única em todo o Antigo Oriente Próximo e pode ser comparada, como o fez Josefo, com a <em>politeia</em> grega, ou com as modernas constituições, que colocam o Estado sob os poderes da lei. Não sabemos, todavia, se foi formulada para ser efetivamente um guia para os reis de Israel, ou para servir como uma utopia. De qualquer forma, se formulada à época da reforma de Josias, a incorporação de Judá ao Império Neo-Babilônico (em 587  a. C.) impediu que futuros reis fossem colocados diante desta regulamentação. Seu conteúdo segue na mesma direção dos outros dois textos críticos à monarquia que comentamos aqui, desvestindo o rei das representações de tipo divinizante que recebera anteriormente. Em particular, deve-se comparar a formulação desta lei com a narrativa de I Samuel 8 sobre o pedido de um rei e sobre os “direitos” do rei, aqui severamente restringidos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Calibri;">Nos versos 14 e 15<sup>a</sup>, o desejo de um rei é atendido na forma de uma <em>concessão</em> da parte de Javé, o deus de Israel, refletindo sobre a polêmica em I Samuel 8. Além de ser mera concessão, duas restrições são feitas: o rei deve ser escolhido por Javé e essa escolha é manifesta pela escolha do próprio povo (15b) e não pode ser um estrangeiro que induziria Israel à idolatria e, talvez em vista aqui, também, a quebra dos direitos de propriedade familiar, conforme fizera Acabe em Israel no episódio conhecido na Escritura como a vinha de Nabote, instigado por sua esposa estrangeira (I Reis 21) (15c). Não há detalhes sobre a escolha do rei pelo povo, talvez esteja em vista aqui a escolha por um profeta, como a escolha de Davi, narrada em I Samuel 16,1-13; ou o golpe de estado dado pelo “povo da terra” após a morte de Amom (II Reis 21,24; 23,30)..</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Calibri;">Quanto aos “direitos” deste rei, a formulação da lei segue uma linha crítica da prática tributarista da monarquia (16-17) – não pode multiplicar cavalos para si mesmo (ou seja, formar um grande exército pessoal), nem fazer o “povo voltar ao Egito” (alusão a Oséias 8,13; 7,16; 9,6; 11,5)para poder ampliar seu exército, possivelmente uma referência crítica ao reinado de Jeoiaquim que submeteu o povo a trabalho compulsório (Jr 22,13ss), bem como sobretaxou-o a fim de pagar tributos ao Egito (II Reis 23,35). O rei é proibido também de formar um harém, em uma clara alusão à idolatria de Salomão que a OHD atribui às suas muitas esposas estrangeiras (I Reis 3,1; 11,1ss). Por fim, ao rei é vedado o acumular riquezas, claramente uma alusão à cobrança de tributos elevados e à exigência de corvéia. Praticamente temos aqui uma reversão, ponto-a-ponto, dos direitos do rei mencionados em I Samuel 8.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Calibri;">A lei do rei tem sua conclusão nos v. 18-20 com uma regulamentação impressionante para a época: a única injunção positiva da lei é que o rei deveria fazer para si uma cópia da lei deuteronômica (Dt caps. 12-26?) e estudá-la diligentemente a fim de observá-la, sem se elevar acima do seu povo e não levar a nação à condenação por Javé e, conseqüentemente, ao seu fim. A lei está acima do rei, como que uma constituição que regula a autoridade governamental. As alusões aqui são ao relato deuteronomista da reforma de Josias, nascida por causa da descoberta do livro da lei no templo (II Reis 22-23) e a Jeremias 8,8-9. Que o estudo da lei tenha como objetivo religioso mais importante que o rei aprenda a temer a Javé, corresponde à visão deuteronômica da função da lei, que é levar todo o povo a aprender a temer a Javé e obedecê-lo (Dt 14,23; 17,19; 18,9; 20,18 e 31,12-22). O rei é representado, desta forma, como um leitor da Torá deuteronômica, a ela vinculado para governar debaixo de sua orientação. Não mais o mediador entre deus e o povo, mas o defensor desse povo, à luz da Torá, esta sim, a mediadora entre Deus e o povo! </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Calibri;">Ressalta uma ausência nesta lei: a atuação judicial do rei, marca comum das atribuições monárquicas no Antigo Oriente, Israel incluso. Em lugar do rei como autoridade judicial última, a lei deuteronômica propõe a criação de uma espécie de “Superior Tribunal” no “lugar escolhido por Deus para ser adorado”, sob a administração sacerdotal (na lei anterior, Dt 17,8-13). Não mais o rei como defensor da justiça, mas o sacerdócio! Se me é permitido concluir com uma bem humorada e crítica alusão a termos relativos à lei no Antigo Oriente e ao nosso ofício de historiadores: a lei deixa de ser um <em>monumento</em> para a glória do rei, e passa a ser um <em>documento</em> para a glória de Deus e o bem-estar do povo.</span></p>
<p class="MsoEndnoteText" style="text-align:justify;"><a name="_edn1"></a><a href="http://israelantigo.blogspot.com/2005/08/representaes-crticas-da-monarquia-em.html#_ednref1"></a><span style="font-family:Calibri;">Entre a ampla bibliografia dedicada a esta lei, referi-me principalmente a CRÜSEMANN, F. <em>Die Tora: Theologie und Sozialgeschichte des alttestamentlichen Gesetzes</em>. </span><span style="font-family:Calibri;" lang="EN-US">Christian Kaiser Verlag: 1992; LEVINSON, B. M. <em>Deuteronomy and the hermeneutics of legal innovation. </em>Oxford University Press: 1997; LOHFINK, N. “Distribution of the Functions of power: the laws concerning public offices in Deuteronomy 16:18-18:22” <em>in</em> CHRISTENSEN, D. L. (ed.) <em>A song of power and the power of Song.</em> Essays on the4 book of Deuteronomy: Eisenbrauns: 1993, p. 336-352 e LÓPEZ, F. “Le roi d’Israël: Dt 17,14-20” <em>in</em> LOHFINK, N. (ed.) <em>Das Deuteronomium</em>. Entstehung, Gestalt und Botschaft. Leuven University Press: 1985, p. 277-297.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;" lang="EN-US"> Link Oficial do artigo <a href="http://israelantigo.blogspot.com/2005/08/representaes-crticas-da-monarquia-em.html" target="_blank">http://israelantigo.blogspot.com/2005/08/representaes-crticas-da-monarquia-em.html</a><br />
</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/nebpibpa.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/nebpibpa.wordpress.com/113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/nebpibpa.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/nebpibpa.wordpress.com/113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/nebpibpa.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/nebpibpa.wordpress.com/113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/nebpibpa.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/nebpibpa.wordpress.com/113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/nebpibpa.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/nebpibpa.wordpress.com/113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/nebpibpa.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/nebpibpa.wordpress.com/113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/nebpibpa.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/nebpibpa.wordpress.com/113/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nebpibpa.wordpress.com&amp;blog=4711942&amp;post=113&amp;subd=nebpibpa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://nebpibpa.wordpress.com/2009/03/27/representacoes-criticas-da-monarquia-em-israel/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="" medium="image">
			<media:title type="html">nebpibpa</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>SOBRE ECONOMIA NO ANTIGO ISRAEL E NO ESPELHO DE TEXTOS DA BÍBLIA HEBRAICA</title>
		<link>http://nebpibpa.wordpress.com/2009/03/27/sobre-economia-no-antigo-israel-e-no-espelho-de-textos-da-biblia-hebraica/</link>
		<comments>http://nebpibpa.wordpress.com/2009/03/27/sobre-economia-no-antigo-israel-e-no-espelho-de-textos-da-biblia-hebraica/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2009 12:04:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nebpibpa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Neb PIB]]></category>
		<category><![CDATA[Monarquia e economia]]></category>
		<category><![CDATA[SOBRE ECONOMIA NO ANTIGO ISRAEL E NO ESPELHO DE TEXTOS DA BÍBLIA HEBRAICA]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://nebpibpa.wordpress.com/?p=109</guid>
		<description><![CDATA[Por HAROLDO REIMER Não faz muito tempo que questões de economia, relações econômico-sociais, políticas, etc. ocupavam intensamente os debates teológicos. Isso se verificava sobretudo nas discussões e práticas no contexto de teologias da libertação, sobretudo na América Latina, mas também em outros contextos. Crises políticas e sociais na década passada, relativas a crises ideológicas, aparentemente, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nebpibpa.wordpress.com&amp;blog=4711942&amp;post=109&amp;subd=nebpibpa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--[if !mso]&gt;--><strong><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;">Por HAROLDO REIMER </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Não faz muito tempo que questões de economia, relações econômico-sociais, políticas, etc. ocupavam intensamente os debates teológicos. Isso se verificava sobretudo nas discussões e práticas no contexto de teologias da libertação, sobretudo na América Latina, mas também em outros contextos. Crises políticas e sociais na década passada, relativas a crises ideológicas, aparentemente, levaram tais discussões a certo ostracismo. As reflexões e novas experiências, sobretudo no âmbito da gestação de uma “economia solidária”<a name="_ftnref1"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftn1"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[1]</span></span></span></a>, relacionadas com o Fórum Mundial Econômico e com a subida ao poder de governos populares, parecem reacender discussões relativas a alternativas econômicas dentro do pensamento geral de que “um outro mundo é possível”, no qual a vida para toda a criação seja um valor ético efetivamente fundamental. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;"><span> </span>“Questões de ecologia, ética e espiritualidade são recorrentes nos debates dos últimos tempos. Todas elas refletem a crise de civilização pela qual estamos passando. Todas elas também visam oferecer elementos para um novo paradigma civilizatório que está emergindo e que pode dar sentido à nova fase da humanidade, a fase planetária”.<a name="_ftnref2"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftn2"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[2]</span></span></span></a> Com estas palavras, o teólogo e filósofo Leonardo Boff introduz sua discussão em torno do tema “Ética da Vida”. Este tema não é somente um tema adicional nos debates atuais, mas constitui a conteúdo central que estrutura (ou: deve estruturar) a vida das pessoas dentro do seu mundo, em suas diversas dimensões, âmbitos e níveis. Trata-se do esboço de heterotopias socias de vida plena para toda a criação. <span id="more-109"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Questões de ética da vida e espiritualidade ecológica são temas aglutinadores de diversas outras temáticas. Vida em dignidade para todos os seres do cosmo, que por fé entendemos como criação de Deus, é tema de profunda contemporaneidade. Tem a ver com a sobrevivência de todo o mundo criado e habitado. Um dos eixos norteadores das discussões deve ser a inclusão e a vida digna dos elementos mais explorados e excluídos dentro do nosso mundo, isto é, as pessoas pobres, oprimidas e famintas e a própria natureza-criação como um todo. Há que se ouvir os “gritos dos pobres e o grito da terra” e, através da racionalidade político-econômica e muita criatividade baseada em espiritualdiade, procurar dar soluções a tais demandas. Necessário se faz uma postura ética de “tolerância zero” para com as estruturas e mecanismos geradores de pobreza, fome e devastação ambiental. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Nestes debates atuais sobre ética, vida, ecologia e espiritualidade, textos sagrados da tradição judaico-cristã podem e devem ser elementos inspiradores.<a name="_ftnref3"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftn3"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[3]</span></span></span></a> Afinal, a Bíblia tem sido fonte geradora de esperanças, utopias e heterotopias em meio aos tantos e diversos movimentos sociais por estas terras latino-americanas, bem como em tantos outros contextos. A Bíblia não serve  somente para o reforço e  a conservação de estruturas e instituições já sedimentadas, mas é sobretudo uma mina, na qual podemos “garimpar” textos de inspiração e sabedoria em questões de ética, ecologia e espiritualidade. Estamos aí diante de tradições submersas, atropeladas. É necessário resgatar tais tradições de espiritualidade judaica e cristã de crítica do poder, de ética, de espiritualidade, que deu aos despossuídos de poder a força e a coragem para seu empoderamento, para opor-se aos que abusaram e abusam tanto do poder quanto das pessoas despossuídas de poder. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Neste artigo pretende-se dar uma introdução panorâmica a questões relativas à sociedade, economia, política e cultura do antigo Israel. Metodologicamente, tomaremos acesso a esta sociedade antiga através de textos da Bíblia hebraica, subsidiando as análises com elementos da arqueologia e da etnologia relativas ao antigo Oriente Próximo. Textos bíblicos são reflexos das relações sociais; ainda que não possamos, a priori e sempre, tomar os textos bíblicos como dados históricos, eles de alguma forma espelham a sociedade e as relações por trás das palavras. Vamos trabalhar três blocos temáticos. Primeiramente trataremos de auscultar a questão dos períodos da história e as designações e conceituação mais adequada para a formação social do antigo Israel. Num segundo vamos indicar as formas mais típicas de tributações dentro de uma sociedade tributária. Num terceiro momento, vamos buscar perceber em alguns exemplos como textos bíblicos reagem a estas relações sociais e econômicas. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">1. PERÍODOS E DESIGNAÇÕES </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">O que entendemos como sendo o Israel por trás dos textos da Bíblia hebraica é uma formação social que tem fases diversas no seu desenvolvimento. De uma forma geral, trata-se de uma economia pré-capitalista, caracterizada sobretudo como uma sociedade agrária com focos de desenvolvimento de produção artesanal concentrado nas cidades fortificadas. Aproximadamente 90% da população do antigo Israel estava concentrada no campo, enquanto que os outros 10% estavam concentrados nas cidades fortificadas, constituindo a corte, funcionários militares e religiosos e artesãos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Em termos de tempo, devemos restringir nossas análises ao período que vai do século XIII ao século IV aC. Este é período histórico sobre o qual dispomos de maiores dados e informações além dos textos bíblicos. Sobre o período chamado de “patriarcal” dispomos de muito poucas informações históricas confiáveis; as narrativas patriarcais (Gn 12-50) carregam em si idealizações de épocas posteriores, não sendo os textos imediatamente acessíveis como documentos históricos. Assim, dentro da tradicional cronologia das fases do Israel bíblico, pode-se subdividir o período maior (séc. XIII a IV aC), em várias fases: período do tribalismo (1250<sup> </sup>– 1000  aC ), período da monarquia (1000 – 586  aC ), período exílico (586- 538 aC ) e período do pós-exílio ( 538 a 333  aC ).<a name="_ftnref4"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftn4"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[4]</span></span></span></a> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Há discussões sobre a designação mais adequada para a formação social dominante neste período. A caracterização de sociedade pré-capitalista deve ser um pressuposto, haja vista que relações efetivamente capitalistas começam a existir apenas a partir do séc. XVI. Para o período inicial da história do Israel das origens (séc. XIII a X aC), há autores que sugerem a designação “sociedade segmentária”, no sentido de que com esta designação procura-se expressar as relações sociais e políticas fortemente assentadas em relações de parentesco.<a name="_ftnref5"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftn5"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[5]</span></span></span></a> Tratar-se-ia de uma sociedade acéfala, sem um poder político, militar e religioso centralizado. A força deste tipo de sociedade estaria nas relações relativamente igualitárias, estruturadas em relações do tipo tribal, sem estrutura central de estado. Quanto à formação social, tem-se chamado este período de ‘modo de produção comunitário’<a name="_ftnref6"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftn6"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[6]</span></span></span></a>. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Esse tipo de sociedade segmentária ou comunitária corresponderia mais ao que dentro da linha da pesquisa bíblica costuma designar-se “período do tribalismo”. Tratar-se-ia de um período de aproximadamente 200 anos em que grupos formativos diferentes compuseram o Israel das origens. Costumamos falar de grupos de migrantes semi-nômades, chamados de “grupos abraâmicos”, setores da sociedade cananéia revoltosos, chamados de “hapirus”, e grupos de fugitivos provenientes de migrações por regiões desérticas<a name="_ftnref7"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftn7"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[7]</span></span></span></a> e eventualmente outros grupos mais, compondo um “misto de gente” (Ex 12). Basicamente, trata-se de movimentos sociais em busca de alternativas de vida face às explorações dentro do contexto da sociedade cananéia, sob a decadente dominação egípcia. O Israel original constituído nas áreas montanhosas da Palestina entre 1250  a 1000  aC é um experimento social e econômico alternativo. Por causa desta ênfase, este período tem sido designado de “tribalismo igualitário”<a name="_ftnref8"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftn8"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[8]</span></span></span></a>. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Com a implantação da monarquia israelita, emerge internamente em Israel o tipo de sociedade sufocada no período do tribalismo. No que tange a Israel, todo o período que vai dos inícios da monarquia até o advento da dominação grega, na segunda metade do séc. IV aC, pode ser designado de “sociedade tributária” ou “tributarismo”.<a name="_ftnref9"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftn9"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[9]</span></span></span></a> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Como “sociedade tributária” entende-se a co-existência contratual e muitas vezes conflitiva entre a estrutura do mundo camponês, base da sociedade comunitária, e uma estrutura estatal, concentrada nas cidades fortificadas em torno de algum governante com uma corte, um aparato militar e religioso, constituindo minorias dentro daquela sociedade. Típico deste tipo de sociedade tributária é a manutenção das relações de posse e propriedade da terra em nível das famílias e associações familiares ou tribais. Desde a ótica da estrutura estatal constituída, seja uma monarquia ou um <em>chiefdom</em>,<a name="_ftnref10"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftn10"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[10]</span></span></span></a> o importante é a apropriação de um <em>tributo</em> (<em>betsa’</em>) como pagamento ou compensação por supostos ou reais serviços prestados à coletividade. O mais importante destes serviços era a proteção militar aos grupos camponeses diante de ameaças externas. Em termos bíblicos, isso se verifica sobretudo com as ações de Davi (1 Sm 25). Em tempos de paz como ausência de conflitos externos, a religião centrada em alguma instituição central, como o templo de Jerusalém, servia como elemento coercitivo, justificativo e compensatório das relações entre estrutura camponesa e estrutura central-citadina, considerada minoritária naquela formação social. “Com o tempo, as vantagens recebidas por essa minoria, a título dos serviços prestados às comunidades, vão-se transformando em obrigações que não encontram oposição. A minoria dominante passa então a explorar a maioria produtora, através do <em>tributo</em>, isto é, o “direito” de receber parte cada vez mais considerável do excedente de produção”.<a name="_ftnref11"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftn11"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[11]</span></span></span></a> Isso constitui a dinâmica principal dentro do modo de produção tributário. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Eventuais ensaios e práticas de oposição aos “direitos” da estrutura central podem culminar na ruptura das relações contratuais entre minoria dominante e maioria produtora. Essa tendência constitui, na verdade, uma das matrizes da dinâmica social neste tipo de sociedade. A ruptura leva a certa estagnação das relações sociais. No campo das narrativas bíblicas, pode-se entender nesta linha a ruptura das tribos do norte com o governo de Roboão, após a morte de Salomão (1 Rs 12). Também as oposições expressas na voz de profetas radicais como Amós e Miquéias<a name="_ftnref12"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftn12"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[12]</span></span></span></a> podem ser situadas nesta linha, no sentido de, com o anúncio radical da destruição da entidade central e centralizadora (capital), restituir relações comunitárias sem o ônus do tributo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Com variações regionais e intensidade temporal, esse tipo de relação tributária permeará as relações sociais no antigo Israel até o século IV quando, sob a dominação dos gregos, inicia-se o período do escravagismo, que tem sua contrapartida fundamental em um novo conceito de relações de propriedade da terra. A terra, dentro do escravagismo, constitui propriedade dos senhores governantes e as famílias, anteriormente detentoras da posse e propriedade, passam a ser consideradas escravas na terra declarada como um latifúndio senhorial. Isso constitui a mudança fundamental em relação ao período designado de “tributarismo”. Dentro da literatura bíblica, o livro de Coélet ou Eclesiastes parece reagir a estas inovações. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Cabe ainda ressaltar que, de uma forma geral, no período que vai do séc. X ao séc. IV praticamente não existem moedas cunhadas. A prata (<em>kesef</em>) é o meio de troca, mas utilizam-se partes ou pedaços de pratas a serem pesadas em balanças especiais. A cunhagem de moedas, no caso do antigo Israel, passa a ocorrer no período persa, com a criação da província de Jehud (Judá).<a name="_ftnref13"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftn13"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[13]</span></span></span></a> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">2. FORMAS DE TRIBUTOS </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">A cobrança de tributos constitui a raiz principal de conflitos dentro da formação do antigo Israel relativa aos períodos ‘cobertos’ pela maioria dos textos da Bíblia hebraica. Tal cobrança é estabelecida em base contratual (1 Sm 8; 25), podendo incluir serviços de trabalho forçado por tempo determinado (corvéia), recrutamento de jovens para serviços especiais (domésticos ou militares) e, obviamente, pagamentos <em>in natura</em> a serem realizados pelos camponeses e remetidos à estrutura central ou seus representantes. Também regiões externas a área de domínio poderiam ser oneradas com tributos, dependendo da capacidade e voracidade na expansão militar do respectivo governante. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">O pagamento de tais tributos constituía um ônus adicional para a economia agrária de sobrevivência, típica das famílias israelitas daquela época. Dependendo da situação, um exagero na tributação poderia ocasionar situações de conflito e até provocar a desagregação da ordem contratual existente (1 Rs 12). De qualquer forma, estes tributos constituem a matriz para um latente e potencial conflito entre campo e cidade. A partir da ótica da sabedoria proverbial cortesã vale uma máxima afixada em Pv 28,16: “um príncipe falto de inteligência multiplica as opressões, mas o que aborrece a avareza (tributo) viverá muitos anos”. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Este ônus adicional à economia familiar poderia ser agravado em tempos de calamidades naturais. A falta de chuva, pragas de gafanhotos (Am 7,1-4) são exemplos de catástrofes naturais, podendo gerar situações de fome e até migrações rumo a melhores espaços de vida (Rt 1; Gn 37-50). Em muitas situações, a saída, antes da migração, poderia ser o recurso a empréstimos, o que, dependendo do tipo das relações, poderia criar outros problemas maiores como a dependência e até a servidão (Ex 21,2-11; Dt 15,12-18; 1 Rs 4,1). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">A interferência mais exorbitante é constituída pelos pesados tributos exigidos por dominadores externos, constituindo uma sobreposição tributária sobre a base da economia agrário-tributária local ou regional. No caso do antigo Israel, isso se torna realidade a partir da segunda metade do séc. IX aC com a dominação dos assírios, continuando com seus sucessores, os babilônios e os persas. Há vasto material histórico que documenta a imposição e as cobranças de tais tributos, muitas vezes celebrados em ‘contratos de vassalagem’. Estes tributos deveriam ser agregados ao ônus ‘normal’ da população camponesa em relação à estrutura central de seu respectivo território, no caso de Israel, seja o reino unido, o reino do norte (Israel), ou o reino do sul (Judá) ou as províncias babilônicas e persas, nos séc. VI e V aC. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Um caso especial e muito operante de tributação no modo de produção tributário é a arrecadação através da religião.<a name="_ftnref14"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftn14"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[14]</span></span></span></a> Dentro do conjunto dos textos e da história de Israel, isso se verifica sobretudo no governo de Salomão. Tratar-se-ia de um tempo de paz como ausência de conflitos externos. Em tais situações sem conflitos externos, é a população interna que deveria arcar com o ônus de toda a tributação. Com Salomão associa-se a construção do templo de Jerusalém.  Na história do povo hebreu, a partir daí, a instituição religiosa central passará a recolher consideráveis tributos e a justificá-los ideologicamente através do sacerdócio e suas funções religiosas e proféticas. Na Antiguidade oriental, templos e santuários estavam inseridos dentro da estrutural monárquica central (Am 7,14), e sacerdotes e profetas (<em>nabi’</em>) faziam parte desta estrutura. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">O caso mais típico de tributos recolhidos por santuários é o dízimo. Na legislação mais antiga (Ex 34 e Ex 20-23), onde se trata de tributos cúlticos, fala-se da entrega das primícias ou amostras da produção (hebraico: <em>reshit</em>). Efetivamente, porém, o dízimo há de ser o tributos mais comum como dádiva para a divindade considerada promotora da bênção na forma de fertilidade do solo e dos ventres. A entrega de um dízimo é mencionada em Gn 14,18-24; 28,18-22, dois textos que tratam de sua instituição em algum tempo primordial. O primeiro parece estar ligado com Jerusalém e o segundo legitima um dízimo para o templo de Bethel, estando este último na mira da crítica do profeta Amós (Am 4,4), como sendo um tipo de tributo ‘inventado’ pelo próprio sacerdócio.  De qualquer forma, vale o reconhecimento geral de que o dízimo é um tributo religioso instituído pelo sacerdócio durante o período da monarquia em Israel, transformando-se num rito religioso que, em última instância, era um tributo para a estrutura do estado.<a name="_ftnref15"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftn15"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[15]</span></span></span></a> Na legislação do código deuteronômico, o dízimo é mantido como rito de regularidade anual, mas é abolido como tributo ao templo. O dízimo deverá ser recolhido fielmente a cada ano, devendo, porém, durante dois anos ser consumido pelos integrantes da unidade familiar de produção numa espécie de ‘piquenique religioso’ (Dt 14,22-29) e no terceiro ano deverá ser depositado em espaço público para servir de financiamento para os pobres da cidade ou localidade.<a name="_ftnref16"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftn16"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[16]</span></span></span></a> Um texto como Malaquias 3,7, que espelha relações da época do pós-exílio, mantém claramente a entrega de um dízimo ao templo, dentro de um pensamento de uma teologia retributiva. </span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">A múltipla exposição da família camponesa no antigo Israel a tributações poderia ser solucionada momentaneamente através do recurso a empréstimos. Se na base das relações dentro da associação familiar ou da tribo prevaleciam relações de reciprocidade e mútua ajuda, qualquer tipo de penúria circunstancial poderia ser contornada através da ativação de ajuda momentânea através de um instituto conhecido como o ‘goelato’. Um parente próximo deveria funcionar como ‘salvador’, isto é, deveria ajudar outro parente em situação de necessidade até sem expectativa de retorno da ajuda.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Empréstimos, já na Antiguidade, embora possibilitando alívios momentâneos constituíam, em geral, o foco gerador de múltiplas formas de dependência de pessoas e famílias em relação a credores, podendo levar à servidão temporária ou até vitalícia. Dentro das relações típicas em uma sociedade agrária, o momento gerador da necessidade de empréstimos em geral são colheitas frustradas aliado a deveres tributários. Diante da necessidade de pagamento de tributos à estrutura estatal central (corte e templo), e da necessidade de sobrevivência, na ausência da colheita esperada, e muitas vezes na falta de ajuda por parte da família ampliada, o israelita comum deveria pedir empréstimo a outro israelita mais abastecido. No ato do empréstimo, em geral, era celebrado algum tipo de contrato, que podia ser verbal, com gesto simbólico de hipoteca, ou por escrito. Um gesto simbólico conhecido era a entrega da sandália (Rt 4,7; Sl 60,10) ou do cajado (Gn 38) como hipoteca pela dívida assumida. O elemento simbólico, contudo, não cobria o valor da dívida, mas era indicativo para outros bens daquele que solicitava o empréstimo. Estes ‘bens’ podiam ser filhos, filhas, a mulher, animais ou até a própria terra. Na impossibilidade do pagamento, e na ausência da solidariedade familiar-clânica, a prática comum era a escravização por tempo determinado. Neste caso, transações econômicas eram responsáveis pela extinção de unidade familiares, de produção e de reprodução no antigo Israel em particular e no Oriente próximo em geral. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Este é, grosso modo, o quadro sócio-econômico vigente dentro do contexto do Oriente Próximo no período-eixo dos séculos VIII a V aC. Sob o pano-de-fundo deste contexto há que se ler boa parte dos textos da Bíblia hebraica que se referem a este período. A seguir trataremos de evidenciar reações, avaliações e projeções a respeito desta realidade perceptíveis nos textos sagrados. </span></p>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Calibri;font-weight:normal;">3. REAÇÕES, AVALIAÇÕES E PROJEÇÕES EM TEXTOS DA BIBLIA HEBRAICA </span></h2>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Todas as culturas e todos os povos tiveram e têm suas expressões religiosas. Tais ‘expressões’ são manifestações religiosas expressas na linguagem dos símbolos, dos mitos, dos ritos, de doutrinas e de modos de vida. “Aquilo que é expresso de tantas maneiras, que de fato compreende todos os registros da atividade humana, é algum tipo de <em>experiência</em> do transcendente. Como toda experiência humana, ela também tende à comunicação e à socialização. Precisa ‘ser dita’.”<a name="_ftnref17"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftn17"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[17]</span></span></span></a> Os textos sagrados da tradição do antigo Israel são tais expressões privilegiadas da experiência que o <em>homo religiosus</em> fez no contexto do antigo Oriente próximo. Em perspectiva fenomenológica, isto é, na perspectiva de análise dos testemunhos (fenômenos) até sua fonte geradora e sua intencionalidade, os textos bíblicos  são <em>testemunhos</em> que comunicam a experiência religiosa fundante. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Na origem dos testemunhos, em suas várias formas de linguagem (símbolos, mitos, ritos, doutrinas, modos de vida) está a experiência do Sagrado, entendido como um elemento de qualidade absolutamente especial, que se coloca fora de tudo aquilo que chamamos de racional, constituindo ‘algo inefável’. Este ‘algo inefável’ também é chamado pelo termo latino <em>numen</em>, isto é, a força divina manifestada na ação pessoal de uma ou outra divindade. No caso dos textos-testemunho do antigo Israel, que são uma parte de nossos textos bíblicos, a divindade manifesta e percebida é chamada por nomes variados: Elohim, El Shadday, Deus dos Pais, Senhor dos Exércitos, e sobretudo Yahveh. Esta variedade de nomes, porém, no corpo doutrinário do conjunto dos textos sagrados quer indicar para a unidade e unicidade da divindade, isso sobretudo no nível da compilação e redação dos textos da Bíblia hebraica em estágio proto-canônico ou canônico. Olhando-se para os textos-testemunho da Biblia hebraica, fica claro que no centro dos textos-testemunho está Yahveh, o Deus entendido e adotado por aquelas gentes como o “Deus de Israel”. Vai-se, porém, reconhecendo cada vez mais que este “Deus de Israel”, no desenvolvimento e nas releituras de experiência e textos, vai assumindo contornos e características que na origem da experiência religiosa podem ter estado associados até com outras divindades. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Importante é perceber e reconhecer que os textos sagrados que nos comunicam as experiência religiosas dos antigos são produções literárias, isto é, respostas humanas a manifestações de Deus ou da Divindade. Essas respostas ou esses textos, enquanto produções-resposta, por maior que seja o aparato de suas justificativas sobre sua origem inspirada, inerrância, infalibilidade, etc., são veículos de comunicação de experiências de fé e de encontro com o Sagrado. Neste sentido, dizemos que os textos são <em>hierofânicos</em>, isto é, eles próprios manifestam a divindade em seus valores, intenções, conceitos, etc. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">A Bíblia hebraica se compõe de três partes canônicas: Torá, Profetas e Escritos. Aqui queremos tecer algumas considerações sobre as reações diversas encontradas nestes textos distintos em relação ao contexto sócio-econômico circundante, conforme foi explicitado acima. Vamos iniciar com os Profetas, seguindo por textos da Torá e pinçando alguns exemplos dos Escritos, sobretudo das porções sapienciais. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">3.1. Reações proféticas </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">As figuras proféticas referidas na Bíblia hebraica apresentam tonalidades multicores. Contam-se aí os “profetas maiores” como Isaías, Jeremias e Ezequiel. Figuram também os “profetas menores”, destacando-se Amós, Miquéias, Habacuque e Sofonias. Mas há também aqueles e aquelas que a tradição canônica de Israel apresenta entre os “profetas anteriores” dentro da chamada Obra Historiográfica Deuteronomista (Js-2 Rs). Lembremo-nos de Miriã, Débora, Ana, Elias, Eliseu, Natã e Hulda. Apesar da diversidade de enfoque de suas mensagens, em todas estas figuras proféticas verifica-se alguma forma de relação à realidade de seu tempo. Os profetas e as profetisas dos tempos bíblicos assinalaram que a relação dos humanos com o seu ambiente tem a ver sobretudo com justiça, paz e vida digna para todos, sobretudo para as pessoas empobrecidas e famintas </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Vamos destacar algumas passagens da tradição profética em que a questão de relações econômicas é tematizada. Perceber-se-á que a perspectiva é a partir das pessoas e grupos sociais mais empobrecidos dentro daquela sociedade. </span></p>
<p class="MsoHeader" style="margin-left:53.25pt;text-align:justify;text-indent:-18pt;"><span style="font-family:Calibri;">-          “Fostes vós que devorastes a vinha, o que roubastes do pobre está em vossas casas. Com que direito esmagais o meu povo e calcais aos pés o rosto dos pobres?” (Is 3,14-15). </span></p>
<p class="MsoHeader" style="margin-left:53.25pt;text-align:justify;text-indent:-18pt;"><span style="font-family:Calibri;">-          “Teus chefes são rebeldes, parceiros de ladrões. Todos gostam de suborno e correm atrás de presentes. Não fazem justiça ao órfão e a causa da viúva não chega até eles” (Is 1,23). </span></p>
<p class="MsoHeader" style="margin-left:53.25pt;text-align:justify;text-indent:-18pt;"><span style="font-family:Calibri;">-          “Ai dos que decretam leis injustas e editam escritos de opressão: para afastar os humildes do julgamento e privar do direito os pobres do meu povo, para fazer das viúvas suas presas e roubar os órfãos” (Is 10,1). </span></p>
<p class="MsoHeader" style="margin-left:53.25pt;text-align:justify;text-indent:-18pt;"><span style="font-family:Calibri;">-          “Ouvi esta palavra, vacas de Basã, que estais sobre o monte de Samaria, que oprimis os fracos, explorais os pobres e dizeis aos vossos maridos: Trazei-nos o que beber” (Am 4,1). </span></p>
<p class="MsoHeader" style="margin-left:53.25pt;text-align:justify;text-indent:-18pt;"><span style="font-family:Calibri;">-          “Eles odeiam quem repreende no tribunal e detestam quem fala com sinceridade. Por isso: porque oprimis o indigente e lhe cobrais um imposto de trigo, construístes casas de pedra lavrada, mas não as habitareis; plantastes esplêndidas vinhas, mas não bebereis o seu vinho. Pois conheço vossos inúmeros delitos e vossos enormes pecados” (Am 5,10-12). </span></p>
<p class="MsoHeader" style="margin-left:53.25pt;text-align:justify;text-indent:-18pt;"><span style="font-family:Calibri;">-          “Ai do que constrói sua casa sem justiça e seus aposentos sem direito; que faz trabalhar seu próximo de graça e não lhe paga o salário” (Jr 22,13). </span></p>
<p class="MsoHeader" style="margin-left:53.25pt;text-align:justify;text-indent:-18pt;"><span style="font-family:Calibri;">-          “Eles não sabem fazer o que é reto” (Am 3,10). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;"> Olhando-se esta pequena listagem de textos, à qual poderiam ser agregados muitos outros textos, constata-se  que os profetas do antigo Israel elaboraram e trabalharam um conceito ético bastante elevado, que pode ser desdobrado nos seguintes pontos: </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;"> a)      críticas ao poder (estado, corte, exército, templo) por causa de explorações e opressões relacionadas com o sistema tributário característico daquelas sociedades do antigo Oriente próximo; </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">b)      ênfase no respeito à ordem comunitária constituída (em hebraico chamado de <em>mishpat</em>) e na prática da justiça (<em>sedaqah</em>); </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">c)      respeito aos direitos dos empobrecidos como correspondente ético-moral da pertença à fé em Yahveh, o Deus de Israel. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">É importante perceber a gênese de tais textos em uma perspectiva fenomenológica. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">A pesquisa já tem nos informado bastante sobre os profetas como mediadores, sobre seus canais de comunicação com o Sagrado e os meios de transmissão de suas mensagens.<a name="_ftnref18"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftn18"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[18]</span></span></span></a> Em toda experiência religiosa de comunicação ou percepção do Transcendente há a necessidade intrínseca da <em>comunicação</em> desta experiência. Os profetas falam de ‘ver Deus’, ‘ouvir Deus’, ‘perceber Deus em fenômenos da natureza’, etc. Quando a experiência é comunicada, esta comunicação se utiliza dos meios e mecanismos próprios da <em>linguagem</em> na respectiva cultura e época. O que era iminentemente divino passa a ser comunicado em categorias humanas, próprias da linguagem humana. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Neste momento da comunicação, entram em jogo as <em>intencionalidades</em> da própria comunicação intrínsecas à linguagem. Neste processo articulam-se momentos distintos na produção do relato ou da comunicação. No caso dos profetas, por exemplo, sabemos que os ditos proféticos estão constituídos de duas partes fundamentais: a <em>denúncia</em> e o <em>anúncio</em>. No nível literário, as duas partes constituem uma unidade. No processo de surgimento da comunicação do dito profético, contudo, é muito provável que a origem do dito tenha sido alguma ‘visão’ ou ‘audição’ de Yahveh, que se expressa como um anúncio de uma ação (negativa ou positiva) prometida por Deus. O anúncio é eminentemente fala divina comunicada pelo profeta. Esta, contudo, provavelmente, é ampliada através de uma <em>fundamentação</em> no sentido de agregar-se elementos de denúncia provindos da própria observação da realidade.<a name="_ftnref19"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftn19"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[19]</span></span></span></a> As denúncias proféticas são  <em>flashes</em> da realidade advindos da interpretação da dinâmica e dos mecanismos sociais, a partir de setores distintos da sociedade, sobretudo a partir do setores empobrecidos. No nível da construção literária do relato profético, estas fundamentações são agregadas aos anúncios, recebendo, neste momento, a chancela divina. “Como motivo para a inserção de uma fundamentação no dito profético constatamos o <em>desejo de tornar compreensível ao povo</em> a prometida ação de Deus (&#8230;) A diversidade de maneiras com que isto pode ocorrer depende (&#8230;) do grau de compreensão do ouvinte. (&#8230;) Mas em uma escala ainda maior depende de sua própria <em>habilidade artística</em> &#8230;”.<a name="_ftnref20"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftn20"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[20]</span></span></span></a> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">A construção literária do dito profético, seja no nível da tradição oral seja na literatura escrita, pressupõe a dimensão da intencionalidade comunicativa. No caso dos profetas ‘radicais’ do século VIII aC (Amós, Isaías, Oséias, Miquéias), vale a constatação geral na pesquisa de que, desde as origens até a chamada profecia clássica, houve um processo de “afastamento progressivo da corte com a aproximação cada vez maior do povo”<a name="_ftnref21"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftn21"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[21]</span></span></span></a>. Com isso, também a intencionalidade crítica de suas comunicações se tornam mais acentuadas. Num interessante estudo sobre “Profecia e organização”, Milton Schwantes constatou, a exemplo de Am 2,6-16, que neste dito profético há nos v.6-8 uma lista ampliada de denúncias que não provém todas elas necessariamente da experiência própria do profeta, mas “sucederam com diferentes pessoas, em circunstâncias específicas. Como tais experiências de pessoas distintas, emergem para dentro de nosso texto”. “Neste sentido, podemos dizer que a denúncia dos vv.6b-8  reflete uma <em>experiência coletiva de opressão</em>. Portanto, a existência de uma listagem de sofrimentos pressupõe a existência de uma organização dos sofredores e injustiçados”.<a name="_ftnref22"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftn22"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[22]</span></span></span></a> Nesta perspectiva, o processo de surgimento de uma comunicação profética é um <em>evento coletivo</em>, que pressupõe a participação intencional de vários atores sociais. Portanto, “na base da memória que sedimenta e da escrita que fixa os panfletos proféticos existe o <em>fenômeno da organização</em>”.<a name="_ftnref23"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftn23"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[23]</span></span></span></a> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Olhando-se a origem dos textos proféticos sob este prisma da organização comunitária ou coletiva, pode-se entender melhor toda a dinâmica de <em>releituras</em> de textos. Isto é, textos básicos do próprio profeta ou de discípulos de profetas são apropriados coletivamente, relidos, colecionados e aplicados a novas situações.<a name="_ftnref24"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftn24"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[24]</span></span></span></a> Tais grupos têm sido chamados de ‘grupos de suporte’, evidenciando-se, assim, uma relação entre a profecia e a sociedade no próprio processo de surgimento dos textos. Neste processo de releitura reside a própria dimensão hierofânica destes textos ampliados. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Um caso interessante e exemplar de crítica profética relacionada com transações econômicas encontra-se em Am 8,4-7. Aí pode-se ler a crítica de que israelitas credores estariam usando balanças adulteradas na hora da entrega do cereal e na hora da pesagem da prata para o pagamento (Am 8,4-7), isto é, por ocasião em que israelitas em situação de necessidade estariam fazendo os empréstimos de cereal e víveres necessários para a sobrevivência e para o encaminhamento da produção do ano seguinte. A medida para o cereal era uma medida oca, chamado de <em>efa</em> (correspondente a 40 ou 45 litros ); a medida para a pesagem da prata era o <em>siclo</em> (correspondente a aprox. 11  gramas de prata). Aí é veiculada a informação de por ocasião de tais transações haveria o recurso a meios fraudulentos para a obtenção de lucros ilícitos. Sobre as ações aí criticadas, pode-se dizer: </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:35.4pt;text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;"><span> </span>“Diferente do que hoje, o cereal é medido, a moeda é pesada. Ao diminuírem, pois, o efá, os comerciantes sonegam cereal aos compradores. Ao aumentarem o siclo, recebem mais prata por um suposto valor. E aí ganham duplamente. Entregam menos cereal em troca de mais prata. Se ainda falsificam a balança, destinada a pesar a prata, a fraude se triplica. Ao peso adulterado, soma-se agora o ganho na balança, provavelmente entortada. Mesmo com o siclo correto, o comerciante já sairia ganhando numa balança torta. Agora ganha (mais) duas vezes ao pesar a prata”. <a name="_ftnref25"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftn25"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[25]</span></span></span></a> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Os responsáveis (credores) pelas transações aqui denunciadas muitas vezes são chamados de “comerciantes” ou até “cananeus”, expressando-se com isso já uma avaliação negativa dentro da perspectiva bíblica. No período-eixo dos séculos VIII-V aC, não havia ainda o uso de moedas cunhadas como meio de troca. Utilizavam-se porções de prata (= <em>kesef</em>), cujo valor deveria justamente ser pesado em balanças. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Por ocasião de tais empréstimos, muitas vezes, eram celebrados contratos verbais (com ação simbólica) ou escritos. Dentro do ambiente antigo Oriente, contratos escritos eram uma prática comum. Há notícias até de contratos que prevêem a cobrança de juros, com taxas exorbitantes de até 30 a 60% ao ano. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">As situações de necessidade sociais criadas em consequência de tais transações econômicas são tomadas pelos profetas bíblicos como ponto de partida para as suas críticas sociais e os seus anúncios. Deve ficar claro que as comunicações proféticas originam-se sob o pano de fundo do quadro político, econômico e social dentro do tributarismo, conforme acima assinalado. Os profetas são os porta-vozes de pessoas e grupos atingidos negativamente dentro de tal contexto tributário. Havendo ligação da voz profética com movimentos e organização sociais da época, deve-se postular as suas críticas tenham desembocado em formas de acordos dentro da lógica da aliança (<em>berit</em>) típica do antigo Israel. Os profetas com suas críticas advindas da realidade dentro do tributarismo são os preparadores e influenciadores de legislações no Israel antigo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">3.2. Reações e proposições em textos legais da Torá </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Esse processo de surgimento dos textos indicado para o caso de textos proféticos também pode ser estendido para outros gêneros de textos dentro da Bíblia hebraica. Isso vale para o caso de textos legais ou jurídicos condensados na Torá. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">De uma geral, a Torá, ou o Pentateuco, constitui a lei de Deus para o povo hebreu. Basicamente, a Torá é apresentada na estrutura de uma lei revelada ao povo no monte Sinai, tendo a figura de Moisés como mediador. Numa leitura sincrônica dos textos da Torá, torna-se necessária a dedução de que as leis aí contidas são de idade elevada, consideradas, pois, do ‘tempo mosaico’. Numa perspectiva diacrônica, isto é, com o estudo do perfil histórico-social dos textos jurídicos, é opinião comum na pesquisa que dentro da Torá existem vários conjuntos e códigos de leis, que surgiram em épocas distintas e que foram alocadas mitico-literariamente junto ao Sinai por ocasião da composição da Torá como obra histórica e teológica representativa da comunidade judaica pós-exílica, aproximadamente em torno do ano 400  aC .<a name="_ftnref26"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftn26"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[26]</span></span></span></a> É importante, porém, dar-se conta de que dentro da Torá encontra-se material literário de outros gêneros além dos textos estritamente legais. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Dentro da porções legais da Torá distingue-se coleções menores de leis como por exemplo o decálogo ético (Ex 20,1-17; Dt 5), o decálogo cúltico (Ex 34,10-26) ou o decálogo siquemita (Dt 27,15-26), surgidos em momentos históricos distintos. Em termos de códigos de leis, distingue-se em primeiramente o código de aliança (Ex 20,22-23,19), o código deuteronômico (Dt 12-26) e o código da santidade (Lv 17-26). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">O código da aliança constitui o código de leis mais antigos na legislação do antigo Israel. Sua composição pode ser melhor atribuída ao final do século VIII aC.<a name="_ftnref27"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftn27"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[27]</span></span></span></a> Neste código estão reunidas leis distintas, sociais, cultuais e éticas, dispostas dentro de uma composição concêntrica. O centro teológico do código é a adoração exclusiva a Yahveh (Ex 22,19). Neste código, o povo de Israel formula pela primeira a estrutura geral da Torá, que consiste em uma idéia central de aliança entre os direitos dos pobres e os direitos e obrigações dos ricos dentro do intrincado das relações sociais e econômicas no período. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">No conjunto das leis deste código, pode-se destacar algumas leis que tangem diretamente a dimensão das relações econômicas. Primeiramente cabe destacar as leis de libertação de escravos no sétimo ano (Ex 21,2-11). Trata-se aí de israelitas empobrecidos que, em conseqüência de dívidas, passaram ao poder de credores mais ricos, também israelitas. O tempo de servidão, que antes do século VIII aC provavelmente era indeterminado, passa a ser determinado em seis anos, devendo no sétimo ano acontecer a soltura ou libertação. A libertação, contudo, não inclui as mulheres tornadas servas.<a name="_ftnref28"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftn28"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[28]</span></span></span></a> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Várias leis do código também regulam as relações entre israelitas livres, proprietários de terras e animais de trabalho (sobretudo bois). Entre as leis mais diretamente ‘econômicas’ situa-se uma lei que proíbe estritamente a cobrança de juros por ocasião de empréstimos e relações de dívidas (Ex 22,25). Os israelitas melhor aquinhoados deveriam emprestar aos mais necessitados; o não-cumprimento da lei não prescreve uma sanção legal, mas no texto há uma argumentação de ordem teológica, no sentido de que o Deus Yahveh, considerado como o sustentáculo transcendental das leis deste código, haverá de agir historicamente como o Deus do êxodo, isto é, a favor dos oprimidos e explorados e contra os seus algozes. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Um exemplo de interferência (religiosa) no ritmo da atividade econômica era a proposta de um ano sabático da terra (Ex 23,10-11).<a name="_ftnref29"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftn29"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[29]</span></span></span></a> Propõe-se estender o descanso sabático semanal para o calendário agrícola, de modo que cada sétimo ano deveria der um ano de pousio para a terra. Isso se recomenda para as culturas anuais, mas também as culturas perenes como os olivais e as vinhas (‘agricultura nobre’) deveriam aí ser incluídas. Numa perspectiva heterotópica, a produção espontânea no sétimo ano deveria ser destinado aos pobres em Israel, mas também os animais do campo são contemplados dentro da lei. O mais interessante na lei é que a própria terra passa a ser sujeito de direitos. Os humanos podem, justificadamente, retirar da terra os frutos anualmente, mas a terra deverá poder Ter um descanso. Esta lei é um exemplo de pensamento antigo, ecológico, em que a própria natureza é incluída dentro da circularidade econômica. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Sobre o código deuteronômico (Dt 12-26) há um certo consenso na pesquisa de que sua composição decisiva deve ser alocada na segunda metade do século VIII a.C., em ligação com as reformas promovidas pelo rei Josias. A lei deuteronômica possivelmente foi expressão destas reformas, servindo como uma espécie de ‘pequena constituição’ do governo de Josias. Em termos de história da tradição, o núcleo de várias leis isoladas aí condensadas há de ser mais antigo, remontando a tempos anteriores.<a name="_ftnref30"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftn30"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[30]</span></span></span></a> Sobretudo, porém, a lei deuteronômica é uma adaptação ampliada do código da aliança.<a name="_ftnref31"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftn31"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[31]</span></span></span></a> Leis mais antigas recebem nova sistematização, tendo na adoração exclusiva a Yahveh e na centralização do culto em Jerusalém seus temas teológicos norteadores (Dt 12-14). Também este código segue a estrutura de aliança típica da mentalidade hebraica. Busca-se balancear interesses de grupos distintos na sociedade. De uma forma geral, contudo, o código está sistematizado numa linha de <em>inclusão</em> das pessoas social e economicamente mais necessitadas, nos moldes da estrutura de bênção com a qual opera o Deuteronômio.<a name="_ftnref32"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftn32"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[32]</span></span></span></a> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Segundo o pensamento deuteronômico, a posse da terra e as vantagens daí decorrentes são tidas como bênçãos concretas e cotidianamente recebidas das mãos do Deus Yahveh. Bênção é algo palpável e capaz de dar sentido ao cotidiano da vida e das relações. Assim, por exemplo, ter em casa as vasilhas e os instrumentos para preparar a comida é bênção. Sobretudo, porém, a posse tranquila da terra é a bênção maior. Esta bênção é recebida da forma incondicional pelos israelitas. A manutenção da bênção, contudo, é pensada de forma condicional. Há todo um conjunto de leis que prevêem explicitamente a inclusão das pessoas menos favorecidas dentro da circularidade da bênção. A observância destas leis e a concreta prática de ações de solidariedade e inclusão são condições para a manutenção da bênção maior, que é o favor de Yahveh por Israel. Ao final das leis econômico-sociais mais importantes no Deuteronômio é corrente a fórmula estereotipada: “para que Yahveh, teu Deus, te abençoe em toda obra de tuas mãos” (Dt 14,29; 15,6; 15,18; 16,15; 23,20; 24,19). Dentre estas leis vamos fazer alguns destaques. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Em Dt 14,22-29 projeta-se a proposição legal de que o dízimo, a instituição econômica mais forte para a manutenção dos templos e da monarquia na antiguidade, seja recolhido fielmente a cada ano. O produto, contudo, ao invés de ser canalizado para a instituição central, deverá ser consumido pela comunidade diante das portas do santuário numa espécie de ‘piquenique religioso’. Dessa atividade de con<em>graça</em>mento devem participar as típicas <em>personae miserae</em> na antiguidade hebraica: pobres, viúvas, órfãos e levitas.  A cada três anos, o dízimo deverá ser revertido para o financiamento dos pobres dentro da área da aldeia ou da cidade. Assim, além, de sua subsistência ordinária, terão a cada três anos acesso a uma parcela do dízimo de todos os produtos agropecuários recolhidos pelos israelitas proprietários de terra. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">O código deuteronômico apresenta também uma versão modificada da lei de libertação de escravos no sétimo ano (Dt 15,12-18).<a name="_ftnref33"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftn33"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[33]</span></span></span></a> Uma das modificações toca em questões de relações de gênero, afirmando que também as mulheres tornadas escravas deverão ser incluídas na libertação (Dt 15,12-18).<a name="_ftnref34"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftn34"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[34]</span></span></span></a> Além disso, a lei prescreve que os endividados-empobrecidos terão direito a receber uma indenização ao final do seu tempo de servidão. A justificativa para isso é que durante o tempo de servidão trabalharam pela metade do que teria direito a receber um diarista. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Em lugar de um ano sabático da terra, o código deuteronômico prevê a prática do perdão de dívidas no sétimo ano (Dt 15,1-11). A lei é dirigida a um ‘tu’, o qual na estrutura social do antigo Israel correspondia ao <em>pater familias</em>, o chefe da unidade familiar de produção e reprodução e, como tal, proprietário livre de terras. Propõe-se nesta lei intervir na vida econômica justamente aí onde relações de dívidas e dependência social e econômica são geradas, isto é, por ocasião de empréstimos. A lei propõe uma <em>remissão das dívidas</em> ‘ao final do sétimo ano’. O termo remissão (hebraico <em>shemittah</em>) supõe o ‘abrir mão’ de receitas econômicas por parte dos israelitas ricos para que os endividados tenham a chance de poder recomeçar a sua sem o excessivo ônus de dívidas. A lei recebe pinceladas teológicas, no sentido de que não há sanções legais contra quem não pratica a remissão, há uma indicação de somente agindo assim a divindade Yahveh poderá continuar concedendo as suas bênçãos. Neste sentido, perdoar dívidas econômicas é manter a bênção recebida participando assim no projeto inclusivo proposto no texto de que “não haja pobres no meio de ti” (Dt 15,4). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Em Dt 23,19-20 encontramos mais uma lei que se refere diretamente a relações econômicas. Trata-se de uma proposta de ética intra-comunitária que prevê a não-cobrança de juros ao “teu irmão”, isto é a outros israelitas. Entre a usura e a bênção há aqui uma contradição. Juros, porém, podem ser cobrados de pessoas de outros povos (hebraico: <em>nokri</em>). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Poderíamos ainda aumentar os exemplos de leis da Torá que prevêem interferências nas relações sociais e econômicas. Os exemplos, contudo, iriam no sentido de que a legislação hebraica antiga condensada nos códigos de leis relativos ao período do século VIII a VII claramente apresentam uma tendência de frear o livre fluxo das relações econômicas que geram dependência e perda do <em>status</em> de pessoa livre e proprietária. <em>Leis da Torá são um freio para as relações econômicas exorbitantes. </em>Muitas destas leis são propostas de <em>resistência</em> face a processos de exclusão e marginalização acelerados pela economia tributária. As leis não constituem uma ‘revolução’ dentro do sistema, devendo antes ser consideradas como ‘reformistas’, pois as instituições sociais e econômicas básicas são mantidas, porém dentro de certos parâmetros projetados pelas leis. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">3.3. Reflexões sapienciais </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Também no caso de textos sapienciais, pode-se supor um processo similar quanto à origem e desenvolvimento deste gênero da literatura sagrada. Na origem da literatura sapiencial, condensada de modo especial no livro de Provérbios, há  sobretudo provérbios curtos. Antes de serem ‘textos de revelação’, os provérbios são um “duro esforço de observação e reflexão”<a name="_ftnref35"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftn35"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[35]</span></span></span></a>. Neste sentido, na origem, tais provérbios são profanos, no sentido de que as observações sobre a ordem e a desordem do mundo não precisam necessariamente estar vinculadas ou atreladas a alguma divindade. A teologização dos provérbios é um passo secundário no processo de transmissão e constituição deste gênero da literatura sagrada hebraica. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Importante é dar-se conta de que também a literatura sagrada do gênero sapiencial é fruto e projeção teórica a partir do mesmo conjunto de relações sociais pressuposto pelos profetas e projetado em intentos reformistas em textos legais da Torá. Exemplo muito claro para isso é Pv 22,7: “o rico domina sobre o pobre, e o que toma emprestado é servo daquele empresta”. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Dentro do livro de Provérbios há uma série de provérbios em que se exalta o trabalho e a dedicação com vistas a obtenção de prosperidade econômica e social.  Há alguns exemplos neste sentido: “Todo trabalho gera abundância, a tagarelice só traz indigência” (Pv 14,23); “Quem cultiva a terra será saciado de pão, quem persegue quimeras é um insensato” (Pv 12,11; 28,19).  Tais indicações têm sido utilizadas para compor algo como uma “teologia da prosperidade”, em que a busca da riqueza estaria ressaltada. “Em Provérbios encontramos esta prosperidade, mas sempre como conseqüência de ações de justiça”.<a name="_ftnref36"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftn36"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[36]</span></span></span></a> A sociedade pressuposta por este tipo de reflexões proverbiais é uma economia relativamente estável, em que as desigualdades são percebidas, mas onde não se vivencia perturbações externas demasiadamente fortes. Ainda que o ideal dos ensinamentos proverbiais seja a constituição de uma situação de bem-estar e prosperidade, esta sempre tem na prática da justiça o eixo ético norteador. “A prosperidade econômica injustamente alcançada não é prosperidade”.<a name="_ftnref37"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftn37"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[37]</span></span></span></a> A prática da justiça, neste caso, significa a vivência eticamente regrada segundo os costumes e as normas comunitárias. Neste sentido,  por exemplo, a cobrança de juros é algo a ser evitado. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">4. CONCLUINDO </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Neste estudo procuramos indicar algumas questões fundamentais no que tange à economia na vida do povo do antigo Israel. Destacamos que exceto a experiência do Israel tribal (1250- 1000 aC ), os demais períodos da história do povo hebreu devem ser alocados dentro de uma sociedade tributária. Em tal sociedade agrária, o tributo a ser pago a uma instância central minoritária pela maioria produtiva constitui uma relação contratual. Em caso de abusos tributários, a maioria produtiva, que detém a posse da terra, pode imprimir uma dinâmica em que os direitos da instância central são questionados e até suprimidos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Ao lado dos tributos oficiais, também religiosos, as relações de empréstimos e dívidas constituem um foco de tensão, podendo, em virtude de pesados ônus de juros, fazer com que devedores devam passar para a situação de escravidão temporária. Tais transações muitas vezes estavam permeadas de ‘maracutaias’, originando críticas proféticas. Com eco da palavra profética, as leis registradas na Torá, em seus vários códigos, buscam solucionar os problemas econômicos e sociais originados por tributos e dívidas. Isso se dá dentro de um espírito de alinça (<em>berit</em>), em que os interesses das partes em conflitos são resolvidas através de pactos sociais. Isso confere às leis um caráter mais reformista em comparação com as vozes proféticas, que são muito mais radicais. Na perspectiva sapiencial, o mesmo tipo de relações sociais e econômicas no tributarismo devem ser pressupostas. A literatura sapiencial, sobretudo a mais antiga, busca fazer um convite à sensatez em meio às contradições e desigualdade econômicas no Israel antigo. A prática da justiça é apresentada como o elemento norteador da vivência das pessoas e da sociedade. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">Texto publicado em: </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;">RICHTER REIMER, Ivoni (Ed.). <em>Economia no mundo bíblico</em>. Enfoques sociais, históricos e teológicos. São Leopoldo: Sinodal; Cebi, 2006, p. 7-32. </span></p>
<div class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;"></p>
<hr size="1" /></span></div>
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn1"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftnref1"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[1]</span></span></span></a><span style="font-family:Calibri;"> Marcos ARRUDA, <em>Humanizar o infra-human</em>o. Petrópolis: Vozes, 2003.</span></p>
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn2"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftnref2"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[2]</span></span></span></a><span style="font-family:Calibri;"> Leonardo BOFF, <em>Ética da Vida</em>. Brasília, Letraviva, 1999, p.21.</span></p>
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn3"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftnref3"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[3]</span></span></span></a><span style="font-family:Calibri;"> Sobre exigências éticas na Bíblia, ver o volume 77 da revista Estudos Bíblicos (Petrópolis: Vozes, 2003). Sobre a ética nos profetas bíblicos, ver meu artigo Sobre a ética nos profetas bíblicos. <em>Estudos Bíblicos</em>, Petrópolis, v. 77, p.29-40, 2003.</span></p>
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn4"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftnref4"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[4]</span></span></span></a><span style="font-family:Calibri;"> Sobre isso, ver Jorge PIXLEY, <em>História de Israel a partir dos pobres</em>. Petrópolis: Vozes, 1985; Herbert DONNER, <em>História de Israel e dos povos vizinhos</em>. </span><span style="font-family:Calibri;" lang="EN-US">São Leopoldo; Petrópolis: Sinodal; Vozes, 1997. </span></p>
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn5"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftnref5"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;" lang="EN-US">[5]</span></span></span></a><span style="font-family:Calibri;" lang="EN-US"> Frank CRUSEMANN, <em>Der Widerstand gegen das Koenigtum</em>. Neukirchen-Vluyn: Neukirchener Verlag, 1978, p.194-222. </span></p>
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn6"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftnref6"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[6]</span></span></span></a><span style="font-family:Calibri;"> Carlos Artur DREHER, Escravos no Antigo Testamento<em>. Estudos Bíblicos</em>, Petrópolis, n. 18, p.9-26, 1988.</span></p>
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn7"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftnref7"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[7]</span></span></span></a><span style="font-family:Calibri;"> Ver SCHWANTES, <em>Historia de los origenes de Israel</em>. Aprender de pueblos en marcha y alianza. Quito: Verbo Divino, 1998. </span></p>
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn8"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftnref8"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[8]</span></span></span></a><span style="font-family:Calibri;"> Norman K. GOTTWALD, <em>As tribos de Iahweh.</em> Uma sociologia da religião de Israel liberto 1250- 1050 aC . São Paulo: Paulinas, 1986. Ver também Carlos Artur DREHER, A formação social do Israel pré-estatal. Uma tentativa de reconstrução histórica, a partir do Cântico de Débora (Jz 5), <em>Estudos Teológicos</em>, São Leopoldo, n. 26, p.167-201, 1986.</span></p>
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn9"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftnref9"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[9]</span></span></span></a><span style="font-family:Calibri;"> Ver François HOUTART, <em>Religião e modos de produção pré-capitalistas</em>. São Paulo: Paulus, 1982; L. KRADER, <em>The Asiatic mode of production</em>, Assen, 1975; R. BARTRA, <em>El modo de producción asiático</em>. Mêxico: Era, 1969; Maurice GODELIER, Hipóteses sobre a natureza e as leis de evolução do modo de produção asiático. IN: GEBRAN, Philomena (ed.). <em>Conceito de modo de produção</em>. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978, p.73-77; DREHER, Escravos nos Antigo Testamento, p.9-26; Haroldo REIMER, <em>Richtet auf das Recht!</em>. Stuttgart, Katholisches Bibelwerk, 1992, p. 235-240 (= excusro: Formação social e modelos explicativos).</span></p>
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn10"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftnref10"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;" lang="EN-US">[10]</span></span></span></a><span style="font-family:Calibri;" lang="EN-US"> Rainer KESSLER, Chiefdom oder Staat? Zur Sozialgeschichte der fruehen Monarchie. In: HARDMEIER, C. et. Al. (eds.). <em>Freiheit und Recht. </em>Festschrift fuer Frank Cruesemann zum 65. Geburtstag. Gutersloh: Chr. </span><span style="font-family:Calibri;">Kaiser; Gutersloher Verlagshaus, 2003,  p.121-140.</span></p>
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn11"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftnref11"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[11]</span></span></span></a><span style="font-family:Calibri;"> DREHER, Escravos no Antigo Testamento, p.12.</span></p>
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn12"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftnref12"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[12]</span></span></span></a><span style="font-family:Calibri;"> Ver Haroldo REIMER, Ruína e reorganização. O conflito campo-cidade em Miquéias. <em>Revista</em> <em>de Interpretação Bíblica Latino-Americana</em>, Petrópolis, n. 26, p.99-109, 1997.</span></p>
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn13"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftnref13"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[13]</span></span></span></a><span style="font-family:Calibri;"> Cf. Roland de VAUX, <em>As instituições do Antigo Israel</em>. São Paulo: Paulus; Teológica, 2002.</span></p>
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn14"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftnref14"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[14]</span></span></span></a><span style="font-family:Calibri;"> Frank CRUSEMANN, Religiose Abgaben und ihre Kritik im Alten Testament. </span><span style="font-family:Calibri;" lang="EN-US">IN: LIENEMANN, W. (ed.). <em>Die Finanzen der Kirche. </em>Studien zu Struktur, Geschichte und Legitimation kirchlicher Oekonomie. </span><span style="font-family:Calibri;">Munique, 1989, p. 485-524. </span></p>
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn15"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftnref15"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[15]</span></span></span></a><span style="font-family:Calibri;"> Sobre isso, ver Frank CRUSEMANN, Der Zehnte in der israelitischen Konigszeti. <em>Wort und Dienst</em>, Bielefeld, nova série v.18, p. 21-48, 1989. </span></p>
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn16"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftnref16"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[16]</span></span></span></a><span style="font-family:Calibri;"> Sobre isso, ver Haroldo REIMER, Inclusão e resistência. Anotações a partir do Deuteronômio. <em>Estudos Bíblicos</em>, Petrópolis, n. 72, p.11-20, 2002.</span></p>
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn17"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftnref17"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[17]</span></span></span></a><span style="font-family:Calibri;"> José Severino CROATTO, <em>As linguagens da experiência religiosa</em>. São Paulo: Paulinas, 2000, p.9.</span></p>
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn18"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftnref18"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[18]</span></span></span></a><span style="font-family:Calibri;"> Sobre isso, pode-se ler extensamente em José Luís SICRE , <em>Profetismo em Israel</em>. Os<em> </em>profetas, os profetas, a mensagem. Petrópolis: Vozes, 1996, p.93-202.</span></p>
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn19"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftnref19"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[19]</span></span></span></a><span style="font-family:Calibri;"> Isso foi  bem demonstrado por Hans Walter WOLFF, no seu estudo “As fundamentações dos ditos proféticos de salvação e de desgraça”, de 1933, in: <em>Profetismo</em>, Coletânea de estudos. São Leopoldo, Sinodal, 1985, p.19-44.</span></p>
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn20"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftnref20"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[20]</span></span></span></a><span style="font-family:Calibri;"> WOLFF, As fundamentações dos ditos proféticos, p.31.</span></p>
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn21"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftnref21"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[21]</span></span></span></a><span style="font-family:Calibri;"> José Luís SICRE, Introdução ao Antigo Testamento, Petrópolis, Vozes, 1995, p.227.</span></p>
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn22"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftnref22"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[22]</span></span></span></a><span style="font-family:Calibri;"> Milton SCHWANTES, Profecia e organização. Anotações à luz de um texto (Am 2,6-16), <em>Estudos Bíblicos</em>, n.5, Petrópolis, São Leopoldo, 1985, p. &#8230; (citado p.33. Grifo nosso).</span></p>
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn23"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftnref23"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[23]</span></span></span></a><span style="font-family:Calibri;"> SCHWANTES, Profecia e organização, p.37. Grifo nosso.</span></p>
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn24"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftnref24"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[24]</span></span></span></a><span style="font-family:Calibri;"> Sobre esse processo, vale a pena a leitura do texto de J. Severino CROATTO, A estrutura dos livros proféticos. As releituras dentro do <em>corpus</em> profético<em>.</em> <em>Revista de Interpretação Bíblica Latino-Americana</em>, n. 35/36, Petrópolis, São Leopoldo, 2000, p. 7-27. </span></p>
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn25"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftnref25"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[25]</span></span></span></a><span style="font-family:Calibri;"> Carlos Artur DREHER, Amós 8,4-7. In: <em>Proclamar libertação</em>, São Leopoldo: Sinodal, 1997, v. 23, p.181-188 (cit. p.183).</span></p>
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn26"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftnref26"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[26]</span></span></span></a><span style="font-family:Calibri;"> Sobre isso, ver REIMER; RICHTER REIMER,<em> Tempos de graça</em>, p.31-37. De forma mais aprofundada, ver CRUSEMANN, <em>A Torá</em>, p. 449-500.</span></p>
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn27"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftnref27"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[27]</span></span></span></a><span style="font-family:Calibri;"> Ver CRUESEMANN, <em>A Torá</em>, p. 159-282.</span></p>
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn28"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftnref28"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[28]</span></span></span></a><span style="font-family:Calibri;"> Ver Haroldo Reimer, Leis e relações de gênero. Apontamentos sobre Exodo 21,2-11 e Deuteronômio 15,12-18, <em>Revista de Interpretação Bíblica Latino-americana</em>, Petrópolis, v.37, p.126-138, 2000.</span></p>
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn29"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftnref29"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[29]</span></span></span></a><span style="font-family:Calibri;"> REIMER; RICHTER REIMER, <em> Tempos de graça</em>, p. 57-64.</span></p>
<p class="MsoNormal"><a name="_ftn30"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftnref30"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[30]</span></span></span></a><span style="font-family:Calibri;"> Shigeyuiki NAKANOSE, Para entender o livro de Deuteronômio. Uma lei a favor da vida? <em>Revista de Interpretação Bíblica Latino-Americana</em>, Petrópolis; São Leopoldo, n. 23, p.176-193, 1996.</span></p>
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn31"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftnref31"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[31]</span></span></span></a><span style="font-family:Calibri;"> CRUSEMANN, <em>A Torá</em>, p.283-448.</span></p>
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn32"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftnref32"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[32]</span></span></span></a><span style="font-family:Calibri;"> Sobre isso, Haroldo REIMER, Bênção e solidariedade, <em>Revista da Bíblia, </em>Rio de Janeiro, v. 7, n. 26, p. 22-26, 2002;  REIMER, Inclusão e resistência, p.11-20.</span></p>
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn33"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftnref33"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[33]</span></span></span></a><span style="font-family:Calibri;"> Sobre o texto, ver REIMER / RICHTER REIMER, <em>Tempos de graça</em>, p. 66-80.</span></p>
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn34"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftnref34"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[34]</span></span></span></a><span style="font-family:Calibri;"> Sobre isso, Haroldo REIMER, Leis e relações de gênero, p.126-128.</span></p>
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn35"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftnref35"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[35]</span></span></span></a><span style="font-family:Calibri;"> SICRE, <em>Introdução ao Antigo Testamento</em>, p. 272.</span></p>
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn36"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftnref36"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[36]</span></span></span></a><span style="font-family:Calibri;"> Elza TAMEZ, A teologia do êxito num mundo desigual. Releitura de Provérbios<em>. Revista de Interpretação Bíblica Latino-Americana</em>, Petrópolis, n. 30, p.28-38, 1998 (cit. p. 33).</span></p>
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn37"></a><a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm#_ftnref37"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-family:Calibri;">[37]</span></span></span></a><span style="font-family:Calibri;"> TAMEZ, A teologia do êxito,  p.34.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Calibri;"> Link oficial do artigo <a href="http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm" target="_blank">http://www.haroldoreimer.pro.br/direito/sobre_economia.htm</a><br />
</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/nebpibpa.wordpress.com/109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/nebpibpa.wordpress.com/109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/nebpibpa.wordpress.com/109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/nebpibpa.wordpress.com/109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/nebpibpa.wordpress.com/109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/nebpibpa.wordpress.com/109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/nebpibpa.wordpress.com/109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/nebpibpa.wordpress.com/109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/nebpibpa.wordpress.com/109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/nebpibpa.wordpress.com/109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/nebpibpa.wordpress.com/109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/nebpibpa.wordpress.com/109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/nebpibpa.wordpress.com/109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/nebpibpa.wordpress.com/109/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nebpibpa.wordpress.com&amp;blog=4711942&amp;post=109&amp;subd=nebpibpa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://nebpibpa.wordpress.com/2009/03/27/sobre-economia-no-antigo-israel-e-no-espelho-de-textos-da-biblia-hebraica/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="" medium="image">
			<media:title type="html">nebpibpa</media:title>
		</media:content>
	</item>
	</channel>
</rss>
